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River Plate (UY) vence o San Lorenzo (AR) em Buenos Aires

10.11.2009 | Fonte de informações:

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River Plate (UY) vence o San Lorenzo (AR) em Buenos Aires

Os uruguaios vão se costumando alcançar as Semis das Taças do continente em 2009. O Nacional atingiu essa fase na Libertadores e o River Plate de Montevidéu na Sul-Americana vencendo ontem o poderoso time argentino do CASLA no Estádio «Novo Gasôdromo» de Buenos Aires. Já é façanha mas tem como continuar sonhando com o caneco de Campão.

Cinco ônibus lotados de torcedores e alguns carros com placa uruguaia saíram da Sede da Avenida 19 de Abril 1145 do River Plate de Montevidéu rumo a Buenos Aires na Terça 03 de Novembro no finalzinho da tarde acompanhando o esforço de seus craques alvi-vermelhos. A diretoria do clube San Lorenzo do bairro Boedo, deu uma arquibancada inteira para todos eles se «hospedarem» no decorrer de 90 minutos ou talvez mais alguns caso a vitória ficasse no bolso do River Plate 1 x 0 chegando então até os pênaltis.

O uruguaio Pablo «Bochita» Pintos, que faz alguns meses é parte da turma do CASLA (Club Atlético San Lorenzo de Almagro) tinha posicionado o clube argentino de jeito ótimo de olho neste mata-mata vencendo o River Plate em Montevidéu de 1 x 0 e na lógica do ambiente esportivo, a vaga nas Semis estava quase carimbada para o San Lorenzo que ficava no aguardo da visita do River Plate bem descontraído.

O jogo no estádio do CASLA ia ser difícil para os uruguaios mas com o estilo do treinador uruguaio Juan Ramón Carrasco (Jota Erre) que só reconhece gramados e não estádios nem arquibancadas lotadas «incomodando» aquilo que muitos imaginaram como impossível ainda poderia acontecer.

Uma data marcante para o histórico do Club Atlético River Plate uruguaio estava nascendo pois mesmo que nunca conquistou o título de Campeão Uruguaio até hoje, poderia ter aquele grande privilégio de obter uma vaga nas Semis da Taça Sul-Americana 2009 e quem sabe continuar progredindo mais algum degrau nesta escada que no início assemelhava-se uma briga perante Pororoca.

Lotação acima de 20 mil no Estádio «Novo Gasôdromo» que do jeito que os argentinos fazem sempre, criaram o maior estrondo possível desde o instante mesmo do começo do jogo tentando reforçar a pressão acima dos uruguaios e dá-lhe confiança extrema aos jogadores do time do peito.

Primeiro tempo como painel marcando empate de 0 x 0, porém garantindo a vaga do CASLA nas Semis mesmo sem merecê-lo. Tendo andando apenas 45 segundos da segunda metade o centroavante australiano do River Plate, Richard «canguru» Porta deu uma de espertinho aproveitando um erro de um rival que fez regredir a bola fora da grande área. Num piscar de olhos, o artilheiro camisa 24, enfiou rumo ao interior da grande área e com chute canhoto e raso colocou a bola dentro da cidadela do goleiro Miglione. Negócio bem mais sucedido para o River que colocava os braços da balança de jeito horizontal no mata-mata e acreditava na classificação nesses quase 44 minutos que tinha na frente ainda.

Com sobe e desces até o apito final do árbitro peruano, o jogo ia encerrar 1 x 0 para os uruguaios, que retribuíram a gentileza dos argentinos no Estádio Centenario de Montevidéu. Por enquanto, a hora dos pênaltis tinha chegue e o River Plate ia ter que ultrapassar duas barreiras, chutar no palco visitante e fora isso, que pênaltis não foram criados para os uruguaios comemorar.

Os dois times prepararam as artilharias e os cinco primeiros falcões foram arrumadinhos para serem chutados desde o ponto da tristeza ou da felicidade. O roteiro dos primeiros dez pênaltis começou com chute dos uruguaios que venceram o goleiro argentino. Segunda chance foi para os argentinos e o guardião uruguaio, Luciano Dos Santos ia continuar mostrando para o mundo que era o grande destaque do jogo. Defesa perfeita!!! Logo veio a oportunidade do centroavante argentino do River Plate, Jorge Córdoba quem enchem a chuteira perfurando a rede lá cima. Vantagem de dois gols para o River que começava sorrir. O CASLA diminuiu a diferença. Terceiro pênalti para os uruguaios por conta do único jogador titular nos últimos jogos da seleção uruguaia, o camisa 13, Jorge «Japona» Rodríguez que deu um toque de magia na bola mas o travessão vestiu-se argentino dando rebote. Foi então a grande chance do San Lorenzo de empatar. Chute fora, muita força a bola foi rumo aos torcedores uruguaio na arquibancada atrás do gol. Talvez tinha mensagem dentro para os torcedores riverplatenses, era só dar uma espiadinha através do pito e sossegar o pito.

O River Plate enviou no ponto fatal o artilheiro do jogo, era a vez do «canguru» Richard Porta que poderia dar o maior salto da sua vida vencendo do goleiro Miglione e colocando o time uruguaio quase nas Semis da Sul-Americana. Não dava para acreditar, o «canguru» fez pular o Estádio todo fora aqueles 300 uruguaios que chegaram desde Montevidéu. Logo veio o chute enxuto de um argentino e daí até o encerramento do décimo pênalti tudo igualzinho, foi empate.

O enfarte estava querendo dar um mergulho no peito dos torcedores dos dois times mas só tinha uma escolha para fechar o mata-mata, bem mais mata-mata que do jeito convencional.

A série dos pênaltis sem chances de pifar começava mais uma vez com os uruguaios na frente e os argentinos tentando ultrapassá-los na faixa rápida da Rodovia da Sul-Americana, negócio que ia se manter sem mudanças até a «vingança» que o azar tinha planejada com o Pablo «Bochita» Pintos que em Montevidéu foi o grande herói dos argentinos e em Buenos Aires...Déus virou Diablo.

 
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