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Disparates ocidentais

26.04.2005 | Fonte de informações:

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Pouco se fala da Rússia e pouco se escreve. Porém, de modo geral, quando algo é dito e escrito no ocidente, é russofóbico, histérico e muitas vezes, disparate. A Federação Russa salta para as primeiras páginas dos jornais quando há uma explosão numa mina ou quando um ladrão que tentou roubar os recursos do país e passá-los para o estrangeiro é preso.

Estamos perante uma área de informação que se chama desinformação, e isso não necessariamente tem de passar por mentiras. Basta apresentar os factos negativos e deturpar os eventos, relatando uma parte da verdade e esquecendo o resto da história.

Entre os muitos mitos referidos pela mídia ocidental é a questão de liberdade da imprensa. Condoleeza Rice, a Secretária de Estado norte-americana, declarou que estava “muito preocupada” antes da sua reunião recentemente com Presidente Vladimir Putin, por causa da centralização do poder do Kremlin e por causa da influência exercida sobre a mídia na Federação Russa.

Mas qual influência?

Como um dos editores e co-fundador da versão inglesa da Pravda.Ru, director e chefe de redacção da versão portuguesa, director executivo da Komsomolskaya Pravda na Ibéria, jornalista para a revista mensal Dialog, da Câmara de Comércio da Federação Russa e contribuinte para o Jornal of International Affairs do Ministério das Relações Exteriores da Federação Russa, quem deveria saber disso sou eu.

Como jornalista para órgãos oficiais, evidentemente quis saber se havia linhas-guia a seguir quando iniciei minha actividade na imprensa russa, iniciativa que tomo cada vez que há uma mudança nos postos de chefia, quer a nível nacional (na Presidência), quer nos respectivos ministérios para cujos órgãos contribuo.

E posso declarar para Condoleeza Rice e para nossos leitores em geral que não há quaisquer linhas-guia. Vejam o comunicado que recebi do Departamento da Imprensa do Kremlin em Setembro de 2004:

“Caro Timothy, Relativamente às linhas-guia que pediu na sequência da acção terrorista recentemente na Federação Russa, não podemos dar-lhe qualquer informação porque não há linhas-guia. Simplesmente não pode divulgar segredos de estado. De resto, tem de seguir sua linha de profissionalismo, escrevendo a verdade, como sempre”.

O que há, são restrições sobre a reportagem de factos e dados que são considerados segredos de estado e na sequência do horror em Beslan, os atentados terroristas foram incluídos nessa área, para que a TV e os jornais (principais os jornais de Internet) não providenciassem informações aos terroristas que poderiam ser-lhes úteis.

Qualquer país tem segredos de estado. Quanto à centralização de poder pelo Kremlin, o que Vladimir Putin faz é simplesmente garantir que os recursos da Rússia permaneçam no poder dos cidadãos da Federação Russa e não nas mãos de forças estrangeiras que querem roubá-los.

Separatismo e nacionalismo são os inimigos do Estado da Federação Russa e em combatê-los, a Presidência está não só a tomar uma posição patriótica em defender a Pátria, como também está a derrotar as forças anti-russas bem evidentes quer na mídia, quer nos governos ocidentais.

Se Condoleeza Rice tivesse dito que estava “muito preocupada” com o acto de chacina no Iraque, onde testemunhamos cenas de horror não vistas desde os campos de concentração dos Fascistas durante a Segunda Guerra Mundial, teria feito mais sentido.

O quê é que a Rússia tem de fazer para convencer o ocidente que os russos não comem os bébés?

Timothy BANCROFT-HINCHEY PRAVDA.Ru

 
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