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Um governo desfigurado

23.05.2005 | Fonte de informações:

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Antônio Palocci Filho comanda nossa economia e os aumentos repetidos na taxa básica de juros, a Selic, que cada vez que sobe um percentual apenas, bate o prego nos braços abertos e desamparados dos brasileiros, crucificando uma vez mais o trabalhador com esta política vassala e covarde, voltada para os interesses de muitos poucos, de banqueiros.

Sonhando chegar ao poder, Palocci e a cúria petista faziam oposição sistemática ao FMI e à política restritiva do governo de FHC, ludibriando os brasileiros com um discursozinho maroto, para ganhar as eleições e manter a mesma libertinagem financeira no País de 190 milhões de necessitados. Para quem duvida da traição de Palocci e do Partido dos Trabalhadores, os novos senhores desta política infame que está aí, segue abaixo algumas idéias do atual ministro nos tempos em que era apenas um deputado, descamisado de poder.

O jornal Informes, a voz silenciosa das idéias petistas quando o partido era oposição, ou melhor, quando o partido ainda não havia conquistado o poder, traz estas declarações do ministro Palocci, edição de 29/11/1999, acerca de suas convicções sobre a economia brasileira durante o governo tucano de Fernando Henrique Cardoso. Apoiado em sua fraca razão ideológica, vai pomposo Palocci, de língua solta, declarando que: ‘O governo federal é o maior obstáculo de uma nova política tributária para o País. De fato, o governo vem fazendo (sic) a reforma tributária: aumentou o Imposto de Renda da Pessoa Física a CSLL, a Cofins e a CPMF e prorrogou o FEF. Com isso, garantiu os recursos para sustentar a ciranda dos juros. Mas sufocou os cidadãos, ampliou a sonegação. Por isso, o País exige a reforma para se livrar desse monstrengo que impede o desenvolvimento sadio da Nação”.

O governo do PT, no poder, tornou-se um monstrengo que impede o desenvolvimento sadio da Nação, da geração de emprego, da distribuição de renda, do crescimento da indústria nacional; aumentando, na mesma proporção, os impostos, a sonegação, o número de excluídos e daqueles que morrerão sufocados por esta roleta russa dos juros, estrangulando o cidadão até a morte, pela inanição de uma política voltada para os interesses da Nação, do povo brasileiro.

O que vemos é que o discurso de campanha do Lula ainda não tomou posse. Ao que parece, era mesmo um discurso de campanha, uma cantilena oposicionista visando a credibilidade e o aceno positivo dos eleitores, mas nada de enfaticamente verdadeiro, de governo, de gestão de uma nação, de um povo. Pena!

Enquanto isso, para garantir o crescimento do espetáculo, assistimos estarrecidos, revoltados, as severenices do companheiro Lula, aquele que sobe em um torno mecânico para fazer discurso e garantir o curso de um governo desfigurado, sem corpo, rosto, coração ou alma.

Petrônio Souza Gonçalves jornalista e escritor e-mail: belooriente@cidademais.com.br

 
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