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Reflexões sobre aquele talvez acordo sobre os feitos nucleares do Irã

05.04.2015 | Fonte de informações:

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Algum pré-acordo foi acertado em Genebra, que restringirá a pesquisa nuclear civil do Irã e o programa de produção de isótopos, em troca de as sanções serem canceladas.

O acordo não está concluído. O diabo vive nos detalhes e nenhum detalhe está sacramentado até agora. Em junho, o acordo fracassará, quando se revelar impossível qualquer concordância sobre os tais detalhes.

Há quantidade espantosa de omissões, distorções e mentiras no relato 'jornalístico' ocidental de toda essa questão. Dentre os fatos omitidos até agora se destacam os seguintes:

Toda a dita crise sobre um "Irã nuclear" é discurso fabricado, baseado em mentiras distribuídas pelos serviços de inteligência de Israel e dos EUA. O alvo das operações de EUA e Israel jamais foi algum "Irã nuclear", mas uma República Islâmica Iraniana que insiste em manter independentes as suas políticas interna e exterior.

Os líderes iranianos declararam que qualquer arma de destruição de massa contradiz a base filosófica e religiosa do Estado Islâmico do Irã. Insistiram nisso e não retaliaram nem quando suas cidades foram atacadas com armas químicas de destruição em massa durante a guerra Iraque-Irã.

Todas as agências de inteligência dos EUA concordam que o Irã não tem qualquer tipo de programa nuclear militar. Não há o que temer de um programa nuclear puramente civil, no Irã.

Para começar, todas as sanções contra o Irã são, como sempre foram, ilegais. Nenhum delas tem qualquer base em lei ou fato.

Agora está aparecendo uma nova tendência, muito preocupante, nos comentaristas e analistas norte-americanos: seguindo o mote de Obama, ninguém se cansa de 'lembrar' que teria de ser o acordo (mesmo inacabado)... ou a guerra.

Mas:

  • Quem daria o primeiro tiro na tal guerra?
  • Que fundamento legal teria a tal guerra?
  • Que finalidade teria a tal guerra, uma vez que bem evidentemente o Irã não tem qualquer programa nuclear militar?

Essa opção estúpida, "ou acordo ou guerra", usada como argumento para forçar algum acordo é perigosa, porque o acordo existente até agora pode ainda fracassar, e os linha-dura argumentarão que "até os comentaristas 'liberais' [liberal, nos EUA, significa "de esquerda"; qualquer ser ou entidade que se posicione meio passo à esquerda de Victoria Nulands, rainha do Nulandistão, é considerado liberal, quer dizer, "de esquerda" (NTs)] disseram que era acordo ou guerra. Sem acordo, tem de ser guerra."

De fato, considerando a política externa super violenta de Obama até agora, não se pode excluir a possibilidade de que o objetivo real (apenas disfarçado por trás de negociações cenográficas, aparentemente muito 'públicas', mas completamente falsas) sempre tenha sido a guerra contra o Irã; as negociações serviriam para criar a ilusão de que teria havido alguma 'discussão social'.

3/4/2015, Moon of Alabama
http://www.moonofalabama.org/2015/04/thoughts-on-that-maybe-deal-about-irans-nuclear-achievements.html

 

 
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