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TEATRO CUBANO EM LISBOA

02.06.2004 | Fonte de informações:

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Domingo 6 de Junho, 17 h

Segunda-feira 7 de Junho 21 h

Terça-feira 8 de Junho 21 Hh

“El Enano en la Botella”

Sinopse

Um anão que vive dentro de uma garrafa, fala-nos das condições da sua existência neste contexto e no seu relato carregado de um absurdo positivismo converte em vantagens todas as incomodidades e inconvenientes deste modo de vida, ao mesmo tempo que nos conta o como e porquê de ir parar dentro dessa garrafa.

A engenhosa metáfora teatral, traz-nos um relato profundamente humano sobre a liberdade do corpo e da expressão, do amor, da amizade; sobre o desamparo do individuo e ao mesmo tempo e contraditoriamente do seu enraizamento.

Ficha Artística

Autor – Abílio Estevez

Encenador – Raul Martín

Actor – Mário Guerra

Cenografia – Raul Martín

Figurinista – Raul Martín

Desenho de Luz – Tony Aroucha

Grupo de Teatro de la luna

(algumas notas)

O teatro de la Luna nasceu em 1997, recorrendo à experiência do seu director, a actores de anteriores companhias e meios artísticos, convertendo-se rapidamente num aglutinador de um talento jovem de inegável relevância no panorama do teatro contemporâneo cubano. Assim, num curto espaço de tempo, criou um numeroso público que segue invariavelmente as suas representações e temporadas no seu espaço habitual o teatro nacional de cuba.

Explorando o caminho do musical, da coreografia, do canto, da conotação psicológica da indumentária teatral através da sua cor e forma; O teatro de la Luna tem no trabalho do actor o centro do seu discurso cénico realizando um rigoroso processo na criação dos personagens/papeis por parte dos actores, o que se tem convertido na sua marca identificativa da trajectória do grupo. Há fruto de um marcado sentido de colectividade um notável desenvolvimento e destaque de figuras, cujo desempenho também já tem o seu público.

A companhia tem tido como prioridade a dramaturgia nacional e a obra do grande dramaturgo cubano Virgilio Piñera.

Tem em reportório as seguintes peças

“La Boda” de Virgílio Piñera

“Electra Garrigó” de Virgílio Piñera

“Los Siervos” de Virgílio Piñera

“El Album” de Virgílio Piñera

“El Enano en la Botella” de Abilio Estevez

“Seis Personajes en Busca de un Autor” de Luigi Pirandello

Com os seus espectáculos o Grupo obteve numerosos e importantes prémios nacionais e internacionais, tendo realizado espectáculos pelas cidades de Cuba, Chile, Argentina, Colômbia, Republica Dominicana, Venezuela, Portugal e Estados Unidos (Miami e New York) participando inclusive em festivais de teatro.

Sobre “El Enano en la Botella” a crítica disse

“com alusões literárias e filosóficas, como por exemplo a Eric From, a Dante, à Bíblia, Estevez e o Director Raul Martin do Teatro de La Luna, oferecem-nos o que há de melhor no festival.”

Olga Connor - Diario El Nuevo Herald,

Miami, E.U.A. 9 de mayo 2001

(I Festival Internacional del Monólogo de Miami)

“Esta obra brilhantemente dirigida por Raul Martin, do teatro de La Luna apresenta-nos um anão que está preso numa garrafa há tanto tempo que a sua solidão o converteu numa espécie de filósofo. À medida que contempla as vantagens e desvantagens do seu isolamento, decide finalmente que prefere viver isolado, porque não saberia que fazer com a liberdade. A engenhosa metáfora do autor Abílio Esteves é um exemplo das características únicas que distinguem a literatura cubana: o uso do sub texto como forma de dizer o indivisível.”

Mia Leonin - Periódico New Times,

Miami, E.U.A. mayo del 2001 (I Festival Internacional del Monólogo de Miami)

Traducido por Freddy Artiles para la Revista Tablas

“Se tivesse entre as minhas mãos a possibilidade de premiar o que para mim constituiu um verdadeiro sucesso do teatro contemporâneo cubano, tinha premiado o maravilhoso texto de Abílio Esteves “El Enano en la Botella”. Creio com esta peça estarmos na presença de um momento importante para o teatro cubano. “El Enano en la Botella” é a subversão da subversão, tão aberrante como permanecer fiel a ideologias…”

Tomás González

Revista Tablas, julio-septiembre 2001

“Martin pega neste material hilariante, profundo e ameno, mas alérgico à ortodoxia e às regras de uso, e propõe uma montagem dinâmica e incisiva. Consegue sugerir a estática e obscura garrafa, guarida e sepulcro do anão, sem recorrer a artifícios naturalistas. Tornado possível graças a uma delimitação espacial precisa e a um criativo desenho de luz de Tony Aroche. Imprimindo por sua vez uma marca peculiar a esta montagem. Perceptível no intenso e gráfico trabalho gestual; o carácter coreográfico dos movimentos; a inclusão das canções e danças, e o sublinhado na zona humorística do monólogo.”

Osvaldo Cano - Diário Juventud Rebelde

 
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