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A retórica relança MERCOSUL

23.06.2003 | Fonte de informações:

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Como sempre, na Cimeira do Mercosul que teve lugar na capital de Paraguai, Asunción, houve mais palavras do que acções. Os chefes de Estado do brasil, da Argentina, de Uruguai e Paraguai, e os das nações associados (Chile e Bolívia) discutiram as possibilidades duma integração de todos os países na América Latina para contra-balançar o ALCA dos Estados Unidos da América. Presidente Hugo Chavez de Venezuela esteve presente como convidado, já tendo exprimido a sua intenção de se juntar ao Mercosul.

Apesar dos elogios, as propostas de Lula e Nestor Kirchner de criar um parlamento em conjunto e uma moeda comum não figuraram entre os 24 pontos finais. Estes pontos foram deixados em aberto e para discussões institucionais no futuro.

O documento final deixa uma mensagem clara: que a criação da ALCA será adiada. As nações da América latina não estão dispostos a acatar a meta de 2005, um objectivo que os EUA tem realçado. Os líderes do Mercosul gostariam em primeiro lugar a integrar a Comunidade Andina (Bolívia, Colômbia, Equador, Peru e Venezuela). Porém esta integração será dificultada pelas posições pro-Washington adoptadas por Colômbia, Perú e mais recentemente, Equador.

A 24ª Cimeira de Mercosul foi antecipada pelas reuniões entre Nestor Kirchner e Lula em Brasília, onde os dois países no coração do bloco discutiram a inclusão de outras três nações,, que iriam incluir Venezuela e Peru. No entanto, não houve referências à adesão destes dois países em Asunción.

Apesar da menção do ”Mercosul social”, baseado no conceito que os problemas endêmicos estão ligados à pobreza, não houve propostas novas, criando uma sensação de desapontamento entre a delegação de Argentina, de acordo com a imprensa local.

Nestor Kirchner declarou que “Acreditarei no Mercosul quando este começar a andar”, acrescentando que “Precisamos de definições claras no que diz respeito à integração”, para tornar “uma reunião de boa vontade” num processo efectivo de integração.

Os chefes de estado dos quatro países que integram o Mercosul concordaram expandir os laços políticos e económicos no sentido de criar um mercado comum até 2006. No entanto, discursos eloquentes não criam blocos económicos, prova de que Maastricht está bem longe da Asunción, em todos os aspectos da palavra.

Hernan ETCHALECO PRAVDA.Ru BUENOS AIRES ARGENTINA

Traduzido por Márcia Miranda

 
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