Trinta e nove por cento dos médicos oncologistas portugueses defendem a legalização da eutanásia , mas apenas 23,8% admitiram praticar esse acto se a legislação o permitisse. Dados obtidos através de um inquérito anónimo a estes profissionais da saúde, a que se acrescenta o facto de 20% já terem recebido pedidos para a prática da eutanásia e apenas 5% para o suicídio assistido.
No entanto, poucos (apenas 11%) estariam disponíveis a praticar a eutanásia a pedido de outra pessoa. Segundo Diário de Notícias o estudo foi realizado pelo médico José António Ferraz Gonçalves, responsável pela Unidade de Cuidados Continuados do Instituto de Oncologia do Porto. Ferraz Gonçalves sublinha a diferença entre aqueles que defendem a legalização e aqueles que estão dispostos a praticar a eutanásia: "A maioria dos médicos considera que os outros são livres e que podem tomar o seu caminho, mas não querem ser chamados a intervir. Eventualmente, outros o farão." Um pouco à semelhança do que acontece com o aborto.
"Resultados surpreendentes e preocupantes, porque demonstram alguma inversão do que a ética médica determina", afirmou ontem Rui Nunes,o director do Serviço de Bioética da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto.
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