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É HORA DO SHOW

22.01.2005 | Fonte de informações:

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Foi bom para o Presidente dos E.U.A., George W. Bush que os desastres causados pelas tsunami na Ásia já tenham sido esquecidas, caso contrário, a festa de sua posse no segundo mandato não seria tão grandiosa. Houve até mesmo um baile onde os convidados deveriam vestir trajes de gala obrigatoriamente acompanhados com botas de cowboy para que as origens de Bush fossem relembradas e para que todos saibam que quando tudo acabar, ele voltará para casa. A questão é: há motivo para festa?

A economia do país está a beira da recessão. A economia não cresce substancialmente, há risco de inflação, crescimento do desemprego, déficit também em crescimento e mesmo a moeda está se desvalorizando ante as principais moedas do mundo, inclusive a brasileira. Mas, quem se importa? Bush não foi reeleito para cuidar de tais assuntos. Não foi reeleito para criar empregos ou cortar impostos. Ele foi reeleito para combater o terror e tornar os E.U.A. um lugar seguro e é exatamente isto que fará, não importa quanto dinheiro tenha que ser gasto, ou quantas pessoas tenham que morrer. Além disso se houver uma guerra em andamento o povo não pensará em empregos ou déficit.

De acordo com o discurso de Bush será necessário para tanto, derrubar as ditaduras que existem no mundo e implementar a democracia nestes países, eis que regimes autoritários podem significar uma ameaça para o povo americano.. A democracia deverá ser implantada, mesmo que pela força como aconteceu no Afeganistão e no Iraque. A questão é: será que há tanta nobreza de pensamento no presidente Bush? Há ainda uma outra questão: Se Bush deseja tanto combater o terror, porque não invadir o Sudão que é uma das prováveis bases da Al Qaeda e onde, provavelmente, Osama Bin Laden está escondido? A resposta é que Bush não está mais interessado em tais assuntos.. Há coisas mais importantes com que se preocupar. Por exemplo: colonizar o oriente médio e dominar suas reservas petrolíferas.

O Afeganistão que foi invadido para se eliminar as células terroristas e na caça a Osama Bin Laden, não possuía nenhuma riqueza que poderia atrair Bush ou seus parceiros. Iraque e Irã, contudo, possuem reservas petrolíferas para uma existência e assim que cessem os ataques terroristas aos oleodutos, no Iraque, o povo americano não mais precisará se preocupar com crise de petróleo.

Aparentemente, o caos em que o Iraque do pós-guerra se transformou não afetou a megalomania do presidente dos E.U.A. pois ele pretende prosseguir com seus planos de conquista. Há agora, uma pequena lista de países com regimes autoritários que, além dos integrantes do Eixo do |Mal, possui quatro novos países e Cuba é um deles. Contudo, Bush não quer uma nova baía dos porcos. Ele pode ser megalômano mas não é estúpido. Todo o seu esforço das eleições iraquianas em diante estarão direcionadas para apenas um alvo: Irã. Porque além de ser um dos alvos iniciais, será bem mais fácil sua invasão, pois apenas será necessário mobilizar as tropas já existentes no Iraque e no Afeganistão. Bush tem absoluta certeza que será uma nova “blitzkrieg” tão bem sucedida como as anteriores.

A questão é que a situação no Irã está bem diferente do que estava no Iraque nos tempos de Saddam. Não há um ditador desumano no comando. O governo não é hostil ao povo. A etnia dominante é a que detém o controle e não ha abusos contra as minorias. O Irã foi até mesmo um bom parceiro dos E.U.A. nos velhos e bons tempos da guerra fria, quando o Xá Reza Parlevi ainda estava no poder. O país poderia significar alguma ameaça aos E.U.A., se o Aiatolá Khomeini ainda vivesse. Mesmo com o governo iraniano sendo mais moderado que o anterior, o povo estará unido contra qualquer agressão externa como estava quando o Iraque o invadiu.

O presidente Bush estava certo quando declarou que o mundo está melhor sem Saddam Hussein e o Afeganistão está melhor sem o regime Talibã e o mundo certamente ficará melhor sem Fidel Castro e King Jong il, mas derrubar ditaduras e estabelecer democracia nos paises pela força, pode ser considerado como ato de alguém que sofre do complexo de Deus, ou megalomania pura e simplesmente, ou ainda a simples paixão pelo conflito. A terceira opção é a mais plausível, pois isto tem sido comprovado durante todo o mandato do presidente Bush, mesmo em ações anteriores aos ataques de 11 de setembro de 2001, como por exemplo, o desejo de recriar o programa “Guerra nas Estrelas” de Reagan.

Bush deseja fazer o povo norte-americano acreditar que regimes autoritários podem representar uma ameaça para o país, no entanto, a mais perigosa ameaça que o povo daquele país e o do resto do mundo irá confrontar, está na Casa Branca porque o comandante da nação está conseguindo que o mundo inteiro se volte contra os E.U.A. Caso ele inicie a guerra contra o Irã, somente para satisfazer sua ânsia pelo poder, esta será a mais desastrosa ação na história militar dos E.U.A. e o povo conseguirá esquecer o Vietnã.

Jose Schettini Petrópolis BRASIL jschett@uol.com.br

 
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