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Petistas questionam moral de FHC para cobrar CPI

27.04.2004 | Fonte de informações:

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Com este quadro, o líder do PT na Câmara, deputado federal Arlindo Chinaglia (SP), rebateu hoje as críticas feitas pelo ex-presidente FHC ao governo Lula. O ex-presidente disse que o governo Lula teria passado a sensação de querer “esconder algo” pelo fato do caso Waldomiro Diniz não ter sido apurado por uma CPI no Congresso.

“Um presidente, como foi o caso de FHC, que impediu a investigação das privatizações, evidentemente não tem nenhuma autoridade para fazer essa crítica”, afirmou Chinaglia ao Portal do PT hoje pela manhã. O parlamentar lembrou que, no governo FHC, dois deputados federais tiveram de renunciar por envolvimento com propinas relacionadas à aprovação da emenda que permitiu a reeleição do ex-presidente.

Chinaglia destacou que o caso Waldomiro já está sendo investigado por uma CPI, na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro, com o apoio do próprio PT, além das investigações da Polícia Federal e do Ministério Público. “FHC age como a piranha, que sente o cheiro de sangue e se lança com muita voracidade. Ele tem o direito de dar opinião, mas não tem o direito de dar lição de democracia para nós”, disse o líder do PT.

Outro que combateu as declarações de FHC foi o secretário-geral do PT, Sílvio Pereira. "Que moral tem FHC para falar que o PT barra CPI se foi ele o maior "segurador" de CPIs da história da República?", questionou o dirigente.

Táticas

Para evitar investigações, o governo FHC utilizou basicamente de duas linhas de ação. Para as CPIs com requerimento ou projeto de resolução com número suficiente de assinaturas de parlamentares, os tucanos e seus aliados faziam manobras protelatórias ou o chamado "engavetamento".

Também havia a tática de minar e derrota qualquer proposta de investigação da oposição, seja nas CPIs ou nas comissões permanentes da Câmara ou Senado que estivessem analisando projetos de resolução criando novas comissões.

Encontram-se nesse grupo o requerimento de CPI 21/96, para investigar o Proer (Programa de Estímulo à Reestruturação e ao Sistema Financeiro Nacional); o requerimento de CPI 23/96, para apurar denúncias de irregularidades nas licitações do Sivam (Sistema de Vigilância da Amazônia), instalada cinco anos após ser requerida; o projeto de resolução 131/97, não apreciado até o fim do governo FHC, para apurar a compra de votos para aprovar a reeleição para presidente; e o projeto de resolução 9/1999, para investigar denúncia de especulação cambial em janeiro de 1999.

O projeto da compra de votos para a reeeleição de FHC foi rejeitado na Comissão de Constituição e Justiça com parecer da deputada federal Zulaiê Cobra (PSDB-SP). O projeto para apurar a fraude na movimentação cambial foi rejeitado na Comissão de Finanças e Tributação, com voto do deputado Custódio Mattos, futuro líder do PSDB na Câmara.

Radical

A outra linha de atuação era mais radical e por meio dela o governo tucano impedia por todos os meios que os pedidos alcançassem o número de assinaturas estipulados pelo regimento. Eram usados recursos como retirada de assinaturas. O governo tucano atuou dessa maneira por ocasião dos pedidos de CPIs para investigar a venda da Telebras, envolvendo grampos no BNDES, Ricardo Sérgio e Mendonção. Foi o mesmo método usado no caso do escândalo do DNER e no da CPI da Corrupção.

Partido dos Trabalhadores

 
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