Menor diferença dos gastos familiares foi registrada no Amapá, com 5,3 vezes.

Os gastos das famílias mais ricas do Brasil são dez vezes maiores que os das mais pobres segundo
os dados da POF (Pesquisa de Orçamentos Familiares) 2002-2003, divulgados ontem pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) , citados pela rede   Globo.

No estudo foram utilizadas informações de 10% das famílias com pessoas que recebem salários a partir de R$ 3.875,78 em comparação com os dados sobre 40% das que recebem até R$ 758,25.
Conforme a análise, que investigou 48,5 milhões de famílias no período entre os anos de 2002 e 2003, os gastos do brasileiro estão concentrados em moradia, comida e transportes, que somam 74,7% do total.

Segundo o IBGE, em 2003, as famílias mais ricas possuíam aproximadamente R$ 1,8 mil de despesas por pessoa. Enquanto isso, cada integrante do grupo mais pobre gastava R$ 180.


O técnico do IBGE, José Mauro de Freitas Júnior, disse que este indicador aponta a enorme desigualdade social existente no Brasil. “As diferenças entre as despesas médias são muito altas e alguns Estados apresentam uma diferença ainda acima da média nacional”, afirmou.

As desigualdades também ficam claras na comparação entre as regiões do país. No Nordeste, considerando os 40% de famílias com renda baixa, os gastos por pessoa ficam em apenas R$ 138 – os mais baixos do Brasil.


Já a maior despesa média mensal nesse mesmo grupo foi de R$ 234 na região Sul – 70% mais alto na comparação com as famílias nordestinas.Dentro do próprio nordeste, o Estado que mais apresentou desigualdade foi Alagoas (15,6 vezes). A menor diferença foi registrada no Amapá, com 5,3 vezes.