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A Semana Revista

11.04.2004 | Fonte de informações:

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A vida e a morte

A Paixão de Cristo, a Semana Santa, a Morte e a Vida, o Final do Inverno e o Começo do Ano Novo, a Temporada da Fertilidade, o Renascimento de Jesus, o Renascimento do Ciclo Agricultural, a Época da Nidificação…em todas e quaisquer partes do mundo esta altura tem grande significado, ou porque o ano vai nascer ou porque vai morrer, porque morreu o renasceu o Cristo ou porque a Deusa Pagã Istra invocou o ovo, símbolo da eternidade e o coelho, da fertilidade ou pelas mesmas razões explicadas por outra maneira.

Por isso os nossos valores básicos, as questões fundamentais que regem e governam a nossa actuação como seres humanos, ganham redobrada significância nesta semana. O quê é que vimos nesta semana santa?

Vimos a reacção à acção iniciada pelos EUA no Iraque, vimos a reacção à reacção iniciada pelos agora-chamados “militantes” que já passaram por “insurgentes”, “terroristas” e “forças leiais a Saddam”. Vimos as forças militares dos Estados Unidos da América a negociarem um cessar-fogo com os “militantes”, uma admissão que perderam o controlo, que não são só eles que gerem a situação e que, de facto, já há dois pólos de poder no Iraque.

Vimos o Tony Blair, no seu iate de luxo do Mar do Caribe, a pedir aos norte-americanos que não matem o Xeque Xiita Moqtada Al-Sadr, para não inflamar mais o ódio anti-americano (e britânico, por procuração), no Iraque e vimos os Estados Unidos da América a ignorarem por completo o pedido do seu aliado mais próximo.

Vimos o colocar de pósteres políticos em Portugal pelo Bloco de Esquerda, que foca Aznar, Bush, Blair e Barroso, com o título “Eles Mentem, Eles Perdem”, começando por Aznar, que tem a figura mais pálida na imagem (já saiu da cena e seu partido perdeu as eleições).

Que significante que se pode utilizar a imagem negativa deste duo dinâmico, Bush e Blair, para atingir um político nacional do calibre de José Barroso, que põe o seu país de tanga na cena internacional, desrespeitando a Carta da ONU para agarrar as saias do travesti, seu mestre…travesti, porque se veste de democrata mas age de ditador, porque prega a democracia mas pratica a demagogia. Que bela lição de diplomacia do “doutor” José Barroso.

Vimos quase 500 pessoas mortas numa semana de violência que é prova que a situação no Iraque está fora de controlo, vimos mais que 1.000 pessoas feridas, muitos deles crianças e outros inocentes civis, apanhados no pesadelo que se chama a gestão de crises da marca “Bush e sicofantas, Limitada”.

Vimos a situação no Médio Oriente tomar um passo firme na direcção da terceira guerra mundial, o que vai acontecer se os Estados Unidos da América tomarem outro passo na ingestão dos assuntos internos de um país soberano nesta região ou outra.

Vimos os três reféns japoneses libertados, graças a Deus, e não queimados vivos, mas vimos outros 30 reféns ocidentais capturados no Iraque e ameaçados de morte, a nova face mais complicada desta guerra que Bush teimou em lançar, fora dos auspícios da ONU, organização que agora tenta cortejar e contra a vontade da comunidade internacional, comunidade que agora tenta convencer a ajudá-lo a reconstruir o Iraque (que ele destruiu) mas sem os contratos (que foram distribuídos sem concurso), depois de desrespeitar a opinião pública mundial.

Vimos pela última vez, se Deus quiser, o George Bush como Presidente dos Estados Unidos da América no Dia de Páscoa. Muita boa gente já começa a contar os dias.

Boa Páscoa, esperando que a próxima será bem melhor.

Timothy BANCROFT-HINCHEY PRAVDA.Ru

 
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