Opinião: Estamos vencidos e rendidos!

No país de pouco homens e de poucos ideais, foi preciso a Justiça intervir no processo eleitoral para mostrar aos políticos o que quer dizer os valores de fidelidade, ideal, convicções e, principalmente, identidade.

Incoerente, a classe política brasileira é facilmente levada pelo vento do interesse, se elegendo por um partido de aluguel, legislando a favor dos partidos majoritários e defendendo sempre os interesses do poder vigente, aqueles que quase sempre estão contra os interesses do povo.

Para o político brasileiro, tudo é dele, é privado, nada é do povo. Os cargos disponíveis em seu gabinete pertencem a ele, à família dele, e não são para servir à população, aos que lhe confiaram o voto e o mandato. O seu mandato não é para legislar em favor de uma sociedade mais justa, igualitária, em prol do todo. Para ele, o mandato é apenas para encher o bolso, para defender seus sonhos rotos, receber os mensalões e suas comissões nos coecões da vergonha e da velhacaria.

Esta é a grande depredação nacional, a falta de convicção dos nossos políticos, que começa no mais simples vereador e vai ao mais destacado senador. Estamos todos vivendo isso aqui, o achatamento moral do Congresso Nacional acompanhado do total descrédito do processo político brasileiro . E o resultado disso tudo é a apatia do eleitor, que cada vez se distancia mais do processo político-eleitoral, financiando uma sociedade despolitizada, alienada, pasteurizada, cada vez mais entregue aos políticos sem cara, sem partido e sem ideal.

O brasileiro hoje é vítima dos seus políticos, aqueles que mataram a consciência cívica utilizando várias frentes, sempre lucrando com o aniquilamento moral da nossa política, que lhe rende cargos e capitais . Prova disso é o retorno ao Congresso, por meio do voto, de nomes que foram flagrados e cassados moralmente pelo escárnio do mensalão. Estão todos aí, como zumbis denunciando a nossa apatia, nossa descrença em um país melhor, livre das amarras da podridão e do descaso.

Onde vai parar esta onda, este crescente processo? Não sei, sei apenas que somos todos levados por esta rede que nos aprisiona os braço e sufoca em nós a vontade de soltar um brando de protesto. Enquanto isso eles estão por aí, navegando em seus iates, em seus veleiros, tomando sol de janeiro a janeiro, enquanto nós morremos na praia, tendo um mar azul aberto com um cenário de um paraíso indesfrutável.

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