Seabra pressionado para sair

A Comunidade Económica dos Estados da África ocidental está em reuniões com general Veríssimo Correia Seabra, que se nomeou presidente interino da Guiná-Bissau após o golde de estado no Domingo passado, para se demitir e devolver o poder a Kuma Ialá, o presidente deposto, que renunciou ao poder ontem.

Comandante Zamora Induta, porta-voz da junta militar, declarou à imprensa que tal cenário “está fora da questão”, visto a maioria da população da Guiné-Bissau estar firmemente contra o ex-presidente e a favor da realização de eleições o mais depressa possível.

Entretanto, em outra reunião, uma comissão conjunta de oficiais do exército e de políticos, presidido por José Camnate, Bispo de Guiné-Bissau, está a tentar escolher os membros do governo até que se realiza as eleições presidenciais, adiadas por Ialá quatro vezes depois de ele ter dissolvido o parlamento em Novembro passado porque passou um voto de “não confiança” no presidente.

O governo interino deveria se apresentar hoje ou amanhã e deve ser composto por membros dos principais partidos políticos, incluindo membros do PRS (Partido de Renovação Social), de Kumba Ialá, além de oficiais do exército.

General Seabra, que esteve presente em dois anteriores governos militares, em 1980 e 1999, declarou ontem que não tenciona ficar no poder muito tempo e quer que a situação democrática de repõe rapidamente.

Djibril MUSSA PRAVDA.Ru GUINÉ-BISSAU

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