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Caúcaso: Biznes ou tragédia?

23.06.2004 | Fonte de informações:

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Será que as Forças Armadas Russas são incompetentes? Será que são desorganizadas? Será que nem conseguem conter os meia-dúzia de “insurgentes” chechenos que decidem atacar quando e como quiserem, em Moscovo, na Ingushétia? Ou será que a verdade é outra?

Quem conhece a Rússia, e quem conhece as forças armadas da Federação Russa, sabe muito bem que a resposta às primeiras três perguntas é não, não e não.

Será então biznes, a palavra russa (anglicismo) para negócios?

Como assim?

É muito possível que na Federação Russa de Eltsin, o estado era incompetente, pois o chefe de estado era incompetente, corrupto, um bêbado e uma vergonha, com certeza apoiado pela CIA e por todas as agências de Washington que tentaram semear o caos na ex-União Soviética, considerada ainda como inimigo, até hoje em certos gabinetes.

Na Federação Russa de Vladimir Putin, é impensável e impossível. A cadeia de comando foi restabelecida, as forças militares são bem organizadas e bem equipadas, os tropas são bem treinados e os oficias sabem o que fazem.

Embora haja elementos estrangeiros a actuarem na Chechénia, entre os quais ONGs muito duvidosos, como por exemplo organizações norte-americanas que estão supostamente a fazer a desminagem do território mas de facto foram já apanhados a ensinar os terroristas sobre como colocar minas, a Federação Russa tem todos os meios para controlar a situação no território.

Aprendeu a lição em Afeganistão, onde se expôs aos ataques dos Mujaheddin (pré-Talebã, criados, armados e financiados pelos EUA) e onde a OTAN (Organização Terrorista do Atlântico-Norte) está confinada a Kabul e Kandahar.

Por isso é impensável que as forças armadas estejam numa situação em que perderam o controlo da situação. A realidade infelizmente é outra.

O ser humano, num sistema humanitária e socialista, pensa no bem comum, como foi o caso na União Soviética. Removido o tecido social, e com influências nefastas de vários lados, o ser humano é fraco até ao ponto de ser traidor.

É precisamente isso que acontece na Federação Russa. Para alguns que localizaram e defendem seus feudos locais, mais vale o conflito que a paz, porque durante o conflito, há…biznes.

Há armas, há poder. Sobre a população, sobre redes de tráfico humano, sobre redes de tráfico de drogas. Há a necessidade de mais armas, de mais balas, mais comissões.

Por isso, enquanto durar a situação de conflito, de parte a parte, enquanto o número de baixas humanas esteja dentro daquela equação que nunca foi escrita mas que existe (dizendo que basicamente há um número aceitável de baixas relativamente ao rendimento ganho), haverá conflito.

Por isso, é normal que haja incursões na Ingushétia, na Ossétia, em Daguestão, em Moscovo até, de vez em quando, porque se a situação for totalmente controlada, os cofres Federais começarão a cortar os fundos para situações de emergência.

Por isso, enquanto houver traidores a actuarem dentro da Federação Russa, as autoridades têm todo o direito de lutar contra esta onda de anti-patriotismo, utilizando todos os meios no seu poder.

A notar, a Federação Russa não obriga os seus prisioneiros a estarem nus, não os ataca com cachorros, não os sufoca.

Eis a diferença entre o bem e o mal, eis a diferença entre um estado civilizado e um estado que obedece à vontade dum clique, duma elite. Por isso, a Federação Russa irá ganhar esta batalha contra elementos terroristas, sejam estes os que andam armados ou sejam estes quem os arma, porque as forças do Bem vencem sempre.

No caso de Bush…já se sabe o resultado. Ninguém lhe pediu para meter o nariz na Rússia, ninguém pediu a Washington que treinasse terroristas.

Timothy BANCROFT-HINCHEY PRAVDA.Ru

 
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