Zimbabué à beira de guerra civil

No Zimbabué ainda nada está decidido. A oposição declarou este domingoa vitória do seu candidato Morgan Tsvangirai. O Ministro da Comunicação, Georges Charamba, preveniu que aclamação de prematura da vitória seria encarada como um «golpe de Estado». A comunidade teme a guera civil. «Nas 128 circunscrições onde os resultados foram afixados os resultados eleitorais, Morgan Tsvangirai conseguiu 60 por cento dos votos, contra os 30 por cento do Presidente Mugabe», declarou o secretário-geral do Movimento para a Mudança Democrática (MDC), Tendai Biti tendo como base contagens parciais efectuadas pelo seu partido.

 Segundo mesmo responsável o MDC em 128 circunscrições, conquistara 96 assentos parlamentares.
Ainda faltam apurar a maior parte dos resultados as regiões rurais onde, devido às expropriações forçadas dos agricultores brancos, Mugabe usufrui de grande popularidade

Segundo o Diário Digital, para evitar uma onda de violência quando forem conhecidos os resultados oficiais - que deverão ser anunciados daqui a dois ou três dias -, à semelhança do que aconteceu no Quénia em Dezembro passado, as forças de segurança do Zimbabwe estão em alerta máxima em todo o país.


Segundo a AFP (Agence France Prece), citando a Comissão Eleitoral, a oposição e o governo estavam empatados, com três representantes eleitos para cada grupo no Parlamento. O MCD e a União Nacional Africana do Zimbabué - Frente Patriótica (Zanu-PF), do presidente Robert Mugabe, conseguiram até o momento três cadeiras cada, das 210 do Parlamento.

Robert Mugabe, 84 anos, concorreu ao sexto mandato consecutivo. No poder desde a independência da antiga Rodésia britânica em 1980, outrora considerada como o celeiro africano, Mugabe mergulhou o país numa grave crise económica, com uma hiperinflação que ultrapassa os 100 mil por cento ao ano.

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