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Toda a verdade na Haia

14.10.2004 | Fonte de informações:

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A Slobodan Milosevic, ex-Presidente da Jugoslávia, foi inexplicavelmente negado o direito de continuar a se defender. Foi-lhe imposto um advogado britânico, chamado Steven Kay, que conduz a sua defesa sem qualquer informação do “réu”, nem da sua equipa.

Dos 97 testemunhos que ele contactou, 92 se recusaram a aparecer na Haia se Sr. Milosevic não pode defender-se, de acordo com Zdenko Tomanovic, o conselheiro legal principal do ex-Presidente.

Contudo, um testemunho que concordou em aparecer perante o “tribunal”, deixa OTAN e seu mestre em Washington numa posição extremamente incómoda.

O jornalista alemão, o ex-Major do exército Franz Josef Hutsch, estava em Kosovo entre Setembro de 1998 e Dezembro de 1999. Ele se descreve como “um repórter dentro do KLA” (Kosovo Liberation Army, Exército de Libertação de Kosovo, ou Ushtria Çlirimtare e Kosoves, UÇK).

Franz Josef Hutsch afirma que o clima que ele encontrou na província quando chegou foi “tenso mas não violento” e que a violência que existia foi causada pela UÇK, não os Sérvios. Os Albaneses da UÇK, afirma Hutsch, utilizaram tácticas tipo “atacar e fugir” contra as patrulhas sérvias, e tentavam provocar reacções de ira, “reacções excessivas” da parte das autoridades, muitas vezes encenando os eventos, fazendo que civis estivessem no sítio errado na altura errada, pouco antes dos jornalistas aparecerem.

Acrescentou o testemunho que os albaneses tentavam enganar os Sérvios para que atirassem contra civis, que eram utilizados e abusados para satisfazer os fins da UÇK, sendo esforçados a enfrentar condições climatéricas duras para aparecerem a tremer de frio e com aspecto de miséria perante as câmeras, ou então sendo colocados em áreas de combate para aumentar os danos colaterais.

Os albaneses financiavam as suas operações através do tráfico de droga e da prostituição – as drogas e as mulheres, normalmente as moças albanesas mais bonitas tiradas das suas famílias, seriam cambiados por armas na fronteira.

Quanto aos oficiais, Hutsch afirma que entre 80 a 100 oficiais Mujaheddin Árabes trabalhavam com a UÇK e que todas as unidades foram comandadas por um destes oficiais Mujaheddin, que receberam “vastas somas” de dinheiro da firma MPRI, que treinou estes elementos na Turquia.

E a nacionalidade da firma MPRI? Norte-americana, é claro.

Timothy BANCROFT-HINCHEY PRAVDA.Ru

 
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