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A Semana Revista

28.05.2005 | Fonte de informações:

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DIA DA ÁFRICA Mensagem do Presidente Vladimir Putin aos Chefes de Estado e de Governo dos Países Africanos

Notamos com prazer o papel crescente das nações africanas no palco mundial... “Notamos com prazer o papel crescente das nações africanas no palco mundial, suas aspirações a contribuir no fortalecimento da segurança global e na construção duma ordem democrática, desenvolvendo abordagens coordenadas na resolução de novos problemas do mundo de hoje no contexto das Nações Unidas e outros fóruns multilaterais.

“Recebemos com bom agrado os esforços das nações africanas formularem as fundações duma segurança colectiva num nível regional, incluindo a formação do seu potencial na manutenção de paz. O aumento de processos de integração tem enorme importância, incluindo a solidariedade sob a égide da União Africana e o trabalho contínuo na implementação dos objectivos e princípios do programa NEPAD.

“Por sua vez, a Rússia está preparada a continuar activamente a assistência para uma solução integrada para problemas que enfrentam o Continente, quer num nível bilateral, quer dentro do contexto dos G8 e outras associações internacionais.

“Valorizamos as relações amistosas que temos estabelecido entre a Rússia e as nações africanas. Estamos firmemente empenhados em consolidar a dinâmica positiva dos últimos anos relativamente aos países na região, para uma aplicação criativa da experiência que ganhámos, e em procurar novas formas de cooperação. Tenho a certeza de que pelos nossos esforços em conjunto, garantiremos o desenvolvimento do processo de diálogo entre Rússia e África e da cooperação nas áreas comerciais e económicas, entre outras”.

DIA DA ÁFRICA 25 de Maio, Dia da África Mas que bonito, África tem um dia. Mas que maravilha, isso vai resolver os problemas da Mary, da Uganda, que foi violada pelos loucos seguidores de God, líder do Lord’s Resistance Army e que tem cicatrizes psicológicas muito piores do que as notáveis cicatrizes físicas.

Um Dia da África, mas que fantástico! Talvez Samuel vai receber finalmente água potável na sua casa na Zâmbia, talvez Wilda não terá de desistir da escola no próximo ano para caminhar 10 quilómetros com o cântaro à cabeça na Tanzânia

Por muito importante que é existir um Dia da África, vai resolver os problemas do dia a dia da Mary, do Samuel e da Wilda? Talvez, mas não por ser um dia. Pode resultar, sim, se a comunidade internacional lembrar que o Continente africano não é um Continente perdido, se a comunidade internacional, especialmente os países ex-colonizadores e os que têm tirado benefícios dos recursos naturais da África, aceitar que tem uma dívida perante o Continente e seus cidadãos.

Pode resultar, sim, termos um Dia da África se todos os que desconhecem a África, pelo menos nesse dia, se interessem pelo Continente e sua riquíssima cultura, sua riqueza linguística, suas gentes, seus costumes, suas paisagens, sua culinária, um universo para descobrir e conhecer. Daí que vamos quebrar as fronteiras, as sombras do desconhecido que dão origem ao racismo e à intolerância.

Pode resultar, sim, se a comunidade internacional tiver boa vontade em fazer algo para aceitar o Continente africano como membro pleno e em pé de igualdade da sua comunidade. Isso quer dizer adoptar práticas comerciais que não beneficiam o produtor ocidental e que prejudicam o produtor africano, através dum sistema de subsídios e tarifas, que na OMC são encarados como práticas diabólicas, contrariando o livre comércio mas que são a realidade em termos práticos.

Os ventos de mudança já soam de viva voz. A União Africana, formada em 2002, a NEPAD, Nova Parceria para o Desenvolvimento Africano, a Comissão para África, a luta contra a corrupção, a responsabilização dos intervenientes africanos e da comunidade internacional nas relações bilaterais, são todos exemplos, como a campanha do Presidente nigeriano Olesegun Obasanjo, contra a corrupção no seu país e na insistência, como Presidente da U.A. pelo respeito da lei constitucional na recente crise no Togo.

A ver vamos se na reunião dos G8 em Gleneagles, Escócia, em Julho, essa boa vontade no Dia da África se torna realidade ou simplesmente…mais um dia, quando os líderes dos países mais desenvolvidos considerarem a moção de Tony Blair para ajudar o Continente africano, esquecendo os interesses próprios e lembrando dos interesses desse potencial gigante.

APOIO DE EMERGÊNCIA: RÚSSIA DÁ MAIS DO QUE SE PENSA

Importância da cobertura na média Os órgãos de informação ocidentais estão cheios de histórias de quanto dinheiro dá Washington ou Londres ou Paris em doações de apoio, mas de Moscovo, silêncio. Porém, que é a verdade?

Os órgãos de informação ocidentais estão cheios de histórias de quanto dinheiro dá Washington ou Londres ou Paris em doações de apoio, mas de Moscovo, silêncio. Porém, que é a verdade?

De acordo com as declarações do Dr. Leonid Roshal, Director do Instituto de Medicina de Catástrofes, em Londres hoje, “A Rússia providencia apoio em situações de terrorismo e de desastres naturais tal como outros países, e até mais em certos aspectos”.

Dr. Roshal realçou a importância do grande número de médicos estrangeiros a treinarem com os serviços de saúde russos para a eventualidade de enfrentarem situações de desastres naturais e acrescentou que os ocidentais gostam de focar no número de mortes nas situações de terrorismo, nunca o número de pessoas que foram salvas.

A ASCENSÃO DE LAURA BUSH O que é que faz uma bibliotecária no Monte do Templo? É uma figura doce, tranquila e humilde, essa sorridente cara metade do casal Bush. Que contraste com a presença do seu marido, indesejado, intrusivo e arrogante. A ascensão de Laura Bush é um sintoma claro da queda de George W.

A questão se coloca, porém, quem é Laura Bush e que lugar tem ela a entrar num nos sítios mais sensíveis do planeta a falar das políticas externas dos EUA?

Será que Condoleeza Rice, Dick Cheney, Donald Rumsfeld e George Bush são tão odiados que nem se atrevem a sair dum avião na maioria dos países? Ou será que se sentem tão pouco bem-vindos fora de Washington que preferem os confins confortáveis dos seus escritórios, onde os seus empregados serão respeitadores? Será que temem tanto que alguém os insulte, atire um ovo? E se sim, por qualquer razão será.

Por isso a ascensão de Laura Bush é a queda do seu marido. A cara do regime de Bush é agora Laura e não George, nem Condy, nem Dick, nem Donald e é um sinal claro que Washington finalmente entendeu a mensagem: as pessoas não gostam de regimes que cometem actos de chacina, seja em Bagdade ou em Washington.

A visita este final de semana ao Monte do Templo em Jerusalém foi talvez o testemunho mais nítido que a Washington faltam todas as ideias, que chegou ao final do beco sem saída e nem energia tem para fazer marcha atrás. Parou.

Washington queimou-se pura e simples e totalmente no Iraque, de onde saem relatórios já acima do nível de boatos que as baixas norte-americanas são bastante mais elevadas do que está a ser admitido pelo Pentágono.

A arma secreta? Laura Bush, a ex-bibliotecária, que agora fala em nome do seu marido sobre a política externa do seu país. Não foi então uma visita particular, como alguns disseram.

Mas essa ex-bibliotecária foi eleita pelos cidadãos dos Estados Unidos da América para fazer declarações de política, especialmente numa zona tão sensível como o Médio Oriente, e particularmente no Monte do Templo?

O fiasco chamado o regime do Bush bateu no fundo pouco depois da manipulação de medo o ter garantido uma segunda presidência. Com o desastre da política interna a implodir à sua volta, com o desastre da política externa arrogante e assassina a produzir uma muralha de ódio contra Washington, Bush se esconde atrás da mulher, esperando a Deus que alguém a ache atraente e por isso o desculpe de tudo.

É o equivalente político da prática de oferecer a filha mais velha ou a mulher ao visitante importante para o agradar.

As pessoas eleitas pelo povo dos EUA hoje em dia baixam as orelhas e se mantêm fora da vista, e esperam eles, fora da memória, enquanto a ex-bibliotecária recebe as vaias de israelitas e palestinianos. Que seja para ela e não para eles, porque ela vai receber, quanto mais, vaias e eles, talvez uma granada ou um tiro na testa.

Esta visita vem dias depois da Laura Bush ter explicado num jantar que George adormece às nove horas da noite e que ela e a senhora de Dick Cheney vão ver os homens tirar as roupas num clube de striptease. Isso diz tudo da proeza dos maridos delas entre os lençóis, onde devem ser tão excitantes como lesmas secas com disenteria. Tentando pintar uma cara mais humana para o tirano George? O coitado anda tão cansado de resolver os problemas do mundo que fica estoirado depois do jantar e adormece no prato de sobremesa?

Por absurdo que seja ver a Laura Bush ser manipulada pelo regime assassina de Washington, porque ela é a única figura humana que preste entre essa laia, também é verdade que ela é muito melhor embaixador para seu país que seu marido e a amiga dele, Condoleeza Rice.

DIABÓLICO!!

Rede de pedofilia descoberta na Espanha

Se fosse só uma rede de pedofilia, seria péssimo. Porém, o que foi descoberto na Espanha esta semana foi além do abominável, além do imaginável, além de qualquer padrão do aceitável.

Um grupo de cinco homens entre os 23 e 43 anos foram presos esta semana por terem praticado um dos piores crimes até hoje descoberto. Dois membros do grupo, ambos com 23 anos e um destes estudante de biologia, abordaram pessoas com bebés, dizendo que eram baby-sitters, ganhando a confiança até os país deixarem seus filhos (sempre rapazes) ao cuidado destes.

Só que em vez daquela mão pequena dada com tanta confiança encontrar a bondade do outro lado, encontrou uma crueldade e depravação infernal. Os rapazes, incluindo bebés, o mais jovem dos quais tinha apenas 9 meses, eram violados sexualmente, esses actos tresloucados eram filmados e depois as imagens passados para a Internet pelos informáticos.

Como é que se formam monstros dessa espécie? Todo o caso ultrapassa todos os limites de quaisquer padrões de comportamento.

Será porque os perpetradores foram também violados quando eram bebés? Será porque na média uma criança ocidental vê 100.000 cenas de extrema violência na TV até atingir os 12 anos? Será que a nossa sociedade hoje em dia bombardeia as crianças com prendas eletrónicas para os calar e entreter em vez dum bom livro de leitura, um jogo no quintal, uma caminhada com toda a família na floresta, um piquenique, ou simplesmente um abraço e um beijo?

Será que esses jogos eletrónicos são todos saudáveis? E será que um rapaz de 23 anos que procura bebés para servirem de alvos para suas paixões macabras e perversões sexuais desse tipo não terá uma mão ou um pai que notaram algo antes? E senão, por quê não?

Por muito que surjam fantasias e orgias de violência na mente quando se pensa nesse tipo de crime contra crianças ou mulheres indefesas, imagens que remetem o que esses monstros fizeram quase ao insignificante, como cidadãos em sociedades civilizados, não podemos deixar-nos levar pelo caminho de retribuição, vingança e sentenças de morte.

A dívida destes será pago quando começarem a servir as sentenças na prisão, na primeira noite em que um guarda os deixar, pago pelos outros presos, ou no primeiro descuido das autoridades prisionais. Só que irá acontecer só uma vez.

Depois, serão retidos em células particulares, com livros, televisão, e quem sabe, a Internet. Será justo?

Seria bem nós todos olharmos para os nossos filhos com mais atenção, mais amor e ver se realmente vai tudo bem atrás daqueles olhos, que teimamos em evitar com os nossos, desculpando-nos com o dia do trabalho e o stress da vida moderna.

Timothy BANCROFT-HINCHEY PRAVDA.Ru

 
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