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Presidente Bush: Nós não queremos sua liberdade!

21.01.2005 | Fonte de informações:

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A comunidade internacional não quer a liberdade e democracia de George W. Bush, nem os seus corações e mentes serão vencidos pelas tácticas Choque e Pavor. Se George Bush foi eleito Presidente dos Estados Unidos da América, por quê é que se dirige ao resto do mundo? Mas que arrogância é essa?

Se houvesse uma eleição a escala mundial, George Bush de facto poderia ser eleito como membro dum circo de acidentes de natureza, ou talvez um auxiliar de cozinha, a distribuir doses de peru, de plástico, algures numa tenda militar dum descampado qualquer mas como líder dum país? Só se fosse num país como a Albânia, onde a primeira preocupação seria com a conta bancária e depois com as linhas-guia políticas mas de modo geral, se houvesse uma eleição livre na comunidade internacional, Bush perderia por 20% contra 80% ou mais, como é evidente nas sondagens.

Se George Bush é um exemplo, não queremos sua liberdade e democracia. Nós não queremos um modelo de liberdade e democracia que vê o presidente do seu país ter de entrar no seu escritório num carro tão blindado que parece um tanque de guerra, não queremos um modelo de liberdade e democracia que vê a necessidade dum presidente ter pelo menos 13.000 guarda-costas, fora os outros efectivos de segurança a civil, não queremos um modelo de liberdade e democracia que vê um presidente a tomar posse como se fosse um fugitivo, entre milhares de manifestantes que evidentemente não o querem.

Não queremos a liberdade e democracia duma pessoa que foi o único chefe de estado que teve de fugir do Número 10 de Downing Street pela porta de trás, pouco depois duma estátua sua ter sido derrubado em Londres, capital do seu aliado mais próximo, onde sua visita oficial foi restrita a três ruas.

Se Jimmy Cartar saiu da sua viatura e foi a pé até a Casa Branca, por quê é que Bush não o fez?

Simples: parece que ninguém gosta da sua liberdade e democracia.

Nós não queremos um modelo de liberdade e democracia que vê a chacina de dezenas de milhares de civis no Iraque, um país invadido sob um pretexto que não existiu, não queremos a liberdade e democracia de Bush, baseados em mentiras descaradas.

Nós não queremos a liberdade e democracia baseados no modelo dos EUA, onde o sistema eleitoral pode ser manipulado tão flagrantemente, nós não queremos o modelo de liberdade e democracia dum membro do pequeníssimo grupo de países que ainda praticam a barbaridade da pena de morte.

Nós não queremos a liberdade e democracia baseados no modelo imperfeitíssimo de Washington, controlado por um clique de elitistas corporativos que gravitam a volta da Casa Branca, gozando com o seu povo e com as noções de liberdade e democracia e que praticam uma política de liberdade de imprensa que fazem com que o Gestapo mais parecesse um conjunto de fadas madrinha. A comunidade internacional é constituída por centenas de nações soberanas com modelos de governo que reflectem em muitos casos milhares de anos de história e cultura, que é para respeitar, não ser obliterado numa onda de cega arrogância, alimentada pela gula dos mestres invisíveis de Washington.

ZÁS!!!!! Ai desculpem! Danos colaterais.

A comunidade internacional nem quer, nem precisa, dum modelo imposto por um país que mal duzentos anos de história tem, que tem problemas graves com direitos humanos, cuja história se associa com a limpeza étnica da sua população nativa, cujo progresso é intrinsecamente ligado às deportações maciças de raças e tribos, num país que ainda hoje é dos únicos que pratica a tortura e que tem campos de concentração em mais que um continente onde são quebrados os termos da Convenção de Genebra.

O George Bush que meta sua liberdade e democracia onde ele entender, desde que seja no seu país. Ninguém pediu a sua opinião no estrangeiro e ninguém se interessa pela sua versão de liberdade e democracia. Se ele foi eleito pelo seu povo, como ele entende, então que se meta com eles. Aparentemente esse senhor tem uma ideia muito inflacionada da sua própria importância.

Afinal, quem é esse para vir largar sentenças na comunidade internacional? Com que direito? Foi eleito por quem, afinal? Ninguém tem a obrigação de aturar um maluco, um diminuído mental ou um prepotente. Quem está doente, que se trata!

A situação no Iraque, o caos, é uma boa demonstração da política externa de Washington. Já há mais membros da Resistência Iraquiana do que soldados invasores de Washington.

Liberdade e Democracia ao estilo de Bush? Não obrigado. Que ele resolva os problemas do seu país e que deixe os outros em paz. Ninguém o chamou e ele não tem qualquer jurisdição fora das suas fronteiras, mas que arrogância (e cobardia da parte dos outros, que o deixem urinar nas suas orelhas) é essa?

E pelos vistos mesmo no seu próprio país, não é lá muito querido, não.

Timothy BANCROFT-HINCHEY PRAVDA.Ru

 
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