Câmara dos EUA fixa prazo para retirada do Iraque

Medida exige que tropas comecem a deixar o país em outubro; deputados também aprovaram intimação para que Condoleezza deponha no Congresso sobre a invasão. 

A Câmara dos Representantes dos EUA aprovou na quarta-feira, 25, um projeto determinando que a retirada das tropas americanas do Iraque comece até 1º de outubro e, se possível, seja concluída até 1º de abril de 2008. A resolução foi aprovada por 218 votos a 208 e deve passar também pelo Senado ainda nesta quinta-feira, 26 (as duas Casas do Congresso são controladas pela oposição democrata). O presidente George W. Bush, porém, já anunciou que vetará a medida.

“Nossas tropas estão envolvidas numa guerra civil sem inimigo claro e sem estratégia clara para triunfar”, afirmou o líder da maioria democrata, Steny Hoyer. O prazo para a retirada faz parte de uma lei de financiamento de guerra que libera US$ 124 bilhões para as tropas no Iraque e Afeganistão.

O comandante das tropas americanas no Iraque, general David Petraeus, foi ao Congresso acompanhar a votação e defender o reforço de tropas ordenado por Bush em janeiro. Petraeus disse que a violência sectária em Bagdá caiu um terço desde então.

Os deputados também aprovaram, por 21 votos a 10, uma intimação para que a secretária de Estado, Condoleezza Rice, deponha no Congresso sobre os motivos que levaram o governo Bush a invadir o Iraque.

Entre os pontos a ser esclarecidos está a alegada compra de urânio pelo regime de Saddam Hussein - acusação que se mostrou depois falsa, mas foi usada pela Casa Branca em 2003 para invadir o Iraque. O depoimento da secretária de Estado deve ser marcado para o mês que vem.

Na época da invasão, Condoleezza era conselheira de Segurança Nacional. O Departamento de Estado, citando o “privilégio do Executivo” - uma lei que protege o presidente e seus assessores mais próximos -, já avisou que Condoleezza usará essa prerrogativa para não comparecer à sessão.

Durante o mandato de Bush, a Casa Branca recorreu várias vezes a esse privilégio, criado para que os conselheiros mais próximos do presidente não se sintam intimidados pelos congressistas e pela lei caso precisem orientá-lo.

Os deputados também concederam, por 36 votos a 6, imunidade a Monica Goodling, o contato do secretário de Justiça, Alberto Gonzales, com a Casa Branca. O objetivo é deixar Monica à vontade para contar os motivos que levaram o Departamento de Justiça a demitir oito procuradores federais em dezembro.

Gonzales, que depôs na semana passada, está balançando no cargo. Os democratas acusam o governo de demitir os procuradores por razões políticas. Na mesma sessão, os deputados marcaram um novo depoimento de Gonzales para o dia 10 de maio.

Fonte Portal Estadão

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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