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FARC: Comunicado

01.03.2005 | Fonte de informações:

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1. Crescem a soçobra e o descontentamento, perfeitamente entendíveis, dos familiares dos prisioneiros de guerra com o Governo de Uribe, porque continua barrando, de forma mal intencionada, a possibilidade de obter o Intercâmbio Humanitário com o apoio de personalidades, da Igreja Católica e da Comunidade Internacional, depois da pretendida chantagem às FARC com a injusta extradição de Simón Trinidad aos Estados Unidos. Os familiares sabem claramente que, sem o regresso de Simón a Colômbia, as possibilidades do acordo de troca estão longe de seu feliz desenlace por culpa de Álvaro Uribe e sua equipe de Governo.

2. Nossa proposta de troca de prisioneiros amplamente conhecida em Colômbia e no estrangeiro, permanece imodificável. Estamos dispostos a ir com nossos porta-vozes aos municípios de Pradaria e Florida, no Departamento (Estado) do Vale do Cauca, uma vez sejam desmilitarizados pelo Governo, no propósito de construir, assinar e dar cumprimento ao acordo; reafirmando que entregaremos o grupo de pessoas trocáveis, se recebemos do Governo a totalidade de guerrilheiros e guerrilheiras em seu poder, incluídos Simón Trinidad, Ricardo González e Sonia.

3. Com a grotesca lei da Verdade, Justiça e Reparação ou lei de Justiça e Paz, o governo, propõe-se satisfazer as exigências das bandas dos narco-paramilitares com suas enormes riquezas obtidas a sangue e fogo, ao mesmo tempo em que acoberta com a impunidade tanto seus crimes de lesa humanidade quanto as responsabilidades do Estado em todos eles, como ficou demonstrado fidedignamente na chacina Mapiripán.

A cínica proposta de lei apresentada pelo governo no marco de sua Segurança Democrática, beneficia só os criminosos e o Estado terrorista, instigador principal dos massacres, assassinatos, desaparecimentos e deslocamentos forçados, padecidos diariamente por centenas de moradores humildes dos campos e povoados da nossa Pátria.

Qualquer que seja a falcatrua que faça o atual governo paramilitar, para continuar ocultando o genocídio político contra mais de cinco mil integrantes da União Patriótica, do Partido Comunista e de outras organizações sociais e populares, dito genocídio não ficará impune, pagarão o Estado e a Casta governante.

4. As guerrilhas revolucionárias das FARC-Exército do Povo têm origem, desenvolvimento e atualidade nas lutas legítimas do povo em luta pela igualdade no social, político, econômico e no cultural, direitos negados pelo Estado e seus governos nos últimos 40 anos. A tentativa de equiparar a razão de ser da insurgência, constituída na oposição política armada contra o Estado, com as bandas de mercenários ao serviço dos interesses da oligarquia e seu Regime governante, é um despropósito mais dos donos do poder, em seu empenho por distanciar os anseios de paz com justiça social, soberania e independência das maiorias nacionais.

5. Os futuros diálogos do novo Governo com as FARC-Exército do Povo para a busca da paz definitiva e duradoura devem estar precedidos pelo reconhecimento de nossa condição de organização política revolucionária armada do povo, por fora das leis do Regime governante, onde os acordos deverão ser ratificados por meio de uma Assembléia Nacional Constituinte.

SECRETARIADO DO ESTQDO MAIOR DAS FARC-EXÉRCITO DO POVO

Montanhas da Colômbia, 25 de fevereiro de 2.005

 
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