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"Espectros de Batepá": livro de Inês Nascimento Rodrigues

27.06.2018 | Fonte de informações:

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"Espectros de Batepá": livro de Inês Nascimento Rodrigues

A Cena Lusófona acolhe nas suas novas instalações, no Pátio da Inquisição, em Coimbra, no próximo Sábado, 30 de Junho, a apresentação do livro "Espectros de Batepá. Memórias e narrativas do «Massacre de 1953» em São Tomé e Príncipe", de Inês Nascimento Rodrigues. A sessão, marcada para as 16h00, conta com a participação de Catarina Martins e Diana Andringa.

"Espectros de Batepá" resulta de um projecto de doutoramento elaborado no âmbito do programa de 'Pós-Colonialismos e Cidadania Global' do Centro de Estudos Sociais da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra (CES/FEUC) e do trabalho desenvolvido no projecto "CROME - Memórias Cruzadas, Políticas do Silêncio: as guerras coloniais e de libertação em tempos pós-coloniais", do qual Inês Nascimento Rodrigues é investigadora.
Nesta obra - adianta a autora no texto de apresentação - o massacre de 1953 em São Tomé e Príncipe é "encarado não apenas como um evento histórico, mas como um evento cuja dimensão simbólica necessita de ser trazida para o centro da investigação". "Na impossibilidade de aceder totalmente ao que constituiu a experiência do massacre - explicita a investigadora -, é através da imaginação e das representações que se podem contar múltiplas memórias do evento": as que "legitimam as narrativas públicas e/ou oficiais" e outras, "que fazem parte de um processo mais inclusivo, em que se criam espaços discursivos, simbólicos e políticos que permitem articular memórias não-dominantes sobre os referidos acontecimentos". É aqui que entra a figura do espectro: "O que é que os espectros contam sobre as memórias de Batepá e sobre o colonialismo português nas ilhas? O que é que revelam sobre as relações de poder e sobre a sociedade colonial? O que é que os espectros dizem sobre identidades sociais e grupos marginalizados no arquipélago? Quem escreve o massacre e quem o comemora? Como são desenhados Portugal e São Tomé e Príncipe nestas representações?" - eis algumas das questões a que Inês Nascimento Rodrigues procura responder com o seu trabalho.
Com prefácio de António Sousa Ribeiro e posfácio de Miguel Cardina, o livro é o segundo volume da colecção Memoirs das Edições Afrontamento. Será apresentado em Coimbra pela realizadora e investigadora Diana Andringa e pela investigadora e professora universitária Catarina Martins, com moderação a cargo de Bruno Sena Martins, também investigador do CES/FEUC. A sessão contará ainda - no Pátio do Centro de Artes Visuais, que se associa à iniciativa - com um dj set com sonoridades são-tomenses, por João Gaspar (autor, entre outros, do programa "Magia Negra", da Rádio Universidade de Coimbra).
Com entrada livre, a apresentação da obra "Espectros de Batepá" é uma das primeiras iniciativas públicas organizadas pela Cena Lusófona nas suas novas instalações, que assim começa a dar a conhecer o novo Centro de Documentação (ao qual já é possível aceder mediante marcação prévia) e a sala polivalente.

Inês Nascimento Rodrigues
Licenciada em Jornalismo, com Mestrado em Estudos Artísticos e com 10 anos de experiência de rádio na RUC, Inês Nascimento Rodrigues é doutorada em Pós-colonialismos e Cidadania Global pelo CES/FEUC, com a tese que agora publica em livro. Investigadora do projecto CROME, coordenado por Miguel Cardina e financiado pelo Conselho Europeu de Investigação, tem diversas publicações, entre as quais se destaca o mais recente artigo "Descolonizar a fantasmagoria. Uma reflexão a partir do 'Massacre de 1953' em São Tomé e Príncipe" (2018). Os seus actuais interesses de investigação centram-se nos estudos da memória, nas teorias pós-coloniais e nos debates sobre a representação e comemoração das guerras coloniais e de libertação.

 

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Cena Lusófona
Ala Central do Antigo Colégio das Artes

Pátio da Inquisição

3000-221 COIMBRA
PORTUGAL

 

 
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