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ULTRAPASSANDO LIMITES

15.02.2005 | Fonte de informações:

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Predominaram os épicos, depois os temas religiosos, depois as paisagens e figuras. Mesmo assim, os artistas conseguiam brincar com o mundo como fez Leonardo da Vinci com sua La Gioconda, a famosa Mona Lisa.

No início da revolução industrial, na segunda metade dos anos 1800, os artistas queriam passar para a tela as suas impressões do mundo. Foi a fase áurea da revolução da cor, intensamente procurada por Van Gogh.

A partir deste ponto, a arte sofreu um turbilhão de novos processos, novas descobertas, novos rumos, novas propostas iniciando o abstrato, o surrealismo, a arte moderna, através de Picasso, Dali, Miró, Kandinski, Andy Wahrol e por aí afora.

Provavelmente a história vai registrar o abstrato do vale tudo da segunda metade dos anos 1900 até hoje como um tenebroso desvio, vazio, oco, pseudo intelectualóide, onde o artista se sente maravilhado pintando um quadro sem título, sem rumo, sem pé nem cabeça, fruto do acaso e da experimentação.

Programas de computadores geram uma infinidade de abstratos tão sem sentido e loucos como aqueles que interpretam a projeção das fantasias de cada um nestes emaranhados caóticos.

Marca uma busca pela arte composição, pura e simples, sem intencionalidade, livre para ser sentida da forma que se desejar. Parece que os artistas cansaram de pensar, de imaginar, de descobrir, de inovar.

No sentido de desenvolver a sensibilidade, tudo é válido. Imagine assistir uma peça teatral que não diz nada com nada. Ou uma dança clássica. Ou um filme. Ou um livro. Ou uma poesia. Ou uma sinfonia. As artes plásticas, no entanto, permitem abstratos e formas sem qualquer conteúdo.

O mundo precisa do talento dos artistas para resgatar a humanidade da lata do lixo. Vivemos a fase mais injusta de toda história: de um lado sobra tecnologia, sobra conhecimento, sobra inovação; do outro lado, sobra desequilíbrio social, sobra pobreza, sobra desajustes, sobra exclusões.

Em 1850 o mundo tinha algo como 10% de pobres. Cento e cinqüenta anos depois, o mundo já possui 70% de pobres. Nos anos 2020, serão 80% de excluídos.

Onde está a evolução da humanidade?

Na ocupação descabida do Iraque, sem a menor justificativa legal?

Na destruição do meio ambiente, contra o tratado de Kyoto?

Na tortura aplicada em Abu Ghraib, Guantânamo, Kuwait, Afeganistão, enquanto se alardeia falsamente os tais direitos humanos?

Na justiça conveniente, exclusivamente formulada para atender interesses imperialistas?

Onde se esconderam os artistas? Nas galerias chiques e vazias?

A arte é uma linguagem universal. Não necessita de intérpretes. Qualquer cidadão, de qualquer cultura, de qualquer credo, consegue compreender um quadro desde que permita acessar a sensibilidade emocional e inteligente das pessoas.

A arte ultrapassa os limites.

A arte é o impulso da humanidade para um mundo melhor, mais justo, mais humano.

Orquiza, José Roberto escritor workisa@hotmail.com

 
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