Práticas Terceiro-mundistas

A chacina de animais selvagens dá muito dinheiro aos caçadores furtivos, tanto que até sobra para agentes da polícia que teimam em não serem capazes de prestar apoio aos guardas dos parques nacionais.

O Parque Nacional de Limpopo na Província de Gaza providencia um belo exemplo da ineficácia de políticas organizadas a nível governamental e internacional, face à força de dinheiro em subornos pago a polícias que querem ganhar mais algum por fecharem os olhos.

Em vez de seguirem com os processos, os agentes da polícia têm estado a deixar sair em liberdade os caçadores furtivos apanhados pelos guardas do Parque, de acordo com as declarações de Zénio Macamero, coordenador do Parque Nacional de Limpopo, que se queixou da “falta de coordenação e falta de colaboração da parte de alguns agentes de autoridade, especialmente na polícia”.

Os guardas nos parques nacionais têm estado a fazer milagres, preservando os estoques das espécies que providenciam uma reserva única de animais e uma fonte de rendimento para o país. No entanto, as acções dos polícias merecem o desdém de todos por serem anti-patrióticos, anti-democráticos e colaboracionistas com criminosos.

Será que os moçambicanos não têm direito aos seus animais? Será que algum dia vamos acordar ouvindo a notícia na rádio que afinal já não há animais suficientes para mantermos aberto os Parques?

Que belo epitáfio para nós, herdeiros da guerra colonial, da guerra civil, que soubemos colocar nossa casa em ordem mas depois deixamos tudo ir pelo rio abaixo por sermos uma sociedade de corruptos…é isso que merecemos?

Não? Então façamos alguma coisa e sejamos patrióticos e isso começa com os nossos recursos naturais, incluindo os animais.

Bento MOREIRA PRAVDA.Ru MAPUTO MOÇAMBIQUE

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