‘Revoluções’ à la Bush

Sete décadas depois, Washington promove suas próprias “revoluções”, contrárias às dos comunistas. Seus métodos e objetivos são antagônicos. O Ocidente busca capitalizar o descontentamento popular frente ao despotismo da “oligarquia vermelha” para promover o retorno à democracia representativa e das empresas privadas.

Os sindicatos, que no Ocidente encabeçam as rebeliões, no Oriente, como se vê na Ucrânia, podem se colocar na defensiva – temendo que se busque fechar empresas.

O que vem acontecendo na Ucrânia e Geórgia é a continuação da estratégia que os Estados Unidos vem adotando de promover protestos para debilitar Moscou e fazer uma liberalização política e econômica de acordo com seus interesses. Os remanescentes do sistema anterior têm dificuldades de resistir por que carecem de um modelo alternativo sólido.

ISAAC BIGIO ANALISTA INTERNACIONAL WWW.BIGIO.ORG

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