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O Big Brother petista

24.03.2005 | Fonte de informações:

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A cada dia que passa sem a realização da reforma ministerial, um rio de discórdia separa ainda mais o PT, alargando suas margens e ilhando alguns por posições ideológicas. As horas vão passando e o rio aumentando, aprofundando suas diferenças, deixando, de cada lado, um punhado de desabrigados do poder institucional, ao relento, na chuva e no frio. Até agora o que se vê é uma disputa velada, calada, um Big Brother apresentado pelo comandante Lula.

De um lado, o camarada Zé Dirceu empunha sua metralhadora e indica um novo nome para o paredão inquisidor petista. Zé Genoino vai dando as ordens para queimar este ou aquele e Palocci, com aquela cara de masoquista oficial do partido, vai, munido com seu sorriso roto, sinalizando a hora certa de abater este ou aquele. E, aos poucos, vão caindo um por um, neste jogo sujo que enlameou o histórico impoluto do ex-trabalhador Lula, que se tornou, no poder, um agente negociador dos interesses do poder central. Tudo assim, muito pequeno e venal.

Alheio e intocado a tudo, vai Meirelles e seus Ratos de cá comandando a usurpação da Nação, elevando cada vez mais os juros, como que se estivesse imune e acima de tudo, um poder paralelo e real. Não é o governo que rege o Banco Central e sim o Banco Central que rege o governo Federal, apontando caminhos de mão única que, até agora, não levam ao desenvolvimento da Nação.

Alguns poucos, sabendo das atitudes antieleitorais por eles praticadas, temendo o futuro certo, anunciaram não disputar cargos eletivos nas próximas eleições. Os nomes são conhecidos pela opinião pública, que não aprova as atitudes de José Dirceu, na Casa Civil, Antônio Palocci, na Fazenda e Luiz Gushiken, na Comunicação Social, todos eles inebriados pelo poder, uma pena!

José Genoíno, o papa do peleguismo petista, não foi capaz de agüentar um Severino Calvacanti. Agora, não pode sonhar disputar o governo de São Paulo, pois no poder ele foi ingênuo e achou que o povo não estava vendo suas armações para detonar seus amigos na opinião pública. Para José Dirceu, o homem de ferro do governo de plástico, sua imagem foi dilacerada pelo calor da sua fogueira de vaidades e arrogância. Sua aura mítica foi derretida frente aos olhos da nação, que viu seu herói afogar abraçado com a waldomirização do governo. Agora fica ele aí viajando aqui e ali para tentar apagar a lembrança do seu passado próximo; seus erros pela beligerância da arrogância institucionalizada. Tudo muito mesquinho. Ainda assim, vai fazendo escola no PT que, seguindo sua trajetória, também mudou de cara.

Outros que sempre nadaram de braçadas no rio dos ideais petistas, foram confinados pelos seus camaradas nas masmorras do castelo de areia desmoronado pelo poder. Eduardo Suplicy parece hoje ser um pária, um estorvo, um resto de comida deixado na beira do rio que alimenta o Planalto Central. Paulo Paim, idem. E nós todos assistindo calados às confidências e inconfidências do Big Brother petista. Em alguns, tem causado asco assistir tais capítulos.

E assim vai a nave Governo Lula se distanciando cada vez mais de todos nós, brasileiros, o povo sedento por um governo verdadeiramente comprometido com os interesses da Nação e não com os seus. Petrônio Souza Gonçalves jornalista e escritor belooriente@cidademais.com.br

 
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