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Conjuntivite: Mudança de estação pode agravar surto

26.04.2011 | Fonte de informações:

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Com a chegada do outono, o tempo frio e o vento alteram a lágrima, aumentando o risco de novos casos de conjuntivite.

 Basta a temperatura cair para um número maior de pessoas sentir coceira nos olhos, ardência, irritação, visão embaçada e dificuldade para trabalhar no computador. É a síndrome do olho seco que se agrava no outono por conta da queda na temperatura e vento, afirma o oftalmologista do Instituto Penido Burnier, Leôncio Queiroz Neto.

Só para se ter uma idéia, ele diz que enquanto no verão a incidência do olho seco é de 10%, no inverno atinge 20%. Resultado: Os olhos ficam mais vulneráveis às contaminações. Isso porque, explica, antes até do sistema imunológico, a primeira linha de defesa ocular é a lágrima. Ele diz que a lubrificação deficiente provoca a irritação da conjuntiva, membrana que recobre a córnea e a parte interna da pálpebra. Por isso, pode agravar o surto de conjuntivite, inflamação da conjuntiva, que vem se alastrando no País desde fevereiro e aumentou em 40% o número de consultas no hospital, neste período. Ele diz que as recomendações para evitar a contaminação viral ou bacteriana são:

 

Lavar frequentemente as mãos.

Evitar aglomerações e locais fechados.

Não compartilhar maquiagem, fronhas, toalhas e colírios.

Evitar levar as mãos aos olhos.

 

Os principais sintomas da conjuntivite viral são: vermelhidão, coceira, fotofobia, pálpebras inchadas e uma secreção transparente. Ao primeiro sinal da doença ele diz que devem ser aplicadas compressas frias feitas com água filtrada. Higienizar com soro fisiológico, água boricada ou qualquer outra solução pode piorar o quadro. No caso do desconforto não desaparecer em dois dias é necessário passar por consulta com um oftalmologista.

 

Síndrome atinge até pessoas saudáveis

Queiroz Neto diz que independente da idade e sexo, toda pessoa pode ter a síndrome do olho seco que aumenta a predisposição à conjuntivite, mas as mulheres na menopausa formam o grupo de maior risco.  Mesmo quem produz uma quantidade normal de lágrima pode ter deficiência lacrimal neste período do ano. Isso porque, explica, a queda de temperatura abaixo de 32 graus pode solidificar a camada oleosa da lágrima que fecha os dutos das glândulas sebáceas das pálpebras (glândulas de Meibomius).

 

As dicas para prevenir esta evaporação são:

·         Beber bastante água

·         Proteger os olhos com óculos

·         Evitar ar condicionado.

 

 Conjuntivite alérgica também é comum

Além da conjuntivite viral, o médico diz que nesta época do ano quem sofre com doenças respiratórias também tem tendência a contrair conjuntivite alérgica. No Brasil 20% da população tem algum tipo de alergia e 6 em cada 10 alérgicos manifestam o problema nos olhos de acordo com o ISSAC (Estudo Multicêntrico Internacional de Asma e Alergias na Infância). A doença não é contagiosa como a viral, mas aumenta o risco de surgir ceratocone (deformação da córnea que afina sua parte central), opacidade corneana e catarata.

 

As recomendações para prevenir alergia ocular são:

Evitar plantas, flores e animais com pelo dentro de casa.

Manter os ambientes arejados e livres de pó.

Evitar travesseiros de pena, cortinas, tapetes e objetos que acumulam pó.

Substituir a vassoura por aspirador de pó e o espanador por panos úmidos.

Não esfregar ou coçar os olhos.

Forrar almofadas e colchões com capas impermeáveis

Não enxaguar fronhas com amaciante que se transforma em pós depois de seco.

  

Eutrópia Turazzi - LDC Comunicação

eutropia@uol.com.br

 
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