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QUANTO PIOR, MELHOR

15.09.2004 | Fonte de informações:

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Os acontecimentos, naturais ou não, costumam ajudar os frustrar os planos de alguns políticos. È uma questão de sortePor exemplo, no Brasil, todos os anos temos ocorrências de inundações que arrasam as habitações de grande parte da população pobre. Ocorre que as inundações costumam acontecer no final do mês de novembro, dezembro e janeiro. As eleições, no entanto, acontecem em outubro o que permite aos políticos brasileiros conduzirem suas campanhas sem nem mesmo mencionarem o combate as cheias. É uma sorte para os políticos, contudo é má sorte para as populações ribeirinhas. Os ataques terroristas que aconteceram na Espanha no último dia 11 de março, contudo, contribuíram diretamente para a derrota do então primeiro-ministro Jose Maria Aznar que apoiava a invasão americana no Iraque. Foi uma questão de má sorte para Aznar contudo, para seu rival, de sorte.

Aparentemente, a mesma coisa está acontecendo nas eleições norte-americanas que estão sendo definidas, pelo menos por enquanto, porque a maioria do povo americano, aparentemente, escolheu seu caminho pelos próximos quatro anos e a guerra contra o terror e a sua segurança tornaram-se os mais importantes temas. O presidente norte-americano George W. Bush está agora sobre seu rival nas pesquisas porque ele está conseguindo convencer a maioria do povo que o país está sob ameaça do terror e quew ele é o único forte o bastante para vencer esta guerra. Durante toda a sua campanha, Bush tentou desviar a atenção do povo americano o mais longe possível dos problemas internos e parece que ele finalmente, conseguiu. Embora a guerra no Iraque tenha se tornado um sério obstáculo para os planos de reeleição de Bush, parece que agora, os eventos estão conspirando para ele.

Há algumas semanas atrás, os estrategistas da campanha de Bush estavam desesperados vendo o crescimento de seu rival nas pesquisas porque não havia razão para que o povo americano tivesse medo e os assuntos internos ganharam força novamente. Bush até mesmo ordenou a implantação de um novo nível Laranja de segurança no país, contudo, desta vez ninguém acreditou que havia necessidade para tanto. Então junto com os discursos inflamados da convenção republicana vieram os ataques terroristas na Rússia por separatistas tchechenos que causaram uma grande comoção no mundo inteiro pois envolvia o assassinato de mulheres e crianças e, embora estes ataques não provenham da Al Qaeda e nada tenham a ver com os ataques nos E.U.A. o povo americano está novamente apreensivo. Além disso, estas ações, juntamente com os ataques terroristas às embaixadas australianas na Indonésia, ocorreram próximo ao terceiro aniversário dos ataques no World Trade Center e Bush costuma usar esta data o mais que consegue.

È inconcebível para uma pessoa sensata supor que um ser humano aprecie tais acontecimentos porque talvez tragam alguma vantagem. Todavia, em se tratando de um político chamado George Walker Bush isto é bem possível. Bush já demonstrou seu desprezo pela humanidade bem como sua paixão pelo conflito. Antes dos ataques de 11 de setembro de 2001, nos E.U.A. ele estava provocando reações anti-americanas em todo o mundo. Primeiramente, foi a alegação de que pessoas vivendo na Síria e no Irã não viviam em uma democracia. Após vei a intenção de uma aliança militar com Taiwan numa clara intenção de confrontar a China. Após o desejo de restaurar o programa Guerra nas Estrelas de Reagan, o que provocou protestos imediatos da Rússia. Então, Bush, talvez inspirado novamente por Reagan, que costumava chamar os soviéticos de Império do Mal, criou o Eixo do Mal cujos membros eram Síria, Irã e a Coréia do Norte.

De qualquer forma, Bush não está sozinho quanto deseja que o pior ocorra para que ele obtenha alguma vantagem. No mundo da política isto é muito comum. Por exemplo, o rival de Bush em sua campanha, John Kerry e seus conselheiros, provavelmente apreciaram quando a situação no Iraque pós-guerra estava se tornando insustentável para Bush a despeito do fato de que soldados americanos estavam sendo mortos às dezenas. Naquele momento pelo menos para Kerry, quanto pior, melhor.

Jose Schettini Petrópolis, RJ BRASIL

 
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