Cratera engoliu oito casas na cidade de Monte Alto

Oito casas foram engolidas na tarde desta segunda-feira (5) por uma cratera em rua na cidade  de Monte Alto (353 km a noroeste de São Paulo), na região de Jaboticabal. Ninguém ficou ferido, noticia Folha Online.

Uma mulher foi retirada pelos bombeiros minutos antes de sua casa desmoronar, segundo o comandante da base do Corpo de Bombeiros de Jaboticabal, subtenente Mauro Craveiro, 48.
Craveiro diz que a moradora cozinhava e não ouvia os gritos de outros moradores, que a chamavam para fora --naquele momento, quatro casas desocupadas já haviam sido arrastadas pelo deslizamento.

"Nós entramos e ainda desligamos o fogão. Assim que ela saiu, a casa desabou."
O subtenente afirma que os outros moradores foram alertados por estalos e deixaram suas casas a tempo. Dos 32 homens da base, 12 foram deslocados para Monte Alto. Corpo de Bombeiros tiveram de interditar parte do bairro Jardim Paulista I, nesta terça-feira, 6.

Os moradores de outras 40 casas que correm risco de desabar tentam retirar seus pertences, segundo a prefeitura. Os bombeiros afirmam que um engenheiro da prefeitura está avaliando o risco antes de os moradores entrarem em cada casa. Não há confirmação sobre o número total de pessoas desabrigadas.

A cratera foi provocada por erosão e agravada pelas chuvas de janeiro e fevereiro. Segundo a administração, choveu 750 mm nos dois meses, índice "bem acima da média". A prefeitura não soube informar a média exata.

O buraco tem largura de mais ou menos 100 metros, segundo o comandante dos Bombeiros, ao longo de uma rua em descida. O assessor de imprensa de Monte Alto, José Lucenti, diz que a profundidade é suficiente para engolir dois tratores e um caminhão que trabalhavam no local, tentando conter a erosão.

O loteamento, de classe média --com residências estimadas entre R$ 150 mil e R$ 180 mil--, foi construído há cerca de 30 anos, segundo a prefeitura, numa área de risco, sobre minas d'água. Há um ano, uma parte das casas já havia sido interditada por causa do risco de desmoronamento.

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Author`s name: Pravda.Ru Jornal