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PERESTROIKA, QUE PENA!

04.05.2005 | Fonte de informações:

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Não houve um conflito direto entre as duas potências mas muitas coisas ocorreram nos bastidores. Além de haver uma guerra psicológica em muitos aspectos, que quase se tornou real na crise dos mísseis cubanos em 1961, houve o maior comercio de armamentos da história onde ambos os lados obtiveram grandes divisas, pois este tipo de comércio tem mercadorias de grande valor agregado e necessitavam destas divisas para custear o enorme investimento que ambos faziam em armamentos sofisticados, alem dos gastos despendidos em propaganda dos regimes como os custosos programas espaciais.

A guerra fria se foi há muito, mas muitas pessoas realmente sentem saudades desses tempos, incluindo o presidente norte-americano George W. Bush e especialmente seu colega russo, Vladimir Putin, que foi diretor da KGB, o órgão de inteligência russo.

Bush, antes dos eventos de 11 de setembro de 2001, estava especulando sobre a possibilidade de retomar o programa “Guerra nas Estrelas”, de Reagan. Reagan aparentemente, foi o ídolo de Bush, pois também inspirou a criação do “Eixo do Mal”, pois Reagan costumava denominar a União Soviética de “Império do Mal”. O Eixo do Mal, continha dois dos verdadeiros inimigos e futuros alvos de Bush, o Iraque de Saddam Hussein que, anteriormente foi um grande comprador de armas dos EUA e o Irã que quase causou o impeachment de Reagan. A Coréia do Norte foi incluída por ser, juntamente com Cuba, o último regime comunista de linha-dura. Após tais eventos contudo, Bush virou-se para um novo inimigo, o terror. Começou a planejar a invasão do Afeganistão. Bush deve ter imaginado também, como foi bom ter sido bem sucedido onde os Russos falharam nos anos 1980 contudo, desta feita, não havia ajuda militar de fora como ocorreu na invasão soviética, quando Reagan armou os insurgentes afegãos com armas sofisticadas. Foi uma vingança sutil pelo Vietnã.

Os americanos agora, estão na mesma situação que os Russos estavam no Afeganistão, pois o Iraque está se tornando um novo Vietnã, mas desta vez, não são os russos que estão financiando os insurgentes mas a rede terrorista islâmica liderados peã Al Qaeda de Osama Bin Laden que tem um orçamento considerável. Também recebem apoio de alguns líderes do mundo que integram a legião anti-americana.

O inimigo dos EUA dos tempos da guerra fria, ex-diretor da KGB e presidente da Rússia, Vladimir Putin, provavelmente não é um deles porque a própria Rússia é vítima do terrorismo islâmico, entretanto, Putin deve estar apreciando um pouco toda esta instabilidade no oriente médio provocada por seu colega norte-americano, pois em um mundo instável, armas são necessárias para se manter a segurança.e as armas russas estarão sempre à disposição para quem não deseja aliar-se ao ocidente comprando armas norte-americanas, como nos bons e velhos tempos da guerra fria. Enquanto isso, Putin anunciou sua intenção de desenvolver novos mísseis de longo alcance, talvez em contrapartida ao “Guerra nas Estrelas” ou simplesmente para mostrar ao seu colega Bush, que a Rússia anda é poderosa e deve ser respeitada, embora Putin esteja ciente de que não é mais possível um maciço investimento em modernização de armas sem comprometer a delicada economia russa.

Putin também está amando a guerra fria entre Venezuela e EUA, que pode ser nada mais que uma tentativa do presidente venezuelano Hugo Chavez de atrair atenção para si e ganhar popularidade entre os seus, por estar confrontando o poderoso Bush, como tem realmente ocorrido..Caso estivéssemos na guerra fria, não saberíamos se Chavez realmente se uniria ao bloco comunista como fez seu ídolo e amigo, Fidel CaStro pois não se arriscaria a sofrer um embargo econômico nos moldes de Cuba. A questão se ou não Chavez deseja apenas atrair atenção é irrelevante para Putin pois este comportamento gerou a venda de 100.000 rifles AK-47 e está nos planos de Chavez a compra de uma frota de 50 jatos MIG-29.

O oriente médio é potencialmente um bom mercado para Putin eis que o sentimento anti-americano está crescendo graças às ações de seu colega Bush. Inicialmente foi a venda de combustível nuclear para o Irã cujo programa nuclear, todos sabemos que é para fins de suprimento de energia, mas Bush se recusa a aceitar isto. Após, foi a venda de um número indeterminado de mísseis antiaéreos de curto alcance, ao governo sírio, supostamente, objetivando a defesa. A propósito, sobre esta venda, Putin declarou em sua visita a Israel que os mísseis não ofereceriam ameaça àquele país, pois são de curto alcance. No entanto, é difícil de se compreender como mísseis de curto alcance não são ameaça uma vez que Israel e Síria são vizinhos.

Talvez, uma vez que os sírios desocuparam o Líbano, o líder sírio Bashar al-Assad, pensou que finalmente é chegada a hora de retomar de Isrrael as colinas de Gollan perdidas para aquele país na guerra de 1967 mas não conseguirá ameaçar Israel apenas com mísseis antiaéreos, não é mesmo? A menos que haja algo mais nesta vvenda.

Putin está também oferecendo helicópteros e outros equipamentos militares com o objetivo de defesa, ao novo governo da Autoridade Nacional Palestina numa tentativa de abrir um novo mercado no oriente médio. E é bem possível que Mahmud Abbas concorde com tal proposta, entretanto, obviamente que nem Israel nem seu maior aliado, os EUA, concordarão com esta possível aquisição, mesmo quando e se for criado o Estado Palestino.

Talvez Putin com estas ações, esteja apenas tentando solucionar os problemas econômicos de seu país e tenha a melhor das intenções ao vender armamentos mas seria tão bom se houvesse um conflito entre Venezuela e Colômbia, por exemplo. Isto, cm certeza triplkicaria a venda de equipamentos militares para Chavez. E Putin poderia usar sua experiência dos tempos de KGB para fornecer informações falsas a Chavez de que o exército colombiano com a ajuda das FARC, estaria elaborando planos de invasão. Então os EUA apoiariam a Colômbia e os russos, a Venezzuela e adeus Pereztroika.

Jose Schettini Petrópolis BRASIL

 
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