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A Semana Revista

07.02.2005 | Fonte de informações:

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Fórum Social Mundial

Este grande evento político, talvez o evento político mais importante a nível mundial, mais uma vez trouxe a Porto Alegre importantíssimos temas sociais e internacionais, entre os quais este ano a questão da culpabilidade de George W. Bush por crimes contra a humanidade e o papel dos Estados Unidos da América no Haiti, onde foi convocado uma eleição para o final do ano.

A petição que pede a culpabilidade do presidente norte-americano foi lançada durante o evento deste ano e será apresentada à Assembleia-geral da ONU em Setembro. De facto, num mundo onde a comunidade internacional exige a existência dum estado de lei, não se pode admitir que um país possa travar uma guerra ilegal, contra qualquer fibra de lei internacional, que quebra a Carta da ONU e que quebra as condições dos Tratados de Genebra, em que dezenas de milhares de civis são mortos e depois sai ileso e a cantar a vitória para “liberdade e democracia”.

A existência de George Bush é um insulto à noção de liberdade e democracia e é bom que em eventos importantes como o Fórum Social Mundial, se lembra destes importantíssimos factos. Parabéns aos brasileiros progressivos pela sua coragem e coerência.

Também referida durante o FSM foi a questão de Haiti, onde o governo legítimo de Presidente Aristide foi destruído por um golpe de estado militar, com a participação directa dos Estados Unidos da América, em que o Presidente foi raptado, ameaçado de morte e levado a África e a seguir as suas políticas progressivas de educação e de redistribuição de riqueza, que tanto antagonizavam a elite e seus amigos em Washington, foram terminadas.

Os apoiados por Washington levaram menos que 24 horas para começarem a perpetrar actos de chacina e assassínio em Port-au-Prince e já 10 meses antes das eleições, apoiantes de Aristide, que reclamam pelo seu retorno, estão a ser presos.

Iraque: esperança no fundo do túnel

As eleições no Iraque decorreram bem em duas partes do Iraque, em Curdistão no norte e na região onde predominam os Xiitas no sul. No triângulo Sunnita, no centro, simplesmente não decorrerem quaisquer eleições, não porque os sunitas tinham medo de votar mas sim porque as eleições foram vistas por aquilo que são – uma farsa controlada por Washington. Muitos dos candidatos eram anónimos e poucos tinham conseguido explicar quais as suas políticas. Por isso, as pessoas votaram em quem e para quê? Para que Washington pudesse cantar a vitória e fugir do caos que fez?

Assim, dois terços dos iraquianos votaram, por votar, escolhendo algo que há-de aparecer. Não é um preceito viável para uma eleição, tal como não houve preceito algum para o lançamento desta guerra.

O único raio de esperança é que os xiitas e curdos parecem querer formar uma entidade geo-política coesa e unida e oferecer aos sunitas alguma parte do equilíbrio nos mecanismos de poder, isso apesar das eleições e não por causa delas. Quanto mais cedo os norte-americanos saírem do Iraque e quanto mais cedo pararem de interferir em países onde não estão chamados, melhor.

Bush: Mais arrogância no seu Discurso sobre o Estado da União

Os Estados Unidos da América precisa de aprender uma lição: nem é dono do mundo, nem a comunidade internacional lhe reconhece qualquer jurisdição sobre qualquer território que não seja parte integral dos EUA e ponto final. Presidente George Bush foi eleito pelos eleitores dos Estados Unidos da América. Não foi eleito pela comunidade internacional e por isso, que arrogância utilizar seu discurso sobre o Estado da União para se dirigir ao povo do Irão, por exemplo.

Já agora, por quê é que não falou ao povo de Zimbabué? Ou então seus amigos em Jakarta, que há bem pouco tempo chacinavam o povo maubere de Timor Leste? Ou se dissesse algo aos tibetanos?

George Bush deve meter-se naquilo que é dele, deve limpar a imperfeita democracia no seu país e não tem qualquer direito de interferir fora das fronteiras dos EUA, nem em Haiti, nem na Venezuela, nem no Iraque, nem no Irão, nem em parte nenhuma. Qualquer acção que for perpetrada contra a Carta da ONU é ilegal e devido à falta de legitimidade, há a questão de culpabilidade para endereçar.

São horas para o mundo acordar e vencer o pesadelo, tal como fez com Hitler durante os anos 30. Não se admite que um membro da comunidade internacional se comporte como o Washington de George Bush. Basta a comunidade internacional dizer de voz unida, NÃO! Não aceitamos qualquer ingerência nos assuntos internos das nações soberanas.

E de acordo com aquilo que foi iniciado em Porto Alegre, há que seguir o rumo da culpabilidade. Criminosos têm de ser castigados, sejam eles traficantes de droga, carteiristas ou assassinos em grande escala, como Bush e seus amigos neo-conservadores, por muito que custe a alguns reconhecerem a verdade. Só que na PRAVDA.Ru chamamos assassino a quem mata ou a quem for responsável por um acto de assassínio. Chamamos a uma espada, uma espada e dizemos a verdade. Se isso incomodar alguns, é azar deles. Continuaremos a dizer a verdade, nua e crua, todos os dias, mesmo com ameaças de morte no meio e ataques diários por hackers.

Moçambique: Guebuza substitui Chissano

Armando Emílio Guebuza, 61, substitui Joaquim Chissano (1986 – 2005), que seguiu o fundador do estado, Samora Machel (1975 – 1986). Chefes de Estado e de Governo de 70 países, representando todos os continentes participaram na cerimónia da Praça de Independência, entre os quais o Primeiro-ministro de Angola, Fernando da Piedade Dias dos Santos, Presidente Jorge Sampaio de Portugal, Presidente Thabo Mbeki da África do Sul, Mari Alkatiri, Primeiro-Ministro de Timor Leste, Robert Mugabe da Zimbabué, Presidente Fradique de Menezes de São Tomé e Príncipe e Presidente Pedro Pires de Cabo Verde.

O novo Presidente, que toma posse por um período de cinco anos, prometeu ficar fiel às suas promessas feitas durante a campanha eleitoral, em que realçou a luta contra a pobreza, o apoio ao desenvolvimento rural e a promoção da mulher, da juventude e do tecido empresarial.

Armando Guebuza quer contar com os parceiros na oposição, na expectativa que “seus líderes saberão assumir-se como importantes parceiros neste processo de consolidação da paz, de aprofundamento da democracia e do Estado de Direito que estamos a construir”.

O novo Presidente nasceu em Nampula, no norte de Moçambique, mudando para Lourenço marques (Maputo) em 1948, onde estudou no Centro Associativo dos Negros da Colónia de Moçambique, em Xipamanine.

Ingressou no Núcleo dos Estudantes Secundários Africanos de Moçambique (NESAM) nos anos 60, e concretamente em 1963, Armando Guebuza aderiu à organização que seria fundada oficialmente em 25 de Junho de 1964, com o nome FRELIMO.

Armando Guebuza ocupou os cargos de Vice-Ministro da Defesa Nacional, Ministro da Administração Interna e do Interior, Ministro da Presidência e dos Transportes e Comunicações, além de ser Secretário-Geral do seu partido.

Foi responsável pela coordenação da agricultura, comércio, indústria ligeira e turismo, pela cooperação com a China, Paquistão, a RDP Coreia e Vietname. Em 1990, foi chefe de delegação do governo nas negociações de paz com a RENAMO. Fez parte também no processo de paz de Burundi.

Armando Guebuza, FRELIMO, venceu as eleições presidenciais em Dezembro, com 63,74 por cento dos votos, contra 31,74% de Afonso Dhlakama, líder da RENAMO.

Geórgia: Morre Zurab Zhvania

O Primeiro-ministro e braço direito do Presidente Mikhail Saakashvili morreu com intoxicação de Monóxido de Carbono, que não é infrequente na Geórgia mas algumas fontes começaram logo a atacar Moscovo, acusando o Kremlin de estar por trás no incidente.

Uma lembrança para todos: O Kremlin não se envolve em actos de chacina. Segue uma linha coerente desde o início da primeira presidência de Vladimir Putin no início do ano 2000: seguir as linhas guia do estado de direito, traçadas nos acordos da ONU e seguindo à letra o conteúdo da Carta desta Organização.

Moscovo procura melhorar as relações na comunidade internacional respeitando a lei, não quebrando-a. Eis a diferença entre o Eixo da Razão, seguida por Moscovo, Brasília, Beijing, Paris, Berlim e os que procuram o protagonismo rastejando-se aos pés de Washington.

MOSCOVO CONVIDA OS JOGOS OLÍMPICOS 2012

Segundo regulamento do Comité Olímpico Internacional a candidatura de Moscovo foi oficialmente apresentada para os fins da realização nesta cidade dos XXX Jogos Olímpicos de 2012

Na história do movimento olímpico contemporâneo dos últimos 100 anos, os Jogos Olímpicos foram realizados em Moscovo somente uma vez – em 1980.

Na história do movimento olímpico contemporâneo dos últimos 100 anos, os Jogos Olímpicos foram realizados em Moscovo somente uma vez – em 1980. No entanto estes não foram universais, porque, em violação da Сarta Olímpica, por razões conhecidas foram objecto de boicote da parte de uma série de países.

A capital russa goza do prestígio reconhecido na qualidade de um dos centros de desporto mundial, é um mega-pólice dotado de uma infra-estrutura desportiva desenvolvida e que permitiu elaborar uma única concepção dos XXX Jogos Olímpicos de 2012. Pela primeira vez na história olímpica os Jogos poderão decorrer em limites somente duma cidade, sem transferir uma parte de competições para outras cidades, incluindo partidas eliminatórias de torneio de futebol e regata veleira.

Esta ideia chama-se “O Rio Olímpico”. O rio Moscovo, nas beiras da qual cresceu a cidade, reunirá os complexos e estabelecimentos desportivos principais que já existem e que ainda serão construídos.

Para os Jogos Olímpicos planeia-se criar uma marinha olímpica, construir os navios fluviais especiais, destinados a transportar participantes e hóspedes, e dar-lhes os nomes de eminentes pessoas da história olímpica. Durante a Olimpíada na margem do rio decorrerão dezenas de espectáculos e concertos, serão instalados parques de diversões. A festa de desporto, juventude, saúde, alegria da vida – é esta a imagem desejada dos Jogos Olímpicos 2012 e assim será se a Olimpíada se efectuar em Moscovo.

Moscovo está completamente pronto para cumprir as suas obrigações para assegurar os Jogos em vários aspectos – de competições desportivas a segurança pessoal e condições de estadia de desportistas e hóspedes. Hoje em dia Moscovo já tem cerca de 80% das infra-estruturas, necessárias para realização de Jogos Olímpicos, além disso a cidade receberá 15 novos objectos olímpicos grandes, incluindo estádios para 50 mil pessoas, complexo desportivo para 25 mil espectadores, estádio de atletismo e piscina com a capacidade de 15 mil pessoas.

A realização dos Jogos Olímpicos em Moscovo poderia incentivar o desenvolvimento de relações bilaterais no domínio de desporto, contribuirá para o alargamento de laços económicos e contactos em todas as áreas.

Com a consciência pura e alma aberta os moscovitas pedem a todos os amigos da cidade e da Rússia apoiá-los, mostrar a solidariedade, ajudar ao Comité Olímpico Internacional a tomar uma decisão argumentada e justa, a favor de Moscovo, e assim a favor do futuro do Movimento Olímpico Internacional.

Agradecemos a colaboração da Embaixada da Federação Russa em Lisboa

Timothy BANCROFT-HINCHEY PRAVDA.Ru

 
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