A ULTIMA INTIFADAH

Ariel Sharon sempre foi um homem de posições firmes e personalidade forte durante toda sua carreira política ou seja, um político linha-dura, como alguns imaginam que é o que Israel precisa. Isto foi comprovado durante seu período como primeiro–ministro quando executou ações arbitrárias como a construção do muro na Cisjordânia, o assassinato dos líderes do Hamas e a retirada de assentamentos judeus da Faixa de Gaza e da Cisjordânia, pois para Sharon, a possibilidade de convivência pacífica entre israelenses e palestinos, é algo inconcebível.

A propósito, a construção do muro que foi amplamente condenada pela comunidade internacional, mas como tinha o apoio dos EUA, estava com a maioria a favor, está inspirando alguns congressistas norte-americanos que pretendem construir também, uma barreira ao longo da fronteira mexicana.

Sharon está amaldiçoado, pois, segundo o pastor norte-americano, Pat Robertson, o mesmo que violou o sexto mandamento ao pregar o assassínio do presidente venezuelano, Hugo Chaves, dividiu a Terra Santa com a construção do muro. Esperemos que Pat Robertson não esteja pensando em iniciar uma nova cruzada para destruir o muro e restabelecer novamente a Terra Santa como era.

De qualquer forma, atualmente, Sharon não pode mais estar à frente de tais assuntos nem pode mais se preocupar com a condução de seu novo partido que provavelmente irá se esfacelar sem a figura de seu fundador e principal membro; também não precisa se preocupar com o combate ao terrorismo e as, quase sempre, infrutíferas conversações com a Autoridade nacional Palestina. Sharon agora, luta contra seu próprio corpo e certamente está bastante frustrado, pois é uma intifadah que não consegue controlar pela força.

O mundo agora reza pela recuperação de Sharon, à exceção de alguns setores do mundo islâmico que como o presidente do Irá, Mahmoud Ahmadinejad que espera que Sharon, juntamente cm todos os judeus, morra, mas os que rezam por sua recuperação, esperam que ele contribua para que o processo de paz não seja prejudicado.

Realmente, após a morte de Yasser Arafa, o inimigo, que, por ordens de Sharon, permaneceu confinado em seu quartel-general em Ramallah na Cisjordânia até sua morte, houve até mesmo um pequeno progresso nas conversações com a ANP, mas com a retomada do terrorismo pelas incontroláveis minorias radicais, tudo voltou a ser como antes, o que talvez fosse o desejo de Sharon, pois face à sua biografia é as ações arbitrárias do início de seu mandato, torna-se difícil aceitar que tal pessoa seja adepta do processo de paz.

Por exemplo, as posições contrárias que tinha aos acordos de paz quando parlamentar e o massacre de palestinos nos campos de refugiados no Líbano que foi acusado de comandar quando era Ministro da Defesa de Menachem Begn, em 1982. Isto faz com que Sharon mereça ser comparado a grandes homens da história como Josef Stalin, Pol Pot e o que seria uma ofensa: Adolf Hitler.

Na historia não há “sés”, mas como declarou Arafat, se Ytzhac Rabin ainda estivesse vivo, o Estado Palestino já existiria. E existiria com soberania o que jamais ocorreria com Sharon no comando; não haveria muros e nem retirada de assentamentos.

Jose Schettini Petrópolis BRASIL

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