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Maduro adverte que fábricas ociosas serão desapropriadas

31.10.2016 | Fonte de informações:

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Há especulações de que a empresa Polar poderia ser desapropriada após oficiais de inteligência venezuelanos terem sido vistos do lado de fora da sede da empresa em Caracas.

27 de outubro de 2016 / Tradução de Edu Montesanti

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Depois que as pessoas saíram às ruas em defesa da Revolução Bolivariana, o presidente venezuelano Nicolás Maduro indicou que se prepara para tomar medidas mais drásticas a fim de combater o que considera "guerra econômica" por parte de seus adversários políticos, clamando nesta quinta-feira *27) por nova rodada de nacionalizações de empresas envolvidas em sabotagem econômica.

"A empresa detida, (é) uma empresa recuperada para a classe operária e para a revolução, e eu não hesitarei em relação a isso; não aceitarei nenhum tipo de conspiração", disse Maduro durante um discurso à nação.

Os comentários do presidente vieram enquanto a oposição da Venezuela organiza para uma greve nacional para sexta-feira.

"As pessoas aqui têm necessidade de trabalhar e produzir, de maneira que não vamos permitir que uma desestabilização do tipo Yankee se instale aqui na Venezuela", acrescentou Maduro.

Cresce a especulação que a empresa Polar, maior produtora de alimentos e bebidas do país, poderia ser desapropriada pelo Estado após oficiais de inteligência venezuelanos terem sido vistos do lado de fora da sede da empresa, em Caracas.

O chefe da empresa Polar, Lorenzo Mendoza, foi visto participando da manifestação da oposição ontem (26). e oficiais de inteligência também teriam sido vistos do lado de fora da casa de Mendoza, em uma região nobre da capital venezuelana.

Mendoza, um dos homens mais ricos da América Latina, está em desacordo com o governo já que sua empresa tem sido acusada de reduzir intencionalmente a produção de alimentos básicos, como farinha de milho, como parte do que muitos chamam de guerra econômica contra o governo bolivariano.

Sua participação na manifestação da oposição também é vista como um ato provocativo, pois Mendoza havia anteriormente apoiado o diálogo entre o governo e a oposição, tendo-se encontrado cara-a-cara com o presidente Maduro.

A companhia Polar foi previamente ameaçada de desapropriação após o falecido presidente Hugo Chávez ter acusado os executivos da empresa de armazenamento de alimentos, e de especular com os preços.

O presidente Maduro já havia ameaçado desapropriar fábricas ociosas, e seguiu-se à ameaça a ação da nacionalização de uma fábrica de propriedade da Kimberly-Clark Corporation, entregando-a aos seus trabalhadores.

Os donos da fábrica tinham congelado a produção após alegar que não tinham matérias-primas para fazer seus produtos. No entanto, logo após a apreensão, armazéns pertencentes à empresa foram encontrados cheios de matérias-primas.

A companhia polar também justificou a redução da produção na falta de matérias-primas.

 

 

 
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