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Obama mente, finge, faz cena... tudo para conseguir mais guerra no Iraque e na Síria

13.09.2014 | Fonte de informações:

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Obama mente, finge, faz cena... tudo para conseguir mais guerra no Iraque e na Síria

  

A doutrina de política externa neoconsevadora exposta pelos funcionários do governo de George W. Bush foi definida pela crença ideológica de que os EUA teriam "papel único na preservação e extensão de uma ordem internacional amistosa relativa a nossa segurança, nossa prosperidade e nossos princípios."

  

11/9/2014, Kevin Gosztola, Firedoglake - http://goo.gl/IsouMO


Em outras palavras, os EUA são a única nação indispensável sobre a terra. Aquela crença ideológica inspirou o governo Bush a inventar uma guerra no Iraque que foi baseada integralmente em mentiras. Hoje, mais de 11 anos depois daquilo, a mesma crença ideológica arrasta também o governo do presidente Barack Obama.

No discurso em que Obama anunciou sua estratégia para "degradar e, na conclusão, destruir" o Estado Islâmico no Iraque e Síria (ISIS), ele invocou os ataques do 11 de setembro e a recessão econômica.

"... vivemos num tempo de grandes mudanças. Amanhã se marcam 13 anos desde que nosso país foi atacado. Semana que vem, marcam-se 6 anos desde que nossa economia sofreu o maior revés desde a Grande Depressão. Apesar desses choques; apesar da dor que sentimos e graças ao empenhado trabalho necessário para nos reerguer - os EUA estão hoje em melhor posição para encarar o futuro, que qualquer outra nação na Terra."

E Obama prosseguiu, listando feitos e mais feitos, a maioria dos quais absolutamente nada têm a ver com o que acontece no Iraque e na Síria, agora que os EUA escalam a guerra. Falou de empresas de tecnologia, universidades, manufatura, indústria automobilística e criação de empregos ("Longe de nossas fronteiras, a liderança dos EUA é a única constante num mundo de incertezas. São os EUA que temos a capacidade e o desejo de mobilizar o mundo contra terroristas" - disse Obama.

"Foram os EUA que se conclamaram o mundo a levantar-se contra a agressão russa e em apoio ao direito dos povos ucranianos de determinarem o próprio destino. São os EUA - nossos cientistas, nossos médicos, nosso know-how - que podem ajudar a conter e curar o surto do ebola. São os EUA que ajudaram a remover e destruir as armas químicas sírias declaradas, de modo que já não ameaçam o povo sírio - ou o mundo -, nunca mais. E são os EUA que estão ajudando comunidades muçulmanas em todo o mundo, não só na luta contra o terrorismo, mas na luta por oportunidade, tolerância e futuro de mais esperanças.")

Mas... como assim?! A verdade é diferente!

Os EUA lideram o mundo só no tenha a ver com espionar, escanear civis obrigados a despir-se em público, deter, torturar, executar assassinatos premeditados extrajudiciais e tudo isso, sim, afeta desproporcionalmente as comunidades muçulmanas. Os EUA estavam a um passo de bombardear a Síria, quando John Kerry - sem nem pensar no que dizia - sugeriu que a Síria entregasse seus estoques de armas químicas. O ministro Sergei Lavrov da Rússia deu bom uso à leviandade de Kerry: foi possível ajudar o governo sírio a livrar-se de um arsenal químico caro, inútil e perigoso, não por ação dos EUA, mas por ação de uma coalizão para IMPEDIR q os EUA bombardeassem a Síria. (...) E chega a ser inadmissivelmente desumano falar de cientistas em luta contra um vírus mortal, no mesmo discurso em anuncia estratégias para MAIS GUERRAS.

"America, as infindáveis bênçãos que nos cobrem cobram de nós custo duradouro. Mas, como americanos, nossa responsabilidade para liderar é, sobre nós, bem-vinda" - Obama, praticamente num púlpito de igreja!


A frase tem sobretons bíblicos. Com os EUA em cena como se fossem o cordeiro de Deus que limpa os pecados do mundo! Como se fossem os salvadores da Terra! [Obama tá pensano que é Marina Silva?! (NTs) :-)))) ]

Nada, mais do que o tom 'bíblico' mostra que tudo, no discurso de Obama é encenação, fantasia, discurso delirante. Por exemplo (mais um, na sequência): "Nossa própria segurança, nosso próprio bem-estar depende de nossa disposição para fazer o que tenha de ser feito para defender essa nação e levantar bem alto os valores que defendemos - ideais intemporais que perdurarão por muito tempo depois que esses que só oferecem ódio e destruição já tiverem sumido da face da Terra" [acredite quem quiser (NTs!)]

Mas fato é que até o New York Times já sabe que o ISIS absolutamente não representa hoje qualquer tipo de ameaça contra os EUA. Depois do discurso de Obama, o jornal voltou ao tema: "Funcionários e especialistas em terrorismo entendem hoje que o perigo que o ISIS representaria foi distorcido em horas e horas de conversa fiada de televisão e de alarmismo distribuído por 'especialistas' e por políticos oportunistas; e que absolutamente não houve qualquer debate público aproveitável sobre consequências não desejadas da ação de Obama, que tenta expandir a ação militar dos EUA no Oriente Médio."

Mais que isso: Daniel Benjamin, que trabalhou como principal conselheiro para contraterrorismo do Departamento de Estado no primeiro mandato do presidente Obama, disse que a discussão pública sobre a ameaça do ISIS "não passou de farsa", com "membros do gabinete e altos assessores militares falando pelos cotovelos, apresentando a 'ameaça' nos termos mais exagerados e sem qualquer fundamento."

"Difícil imaginar melhor indicação da capacidade de funcionários eleitos e torsos-e-cabeças-falantes de TV para levar a população à ignorância e ao pânico, com suas 'opiniões' de que a nação está infiltrada de células terroristas dormentes, que há agentes terroristas entrando aos borbotões pela fronteira do Texas, ou que logo estarão aí espalhando vírus Ebola - e tudo sem nenhuma informação confirmada" - disse Mr. Benjamin, que dá aulas no Dartmouth College. (...)

De fato, o governo Obama poderia começar por trabalhar para 'detonar' apenas metaforicamente, mas suficientemente, as finanças do ISIS, em vez de começar pela escalada militar. Em vez de guerra, poderia começar por "interromper os fluxos externos de doações para o grupo"!

(...) No Iraque, um novo governo acaba de tomar possa dia 8 de setembro. E apenas dois dias depois, o governo dos EUA já anuncia planos para escalar na ação militar contra o país, sem nem dar tempo ao novo governo de tomar pé e começar a trabalhar?!

E o que fará Obama, se sua ação tiver efeito de desestabilização sobre (também!) o novo governo iraquiano, como se viu acontecer recentemente no Iêmen, na Somália, no Paquistão, no Afeganistão e no Iraque? ****

 

 
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