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Angola aposta na melhoria do saneamento para reduzir a mortalidade infantil

28.07.2014 | Fonte de informações:

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Luanda, Angola, 28 de Julho de 2014 - Para acelerar a implementação da abordagem de Saneamento Total Liderado pela Comunidade (STLC), o Governo de Angola através da Unidade Técnica Nacional de Saneamento Ambiental (UTNSA) em parceria com o UNICEF e a União Europeia vai realizar nos dias 29 a 31 de Julho, no Lubango, província da Huíla, um "seminário de avaliação e definição de passos seguintes na implementação desta iniciativa".

Durante o seminário, os participantes vão igualmente definir estratégias para a expansão e sustentabilidade da iniciativa em todo o país, com vista a melhoria do acesso ao saneamento e a redução da mortalidade infantil.

 

Em Angola, de acordo com os dados do IBEP (Inquérito de bem-estar da população de 2009), apenas 6 em cada 10 angolanos têm acesso ao saneamento adequado e 42 por cento da população ao nível nacional ainda defeca ao ar livre, provocando a epidemia de cólera e outras doenças de transmissão feco-oral, responsáveis por 23 por cento da mortalidade infantil no país.

 

"O acesso ao saneamento é uma condição essencial para a protecção da saúde e da dignidade humana. É uma prática simples e chave que deve constar das prioridades de todos os governos e comunidades, para proteger as crianças e suas famílias dos inúmeros problemas de saúde relacionados com a eliminação insegura de dejetos humano, que favorece a transmissão de doenças diarreicas, entre as quais a cólera, e outras doenças como as parasitárias que contribuem para o atraso do crescimento das crianças e o seu enfraquecimento." Disse Francisco Songane, Representante do UNICEF em Angola.

 

O Saneamento Total Liderado pela Comunidade (STLC) é uma iniciativa que promove a mudança de comportamento e liderança a nível da comunidade para a construção e uso de infra-estructuras de saneamento básico e de boas práticas de higiene, de modo a evitar a propagação da cólera e de outras doenças de transmissão feco-oral.

 

Em Angola, como consequência da falta de acesso à água tratada em quantidade e qualidade e saneamento adequado, a cada ano, são registados de 1.4 a 2 milhões de casos de diarreias, dos quais cerca de um terço são crianças menores de cinco anos de idade.

 

Estes dados demonstram a necessidade de se reforçar as acções para a melhoria do acesso ao saneamento, nomeadamente maior alocação financeira para os programas de saneamento ao nível nacional, provincial e municipal e ainda a difusão de informação à população sobre a importância da adopção de práticas seguras de saneamento e higiene, para a saúde das crianças e suas famílias. Esta última acção passa sobretudo pelo maior envolvimento dos meios de comunicação social e da sociedade civil, nomeadamente das igrejas, associações, comissões de bairros e autoridades tradicionais na mobilização das comunidades.

 

"A falta de saneamento representa um dos maiores desafios para o desenvolvimento humano e para a preservação do ambiente. É necessário informar a população sobre a importância de cada um de nós participar na manutenção de um ambiente limpo, aprazível e saudável, para garantir o bem-estar das crianças e suas famílias". Apelou o Representante do UNICEF.

 

Desde o início da sua implementação em 2008, cerca de 750.000 pessoas em 1.000 aldeias de 10 províncias foram alcançadas com a abordagem de STLC. Dentre as aldeias visadas, 110 alcançaram o estatuto de livres de defecação ao ar livre, beneficiando mais de 200.000 pessoas que já possuem e fazem o uso de latrinas, ou casas de banho.

 

Sobre o UNICEF

 

Em tudo o que faz, o UNICEF promove os direitos e o bem-estar de cada criança. Com os nossos parceiros, trabalhamos em 190 países e territórios, de modo a transformar este compromisso em acções práticas, concentrando esforços especiais em abranger as crianças mais vulneráveis e excluídas a fim de beneficiar todas as crianças, em qualquer lugar. Para mais informações, queira visitar: www.unicef.org

 

 
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