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Hermético e intocável, Vaticano já teve papas do bem e do mal

13.04.2016 | Fonte de informações:

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ROMA/ITALIA - Conhecidos por suas atitudes violentas, vulgares e extravagantes, esses pontífices são lembrados como os mais perversos dos 2.000 anos de história do Vaticano. O papa Leão X é lembrado por seus hábitos esbanjadores nos anos em que assumiu o papado, entre 1513 e 1521.

O papa Francisco é visto por alguns fiéis como uma figura de transformação, um defensor "liberal" da Santa Sé e uma importante voz em alguns dos temas políticos e sociais mais urgentes atualmente. Contudo, nos 2.000 anos de história do Vaticano, nem todos os papas foram tão queridos por seus fiéis.

Durante séculos, o papado foi o centro da política europeia, e alguns pontífices são lembrados até hoje por suas ações esbanjadoras, impetuosas e libertinas. Confira alguns dos mais terríveis papas da história:

Papa Alexandre VI

O pontífice espanhol pertencia à poderosa família Bórgia e era conhecido por suas práticas libertinas e nepotistas. Alexandre foi papa entre 1492 e 1503. As intrigas, orgias e fraudes que aconteceram durante seu papado resultaram em uma série de televisão, "The Borgias", que revela as depravações e conspirações da família homônima. Acredita-se que Alexandre se envolveu em uma relação incestuosa com sua filha, Lucrezia. Quando ele morreu, seu corpo se decompôs rapidamente e inchou muito rapidamente, indicando que ele foi envenenado.

Papa Estevão VI

Também chamado em alguns documentos de Estevão VII, ele começou seu breve papado em 896 com um espetáculo macabro. Ele desenterrou o corpo de seu antecessor, Papa Formoso, e o colocou para julgamento por blasfêmia. O corpo foi despido de suas vestes sagradas, três dedos de sua mão direita foram arrancados e o que restava do cadáver foi arrastado pelas ruas de Roma e jogada no Rio Tibre. Estevão, porém, não durou muito tempo. Ele foi estrangulado pelos seus próprios inimigos no ano seguinte.

Papa João XII

Foi papa de 955 até sua morte, em 964. De acordo com a Enciclopédia Católica, era "um homem grosseiro e imoral. A Basílica de Roma era tratada como um bordel e a corrupção moral em Roma tornou-se objeto de ódio geral". Ele foi acusado de perjúrio, simonia (vender terras e privilégios eclesiásticos para o próprio lucro) e outros crimes. Após uma sucessão de escândalos, foi rapidamente deposto antes de voltar ao poder em um sangrento expurgo. A morte do papa João XII foi curiosa: ele foi assassinado por um homem que encontrou o papa na cama com sua esposa.

Papa Urbano VI

O papa Urbano VI presidiu a maior cisão da Igreja Católica no ano de 1378, que resultou no surgimento de uma papado rival paralelo que durou quase quatro décadas. Adepto de técnicas violentas, quando descobriu indícios de que existia uma conspiração a favor de sua deposição, prendeu seis cardeais e os executou. Há relatos que contam que ele teria se queixado aos torturadores sobre os gritos dos cardeais não serem altos o suficiente.

Papa Benedito IX

Um papa extremamente cínico, Benedito manteve a posição de chefe da Igreja Católica em três ocasiões distintas no século XI. Em uma delas, ele renunciou e vendeu o cargo a outro padre. Conhecido por seu comportamento indisciplinado, ele foi descrito por outro papa do século XI como um homem que levava uma vida "tão vil, tão execrável, que eu estremeço só de pensar nisso".

Papa Leão X

Descendente da poderosa família Medici de Florença, Leão possuía talentos artísticos e foi um patrono das artes, mas é mais comumente lembrado por seus hábitos esbanjadores nos anos em que assumiu o papado, entre 1513 e 1521. Durante esse período, o esvaziamento dos cofres do Vaticano foi tanto que obrigou a criação de medidas para aumentar a receita, como a venda de indulgências - entre elas a garantia de perdão sagrado e alívio da condenação após a morte. Esta prática enfureceu o monge alemão Martinho Lutero e plantou as sementes da Reforma Protestante.

Papa Bonifácio VIII

Bonifácio VIII foi o arquétipo de papa sedento por poder. Em 1302, emitiu uma bula papal em que decretava "absolutamente necessário para a salvação que toda criatura humana estivesse sujeita ao pontífice romano". Para ele, as conquistas de terras e riquezas importavam tanto quanto as de espírito. Ele travou guerras, saqueou cidades e acabou perdendo o seu próprio jogo, derrotado por um exército inimigo.

 

ANTONIO CARLOS LACERDA é Correspondente Internacional do PRAVDA.RU

 

 
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