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Ucrânia: Anatol Lieven sobre o quadro maior

31.05.2014 | Fonte de informações:

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Ucrânia: Anatol Lieven sobre o quadro maior. 20391.jpeg

Uma palestra-conferência (vídeo, ing.[1]) proferida por Anatol Lieven,[2] do King's College, em Londres, dia 14/5.[3] Como sempre, Lieven, que conhece bem o leste europeu, oferece perspectiva sã e realista e, portanto, expõe a loucura absoluta das políticas 'ocidentais' contra Ucrânia e Rússia. São cerca de 100 minutos, a fala do conferencista e as perguntas e respostas, mas valem cada minuto.


Além da Ucrânia, há um ponto importante sobre o qual Lieven fala nas perguntas e respostas, não sobre a Rússia, mas sobre a China. No vídeo, em 1h25, Lieven fala sobre falsas "garantias de segurança" dadas por EUA e Reino Unido, e sobre como ninguém - no final das contas - garante segurança alguma. Esse fato bem conhecido enfraquece as tais "garantias".

Com essa ideia em mente, Lieven fala sobre a China (1h27'40):


Acho que os norte-americanos foram terrivelmente tolos, nesse ponto. O que fizeram enfraquece a credibilidade deles em outras alianças (...) Se os EUA estendem à China o tipo de atitudes e de políticas que têm tido para a Rússia ao longo da última geração, nesse caso, senhoras e senhores, nos veremos numa outra vasta guerra internacional a qual porá em ruínas a economia do mundo e, com ela, provavelmente, muitas democracias em todo o planeta, incluindo a nossa democracia. Espero que o fato de que a política dos EUA que faça tal coisa muito merece o resultado que colherá sirva de consolo e conforto aos nossos descendentes.


Não é medo descabido. As "garantias de segurança" dos EUA já estão inflamando a situação ("A Guerra Fria cada dia mais quente na Ásia"[4]), no mesmo momento em que se vai configurando devastadora guerra ciber e financeira contra a Rússia.[5]

Políticas ensandecidas, dos EUA para a Ucrânia, empurraram Rússia e China (e o Irã[6]) para uma aliança estratégica (informal) que já provoca mais que simples dor de cabeça aos estrategistas e planejadores norte-americanos. Pode(ria) uma potência marítima prevalecer sobre aliança de poder terrestre forte e autossuficiente?

Como observa o Carnegie Moscow Center:[7]


Seja no Euro-Atlântico ou no Ásia-Pacífico, as relações entre as grandes potências vão-se tornando mais contenciosas, com uma coalizão eurasiana ainda frouxa emergindo para reduzir a dominação dos EUA sobre a política global. Nada que se assemelhe à aliança sino-soviética dos anos 1950s, mas a consolidação do pivô russo para a Ásia é importante resultado da primeira fase da crise na Ucrânia, que continuará a remodelar a paisagem estratégica global.


Seguinte: os EUA têm de agradecer a Victoria Nuland e a Hillary Clinton - que meteu lá a Nuland, como vice-secretária de Estado para a Europa - por essa escandalosa loucura-total.**** 

 


[1] https://www.youtube.com/watch?v=H4YTpvEhb-I

[2] https://www.kcl.ac.uk/sspp/departments/warstudies/people/professors/lieven.aspx

[3] http://www.feem.it/getpage.aspx?id=6332&sez=Events&padre=81

[4] http://chinamatters.blogspot.de/2014/05/cold-war-heats-up-in-asia.html (ing. em tradução)

[5] Conflicts Forum, 9-16/5/2014, trad. em http://redecastorphoto.blogspot.com.br/2014/05/conflicts-forum-comentario-semanal-de-9.html

[6] Conflicts Forum, 16-23/5/2014, http://www.conflictsforum.org/2014/conflicts-forums-weekly-comment-16-%E2%80%93-23-may-2014/  (ing. em trad.)

[7] http://carnegie.ru/eurasiaoutlook/?fa=55694

 

 

27/5/2014, Moon of Alabama - http://www.moonofalabama.org/

 

 
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