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CRIMES DA COCA-COLA

25.10.2002 | Fonte de informações:

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Este estudo foi publicado na edição de junho, 2000, dos "Archives of Pediatric and Adolescent Medicine", baseado na avaliação de 460 meninas da 9.ª e 10.ª séries.

O estudo confirma pesquisas anteriores que encontraram relação entre fraturas ósseas em pessoas fisicamente ativas e o consumo de Pepsi e Coca-Cola.

Alguns autores admitem que o ácido fosfórico, presente nas duas Colas, seja o responsável. Isto porque afeta o metabolismo do cálcio, e, em conseqüência, a resistência óssea. Outros citam preferências dietéticas, com as Colas substituindo o leite, necessário para os jovens desenvolverem ossos sadios.

EFEITOS ADVERSOS DA CAFEÍNA

A cafeína é droga psicoestimulante que os empresários adicionam às duas Colas para provocar dependência, principalmente nas crianças. Este é um crime hediondo, até hoje impune. Como se verá a seguir.

Por que? Desde o ano 850, quando um pastor de cabras chamado Kaldi notou que seu rebanho comportava-se de modo estranho após comer os frutos de uma certa planta, o café tem sido usado e abusado em todo o mundo. No Brasil, sua introdução se fez em 1727, atingindo no início da década de 1960 nada menos que 50% da produção mundial.

A cafeína é poderoso estimulante do sistema nervoso central, presente em várias bebidas como café, chá, chocolate e refrigerantes como a Pepsi e Coca-Cola. Nestas últimas é adicionada, como dissemos, com propósitos criminosos.

O uso disseminado destas bebidas se deve ao efeito estimulante, variável com a concentração da cafeína. Assim, por exemplo, um "cafezinho" pode conter de 100 a 200 mg. Numa garrafa de 290 ml de Coca-Cola, encontramos de 25 a 45 mg. A droga atua sobre todo o córtex cerebral. O chá e o café favorecem a ideação e aceleram o curso do pensamento, melhoram a atividade intelectual e aumentam a acuidade mental, combatem o sono e a fadiga, diminuindo a latência da reação aos estímulos.

Os efeitos adversos do consumo de cafeína são observados principalmente nos sistemas cardiovascular, gastrintestinal, renal e nervoso central. O abuso da cafeína provoca nervosismo, cefaléia, irritabilidade, agitação, tremores, fasciculações (contrações musculares involuntárias regionais), hiper-reflexia, insônia, hiperestesia (percepção exagerada dos estímulos mecânicos), zumbidos, fotopsias (sensações luminosas anormais), taquipnéia (movimentos respiratórios acelerados), palpitações, rubefação, arritmias, aumento da diurese e distúrbios gastrintestinais. Este quadro é denominado "cafeinismo".

O abuso da cafeína leva a uma dependência psicológica e a uma discreta dependência física, comprovada pela síndrome de abstinência que ocorre com a interrupção abrupta do consumo. Esta síndrome se caracteriza por disforia, letargia e cefaléia, acompanhando-se de náusea, depressão e sonolência (Goldestein e Kaizer, 1969; Harrie, 1970). Também discreta é a tolerância que se desenvolve à cafeína em relação à maior parte dos seus efeitos, inclusive os do sistema nervoso central (Colton et al., 1968). Outras informações poder ser obtidas em "Farmacodinâmica", Charles Edward Corbett, 5.ª edição.

Resulta do exposto que as crianças são as maiores vítimas da cafeína acrescentada à Pepsi e Coca-Cola pelos empresários. Elas se tornam irritadas, hiperativas (não confundir com disfunção cerebral mínima), hipersensíveis, agressivas, reagem violentamente às contrariedades, apresentam pesadelos e terror noturno súbito e inexplicado, para citar apenas alguns dos sintomas.

Na tentativa de neutralizar protestos nos Estados Unidos, os fabricantes da Coca-Cola lançaram uma versão decafeinada. Mas que não os exime da responsabilidade criminal em adicionar cafeína com o único objetivo de provocar dependência, sobretudo nas crianças, e assim multiplicar seus lucros astronômicos.

Se levarmos em conta que muitos pais matam a sede dos filhos com Coca-Cola e não com água, então teremos idéia do crime monstruoso que os empresários cometem. Impunemente, como sempre.

Nelson Candelaria

 
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