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Financiamentos do BNDES podem crescer 25% este ano

30.08.2005 | Fonte de informações:

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Nos primeiros sete meses do ano, a liberação de recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) atingiu R$ 24,5 bilhões, com crescimento de 16% em relação a igual período do ano passado. Esse desempenho expressivo foi impulsionado pelo crescimento nas liberações realizadas para os setores da indústria, que chegaram a R$ 11,7 bilhões, com expansão de 39%, e para a infra-estrutura, que somaram R$ 8,8 bilhões, com aumento de 19%. O presidente do Banco, Guido Mantega, com base no desempenho registrado de janeiro a julho, prevê crescimento de 20% a 25% nos desembolsos de 2005, devendo chegar a R$ 50 bilhões.

Incrementar o apoio às micros, pequenas e médias empresas é um compromisso do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, que cumpre uma das prioridades estabelecidas pelo governo do presidente Lula diante do grande potencial de geração de emprego e renda desses empreendimentos. Atualmente, as micros, pequenas e médias empresas respondem por cerca de 60% da contratação de mão-de-obra no Brasil.

Com essa política bem-sucedida, os desembolsos para micros, pequenas e médias empresas cresceram 7% entre janeiro e julho de 2005, chegando a R$ 7,2 bilhões. Isso significa que o valor desembolsado para o segmento já representa 30% do total liberado pelo BNDES. Entre as empresas de menor porte, as linhas de financiamento com maior volume de liberações até julho foram o Finame, com R$ 3,5 bilhões, e os Programas Agrícolas, R$ 1,3 bilhões, criados por resolução do Banco Central e administrados pelo BNDES.

Desempenho positivo

Entre janeiro e julho, o BNDES também teve desempenhos positivos nas aprovações de novos financiamentos, enquadramentos e cartas-consulta. Os enquadramentos, que são o primeiro nível de aceitação de pedidos de apoio financeiro ao BNDES, atingiram até julho deste ano R$ 51,6 bilhões, com incremento de 45% em relação a igual período do ano passado, quando chegaram a R$ 35,6 bilhões. Já as aprovações de novos financiamentos somaram R$ 28,3 bilhões, montante 31% superior ao resultado dos primeiros sete meses de 2004, quando havia sido de R$ 21,6 bilhões.

As linhas de financiamento que tiveram maior volume de desembolsos e também maior crescimento nos primeiros sete meses do ano foram o BNDES-Exim (exportações) e o Finame. As liberações para apoio ao comércio exterior totalizaram US$ 2,7 bilhões, com incremento de 34% sobre janeiro a julho de 2004, enquanto a linha Finame, que engloba financiamentos para aquisição de máquinas e equipamentos novos, de fabricação nacional, teve desembolsos de R$ 5,6 bilhões, valor 69% superior ao resultado de igual período do ano anterior.

Quanto às cartas-consulta, totalizaram R$ 52,6 bilhões nos primeiros sete meses deste ano, com expansão de 7% em relação ao mesmo período de 2004, quando foram de R$ 49 bilhões. As consultas são o primeiro contato para obter financiamento do Banco e indicam a disposição do empresariado em realizar novos investimentos produtivos.

Para facilitar o atendimento, o BNDES conta com apoio de dezenas de bancos, que disponibilizam suas agências e equipes para repassar os financiamentos. O agente financeiro com maior volume em desembolsos do BNDES até julho foi o Bradesco, com R$ 2,3 bilhões, dos quais R$ 1,4 bilhão (61,5%) para micros, pequenas e médias empresas. As outras quatro maiores instituições financeiras repassadoras foram Banco do Brasil, Unibanco, DaimlerChrysler e Safra.

Com a assinatura de convênio com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), o BNDES passou a dispor de uma linha de crédito adicional no valor de US$ 3 bilhões, destinada a financiar programas de apoio a micros, pequenas e médias empresas. Esse convênio define as condições gerais dos empréstimos a serem contratados entre as duas instituições, tornando bem mais simples e rápidas as futuras negociações. Além disso, sinaliza para o BNDES que o BID está disposto a manter, por um longo período, seu apoio financeiro às empresas de menor porte do Brasil.

A nova linha de crédito é a primeira a ser aberta pelo BID nessa modalidade, e o BNDES foi o escolhido para inaugurá-la, dentre todos os demais parceiros internacionais daquela instituição, em função de sua comprovada competência para executar programas dessa natureza. O primeiro empréstimo a ser contratado dentro da nova linha, no valor de US$ 1 bilhão, já foi aprovado esta semana pelo Senado e deverá ser assinado nos próximos dias.

Empregos

O investimento total do convênio com o BID é de US$ 6 bilhões, com o BNDES aplicando US$ 3 bilhões em recursos próprios. O novo programa permitirá que as empresas de menor porte tenham acesso a financiamentos de longo prazo, para ganhar competitividade e ampliar o número de empregos gerados.

O prazo de utilização da nova linha será de nove anos e a liberação dos recursos dependerá da solicitação do BNDES e da aprovação simplificada da operação pela Diretoria Executiva do BID. As condições do financiamento serão as mesmas definidas nas políticas operacionais do BNDES para estes segmentos.

Desde o primeiro contrato assinado entre o BID e BNDES, há mais de 40 anos, já foram contratadas 18 operações. Para as micros, pequenas e médias empresas, os quatro últimos empréstimos liberados pelo BID somaram US$ 3,5 bilhões.

O programa anterior com o BID, contratado em maio de 2002, ilustra o êxito do relacionamento entre as duas instituições para o desenvolvimento econômico e, em especial, para a modernização industrial das empresas de menor porte. Na ocasião, o BNDES contratou US$ 900 milhões e desembolsou, em apenas 23 meses, o total previsto para ser liberado em até quatro anos. Foram mais de 29 mil operações, sob a responsabilidade de 87 agentes financeiros. Com base numa amostra de 219 empresas visitadas, os consultores do BID então concluíram que 95% dos projetos apresentaram qualidade satisfatória ou muito satisfatória.

Houve, ainda, uma desconcentração regional dos recursos, uma vez que 30,9% das liberações se destinaram à Região Sul (17,8% do PIB), 8,2% à Centro-Oeste (7,2% do PIB) e 44,3% à Região Sudeste (57,1% do PIB). O Nordeste recebeu 12,3% (13,1% do PIB) e o Norte 4,2% (4,8% do PIB).

Subsecretaria de Comunicação Institucional da Secretaria-Geral da Presidência da República

 
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