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Marrocos: Foco de Maldade

08.04.2010 | Fonte de informações:

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Delegação de activistas dos direitos humanos que visitaram os acampamentos de refugiados atacada no aeroporto de El Aiun por centenas de colonos marroquinos

Terça- Feira, 06 de Abril de 2010, por volta das 19 horas, cidade de El Aiun / Sahara Ocidental.

À chegada ao aeroporto de El Aiun, por volta das 19 horas, os 12 defensores dos direitos humanos Saharauis que efectuaram uma visita aos acampamentos de refugiados no sul da Argélia depararam-se à sua recepção com uma concentração de mais de 700 colonos marroquinos, organizada pelas autoridades marroquinas de ocupação, que os insultaram, cuspiram, agrediram no hall do aeroporto mesmo diante dos olhos das forças de segurança marroquinas, que não reagiram sequer por gestos e que, pelo contrário, encorajavam os agressores a persistir nos seus ataques contra os pacíficos activistas.

Os membros da delegação revelaram que desde a sua chegada ao aeroporto foram atacados por uma massa de colonos com o apoio das forças de segurança marroquinas, que não intervieram para suster o ataque desencadeado por centenas de colonos, ataque que não tem nada de espontâneo e que foi enquadrado e organizado pelos tristemente célebres oficiais verdugos: Aziz Anouche, e Khaled Baraka. No aeroporto de El Aiun, conhecido internacionalmente pelas suas pesadas medidas de segurança, segundo testemunhas fidedignas, os activistas dos direitos humanos foram brutalmente torturados, e alguns foram mesmos despidos pelos colonos marroquinos.

As senhoras Djimi Lghalya, Fatimatou Ismaili, Yehdiha Balali e os seus acompanhantes Bachir Khfaoni e Hmaida Rahmouni foram vítimas de agressões por parte de uma turba de colonos, pela simples razão de estarem no local das chegadas esperando os seus amigos activistas. O para-brisas das suas viaturas foram partidos e o militante Hmaida Rahmouni sofreu lesões num olho.

Depois de se terem desembaraçado dos seus agressores, com a ajuda de vários cidadãos saharauis, os activistas tentaram refugiar-se nos seus domicílios, os quais se encontravam sob rigorosa vigilância das forças de segurança marroquinas, que procuravam impedir a realização de manifestações de júbilo por parte de saharauis da cidade. As forças de repressão intervieram de forma brutal em frente da casa de Sidi Mohamed Dadach no bairro Iraque e ignoram-se ainda a lista de vítimas desta intervenção.

Segundo o activista saharaui dos direitos humanos Asfari Naama, que se encontrava entre a delegação de «boas-vindas» preparada pelas autoridades marroquinas, os observadores internacionais foram impedidos de tomar o mesmo voo para que não presenciassem o ocorrido no aeroporto de El Aiun.

Esta a lista preliminar das vítimas deste feroz ataque:

-Nguiya Daddach (4 anos): ferimentos ao nível da mão.

-Sultana Jaya: militante: ferimentos na cabeça e no rosto.

-Fakka Abdadi: militante: hematomas nas costas .

-Mariam Borhimi: ferimentos no pé.

-Marmada Mohamed salem boujari: contusões no ante-braço.

Assim como um elevado número de cidadãos que não foi ainda possível fazer o levantamento dos ferimentos e contusões:

Hayat Knibila (criança de 4 anos), os militantes: Djimi Lghalya, Bachir Khfaoni, Dafa Sidi Moulod, Mahyoub Oulad cheikh, Hassana Lwali, Mailimnin Swayeh, e as cidadãs saharauis: Hmaida Rahmouni, Yehdiha Haimouda, Fatimatou Ismaili.

Divulgado pela

Associação de Amizade Portugal - Sahara Ocidental

 
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