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Lula chega para Bush

20.06.2003 | Fonte de informações:

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Muitos são os críticos do presidente Lula, muitos são os que sabem criticar e cujo passatempo é dizer mal e pedir mais, mas a verdade crua e nua é que por muito bonito que são as palavras, por poético e romântico que possam parecer as frases, há programas a seguir, há realidades a enfrentar e há que decifrar o possível e viável, relegando o impossível e não viável para o caixote de lixo dos que sonham mas nada fazem.

É nesse contexto que Presidente Lula foi aos Estados Unidos da América e disse claramente a George Bush que tem de haver compreensão na elaboração dos planos macro-económicos no continente.

Muitos são aqueles que irão pegar na palavra “generosidade”...Lula pede que o Presidente americano seja “generoso”, pede “generosidade” na implementação da ALCA.

Os que querem pegar em cada palavra do Presidente Lula irão dizer que foi aos EUA ser subserviente, servil. Só que se enganaram: Presidente Lula disse ao George Bush que “não podem prevalecer os interesses de um setor econômico; tem de ser dos dois", ou seja, a América do Norte tem de considerar os interesses da América latina, ponto final. Sem subserviência, sem sobressaltos.

“Os mais fortes precisam ter generosidade com os mais fracos” foi outra frase do presidente Lula em Washington hoje. E tem razão. Basta a noção de que “Os grandes dão pontapés dos traseiros dos mais fracos e os mais fracos levam pontapés dos maiores, é assim”.

Lula afirmou hoje que não é assim e disse-o na cara do Presidente dos EUA mais direitista, mais perto do fascismo em toda a história e Lula, Presidente do brasil há bem menos do que seis meses, disse-o na Casa Branca. Por muito que os seus críticos queriam que ele fracassasse, por muito que esperavam que ele seria uma fonte de anedotas do tipo “ignorante” ou “camponês”, ele desaponta rotundamente.

Para presidente Lula , não poderá haver a ALCA globalmente americana sem que todos os intervenientes tenham as mesmas condições, senão haverá naturalmente um processo de colonialismo por parte dos Estados Unidos: "Não teremos integração física sem pontos, estradas, rodovias e vôos diárias para os homens de negócio".

Falando da necessidade dos mais ricos ouvirem as necessidades dos mais pobres, presidente Lula teve a coragem de afirmar, na toca do leão, ou na caverna do Diabo, segundo as opiniões, que a melhor maneira de dar condição aos menos desenvolvidos progredirem, seria “repartir com mais eqüidade o bolo que a humanidade tem construído”.

A mensagem foi clara, deliberada, firme e inequívoca: Presidente Lula chegou muito bem hoje para George Bush.

Márcia MIRANDA PRAVDA.Ru

 
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