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Jogo de Ameaças

15.12.2005 | Fonte de informações:

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O mundo aprendeu a reagir às ameaças de futuro. No atual cenário, é fundamental para o governo Bush desenvolver a cultura do medo em relação ao terrorismo. Sem essa publicidade, a indústria bélica não consegue vender suas armas de destruição em massa.

Permanece uma grande dúvida em relação às verdadeiras intenções dos governos: estão interessados em promover a melhoria de qualidade de vida de seus povos ou em obter vantagens econômicas no cenário internacional?

Diversos fatos provam e comprovam que muitos investimentos sociais disfarçavam verdadeiros interesses bélicos. Foi assim com a Internet, financiada em 1969 pelo Departamento de Defesa norte-americano com a intenção de interligar bases militares no caso de um ataque atômico. Ninguém imaginava na época que os computadores iriam se transformar em itens de grande acessibilidade. O tiro saiu pela culatra. Os belicistas perderam. A humanidade saiu vitoriosa.

As ameaças de desequilíbrio ambiental ainda não conseguem interferir com o jogo do poderio militar. Por isso, o governo Bush não dá nenhuma importância para o fato.

Perceba que os governos só reagem às ameaças possíveis de alterarem o quadro de poder. Definitivamente não se interessam com o bem-estar de seus habitantes. É claro que fazem o papel do bom mocinho, prometendo mundos e fundos sem qualquer compromisso com a verdade.

Colin Powell teve a ousadia em garantir que o Iraque de Sadam tinha planos para atacar Portugal. É um sinal terrível de desequilíbrio e falta de lógica.

A humanidade costuma entregar seu destino nas mãos e mentes de pessoas disparatadas. Kofi Annan deveria defender a Carta das Nações Unidas e os direitos humanos. Não faz isto. Fecha os olhos para a ocupação ilegal do Iraque, para as violações israelenses, para a desigualdade social, para a paz e bem-estar da humanidade. É um belo ator. Reza a cartilha do senhor dos senhores.

O mundo vive seu momento mais crítico. Setenta por cento dos humanos estão excluídos do mercado de consumo. Em 1850, com 1 bilhão de habitantes, o mundo tinha apenas 10% de pobres. O desequilíbrio ambiental põe em risco a sobrevivência humana no planeta. O homo humanus não existe. Em seu lugar, vigora o homo predator com espetacular competência para destruir tudo e todos.

Neste cenário, os países mais poderosos continuam produzindo armas de destruição em massa. Justificativa: desejo de barbarizar a humanidade. Até quando os humanos vão aceitar o Jogo de Ameaças? Quando a humanidade vai acordar para um processo maduro de convivência em comunidade?

Orquiza, José Roberto escritor workisa@hotmail.com

 
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