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EUA Ameaçam a Síria: instigações Israelenses

15.04.2003 | Fonte de informações:

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Washington acusou a Síria de abrigar líderes do antigo regime iraquiano e estar desenvolvendo armas químicas e de destruição em massa. A guerra de informações falsas e desinformação sobre a Síria, teve início com o começo da Guerra no Iraque. Washington usou as "suspostas informações sobre a Síria" que se baseia em um relatório da CIA entregue ao congresso no primeiro semestre do ano passado. Para desviar atenção dos órgãos mundiais, para as chacinas da população civil no Iraque e o caos que se instalou no país, devido à acção criminosa e assassina das tropas a mando de Washington. Novamente, os EUA tentam convencer o mundo de que mais um país do Oriente Médio(Síria) é uma ameaça à democracia mundial. Mas esses argumentos de "armas químicas" não será nada convincente; Os EUA ainda não provaram ao mundo que o Iraque as possuía.

O Iraque foi destruído e nenhuma prova foi encontrada, embora não seria de pôr à parte a possibilidade de Washington falsificar as "supostas provas" para legitimar a guerra e partir para uma nova cruzada no Oriente Médio, dessa vez contra a Síria, Irã e o Líbano e depois, a Líbia. Os EUA reiteram as acusações a Damasco por pressões israelenses. Em declarações no ano passado o primeiro ministro de Israel, Ariel Sharon fez um pedido formal para os EUA atacarem o Iraque. Os EUA acataram o "pedido" do PM israelense, e no final do ano de 2002, começavam as inspeções da ONU no Iraque. Saddam Hussein acatou todas as exigências dos inspectores da ONU. Mas o governo de Washington, não satisfeito com o relatório do chefe da inspeção da ONU, Hans Blix, que negava qualquer indício de "armas químicas", ordenou que Saddam Hussein abdicasse o poder. O Presidente Iraquiano recusou a ordem e então começou a Guerra no Iraque, o que foi uma chacina da população civil iraquiana. Os EUA alegavam que usavam "bombas inteligentes" para atingir alvos militares, mas os bombardeios atingiram áreas civis, chacinando milhares de inocentes, deixando pelo menos, até hoje, mais do que 5,000 feridos e destruindo cidades. O Hotel Palestina, onde se concentrava jornalistas estrangeiros não foi poupado da ofensiva americana, e nem mesmo os diplomatas russos que ficaram no meio do fronte entre Iraquianos e Americanos. O Iraque foi ocupado, mas o país está um caos, sem energia elétrica, sem água potável, sem policiamento e sem governo. O país está sendo alvo de saqueadores. Em declarações feitas pela televisão, o presidente norte americano disse que a situação no Iraque está controlada(!?). Também já dissera que iria aprender o latim, para melhor falar com a América Latina. E quem vai assumir o poder no Iraque é o general americano Jay Garner, amigo pessoal de Ariel Sharon e Donald Rumsfeld, e que apoia a política genocida na Palestina. Isso é uma afronta ao mundo árabe. Os EUA, para "protegerem" Israel mandam todo o ano seis bilhões de dólares a Tel Aviv, além duma gama de armamentos dos tipos mais sofisticados. Israel é o único país no Oriente Médio que possui armas de destruição em massa, incluindo armas nucleares. Com o 4º exército mais poderoso do mundo, Israel ocupa territórios palestinos com tanques, e soldados israelenses patrulham as áreas civis palestinos e atiram nos "terroristas" (homens, mulheres, crianças) além de humilhar a população com constantes insultos e torturas. Tudo com o aval de Ariel Sharon. Israel convenceu os americanos que a guerra no Iraque era necessária, agora Israel é o instigador para minar as relações sírio-americanas, como será posteriormente nas relações iraniano-americanas. O problema de lançar uma ofensiva contra a Síria é "complexa". O país possui um poderio militar e a defesa aérea síria é mais desenvolvida do que aquela do Iraque. Os EUA não têm tropas e nem equipamentos suficientes para uma guerra na Síria. O entusiamo com a vitória sobre um Iraque miserável não é um aval para os americanos, os EUA precisariam de novos acordos diplomáticos no Oriente Médio e na Europa. A Liga Árabe seria contra uma ofensiva americana na Síria, os EUA perderiam aliados como a Turquia e a Arábia Saudita (os dois principais parceiros muçulmanos dos americanos). E além disso, Israel sofreu uma série de derrotas da bateria anti-aérea Síria, nos anos 70 e 80. Os EUA conhecem bem essas vantagens tácticas militares da Síria. Atacar a Síria seria uma decisão muito arriscada que colocaria todo o Oriente Médio contra os EUA, aumentaria o terrorismo na palestina, dificultando ainda mais o processo de paz na região, além de alimentar grupos como Hamas e Hezbollah, que ganhariam mártires e simpatizantes no mundo árabe. Os árabes responderiam a uma guerra contra a Síria, com uma "JIHAD", a guerra santa dos árabes contra os infiéis. O mundo árabe não está dormindo com a situação no Oriente Médio. Provocar mais guerras na região, seria uma estupidez que custaria a vida de milhares de civis e definitivamente mataria qualquer esperança para paz na região. Michelle MATOS PRAVDA Ru BRASIL

 
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