ARIEL SHARON E O ANTI-SEMITISMO

Nenhuma autoridade estrangeira, nem político do partido trabalhista israelense, nem cidadãos dentro de Israel e no estrangeiro podem fazer oposição á direita linha dura da Likud de Sharon, sem ser rotulado de anti-semita.

É uma atitude irresponsável e infantil usar o anti-semitismo como uma “arma” poderosa de defesa para continuar com as injustiças contra o povo palestino. Ariel Sharon parece considerar os palestinos um bando de “Terroristas e anti-semitas” e os que apóiam a causa Palestina e o diálogo entre os dois povos são considerados “traidores” e mal vistos por Sharon. Várias manifestações de pacifistas israelenses acabam em confrontos com a polícia. O que entendemos sobre a política de Sharon é agressiva e desumana e nada democrática, apesar de Israel se vangloriar de ser a única “democracia” no Oriente Médio.

A democracia de Israel é tão “eficaz” na região que provocou quatro guerras árabes –israelenses, expandiu seu território a custa das terras árabes e minou o as relações com os países árabes como o Iraque, o Irã, o Líbano e a Síria que é importante para a estabilidade no Oriente Médio. O que salva Israel nas relações com os árabes é o Egito.

Israel ainda acusa os líderes árabes e principalmente Yasser Arafat de incentivar o anti-semitismo e patrocinar atentados terroristas contra civis israelenses. O ódio na região é agravado pelo domínio de Israel na Palestina e pelas conflituosas relações políticas e diplomáticas com os países árabes. O diálogo entre árabes e israelenses é o único meio de paz definitiva no Oriente Médio, mas Sharon ao contrário disso, prefere acusar o Irã e a Síria de apoiar o terrorismo e até defende uma retaliação americana nesses países. Israel estimula a intolerância entre os árabes e israelenses, o preconceito e o anti-semitismo. Hoje, o povo palestino é um dos mais amados e apoiados no mundo, por conta da sua luta legítima e desigual contra Israel para um Estado Palestino soberano. Partidos políticos da esquerda apóiam amplamente a causa palestina, manifestações pró-palestinas são organizadas, principalmente em Londres. Existe até um boicote contra os produtos made in Israel, para não financiar as incursões e abusos do exército de Israel nos territórios ocupados.

É claro, que os massacres contra os palestinos, o drama desse povo, e a própria política sionista de ódio são fatores que podem gerar um forte sentimento anti-semita, apesar disso ser muito relativo. Porém, mesmo com as injustiças e a opressão na Palestina, pelos judeus, não justifica o anti-semitismo.

O anti-semitismo significa um ódio profundo contra os judeus, e não é isso que as pessoas que são favoráveis á criação de um Estado Palestino e contra a política de opressão de Sharon, expressam. O que todos esperamos é que a intolerância, o ódio, e as ações extremistas dos dois lados possam ser substituídos pela tolerância, respeito e paz.

Anti-semitas foram os nazistas que massacraram seis milhões de judeus, mataram, roubaram, humilharam, tentaram tirar a dignidade desse povo. Exterminaram a sangue frio, mulheres, homens, crianças e idosos. E fizeram os judeus habitar em guetos e campos de concentração desumanos. O holocausto foi uma barbárie contra o povo judeu, foi um dos episódios mais vergonhosos da história da humanidade.

Ser anti-semita é desprezível e inaceitável, porém Ariel Sharon e os judeus que apóiam o massacre aos palestinos são tão anti-semitas quanto aos nazistas, pois estimulam o preconceito contra os judeus e cometem o mesmo massacre que os nazistas de Hitler.

Ariel Sharon, fala muito do anti-semitismo, da perseguição aos judeus, da intolerância, mas o ministro de Israel esquece que hoje quem sofre com os preconceitos, com a falsa propaganda, com o roubo de terras e de dignidade são os árabes. O islamismo é taxado como uma “religião do terror” que produz terroristas que se explodem para receber 73 virgens no paraíso aonde corre leite e mel. Os árabes são todos terroristas, homens maus, radicais. Isso não é uma forma de preconceito igual ao anti-semitismo?

O primeiro ministro de Israel não deve conhecer o que é anti-semitismo, pois se conhecesse teria repulsa da sua política sionista criminosa no Oriente Médio. Ariel Sharon, ainda tentou justificar as críticas dos Europeus a Israel, associando suas idéias a população mulçumana na Europa, e claro considerando-os como anti-semitas.

Parece que Sharon, não sabe distinguir o anti-semitismo da oposição a política sionista. Ou melhor, até conhece a diferença, mas uso o escudo do anti-semitismo e a indústria do holocausto para justificar seus atos criminosos.

Michele MATOS PRAVDA.Ru

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