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África Oriental: 3,5 milhões em risco

18.12.2005 | Fonte de informações:

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Dois milhões e meio de pessoas estão em risco na Quénia devido à falta de chuva enquanto no vizinho ao norte, Somália, mais um milhão de pessoas precisam urgentemente de apoio alimentar, 350.000 destas descritas pela ONU numa crise “aguda”.

O Programa Alimentar Mundial da ONU (PAM) deu a alerta na Sexta-feira que dois milhões e meio de pessoas estão em risco na Quénia por causa da falta de chuvas. A situação está especialmente crítica na região do nordeste, mas mesmo na zona oriental do país, as chuvas no trimestre outubro/dezembro estão 30% menor que o nível necessário.

A falta de chuvas causou a morte de muitas cabeças de gado, camelos e burros. De acordo com as declarações da Directora do PAM para a Quénia, Tesema Negash, “a segurança alimentar já é crítica” em algumas áreas mas só depois de ser efectuado um estudo exaustivo no terreno, em Janeiro, será possível fazer um balanço final e definitivo sobre a situação.

Descrevendo “uma situação que deteriora rapidamente” Tesema Negash acrescentou que “precisamos de acção urgente para evitar a perda de bens e de vidas”.

Num mundo em que os Estados Unidos da América gasta duzentos mil milhões de USD no seu acto ilegal de chacina no Iraque, o PAM precisa de apenas quarenta e seis milhões para a Quénia, mas não o recebe.

Entretanto na Somália, mais um milhão de pessoas está em risco, 345.000 destas numa situação descrita pela ACNUR como uma “crise aguda alimentar e em risco de vida” e outro grupo de 200.000 está classificado como “uma emergência humanitária”, enquanto 400.000 estão internamente deslocados.

Depois de 14 anos de guerra civil, desemprego, abusos de direitos humanos, interrupção de rotas comerciais, doença e violência complicaram ainda mais os problemas criados por ciclos de inundações e seca.

Kofi Annan declarou recentemente que “Não podia realçar o suficiente a necessidade e a urgência de providenciar um espaço seguro para as operações para as agências humanitárias chegarem a estas pessoas”.

A Somália precisa de uma abordagem séria pela comunidade internacional, ajudando a ONU a conseguir realizar a sua missão. Violência está a impedir a entrega de mantimentos em comboios de apoio e a crise humanitária levou muita gente ao ponto do desespero, aumentando os níveis de violência.

Numa altura em que a comunidade internacional se apronta para gastar biliões de dólares em comida e bebida e certos países desperdiçam centenas de biliões de dólares em armamentos para a seguir rebentar crianças no Iraque, vamos lembrar este Natal que 25% dos bébés na Somália nem chegam aos cinco anos de idade.

Timothy BANCROFT-HINCHEY PRAVDA.Ru

 
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