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Porque a CUT ataca a CONLUTAS?

17.12.2004 | Fonte de informações:

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Sobre as notícias aí veiculadas acerca da assembléia do SINDJUS/RS, sugerimos leitura da nota da direção do sindicato (está no site da CONLUTAS www.conlutas.org.br).

Sobre a situação em Minas Gerais, no setor metalúrgico, o que está em curso é uma iniciativa da direção da CUT, apoiada em seus militantes locais, para dividir a Federação Democrática dos Metalúrgicos de Minas Gerais. Na verdade esta iniciativa está em curso desde junho deste ano, quando o Congresso Estadual dos Metalúrgicos decidiu abrir um processo de discussão na base para desfiliar a Federação e os sindicatos da CUT (hoje a Federação e a maioria dos sindicatos do estado já estão desfiliados da Central).

Já na campanha salarial dividiram a luta da categoria. Os sindicatos que são dirigidos pelos cutistas/governistas (e, no sindicato de Belo Horizonte os cutistas/governistas são maioria na direção da entidade) fizeram campanha separada da campanha dos metalúrgicos do Estado. No caso de Belo Horizonte, na assembléia que aprovou a proposta de acordo coletivo, a diretoria do sindicato, ao votar a proposta colocou junto a proposta de desfiliação do sindicato da Federação Democrática e aprovou tudo. Sem que esta discussão fosse anunciada no boletim que convocou a assembléia, sem abrir esta discussão na própria assembléia e sem permitir que os presentes pudessem se pronunciar sobre o assunto. Assim mesmo, os trabalhadores presentes, para aprovar a proposta de reajuste, teriam tambem que aprovar a desfiliação da Federação....

É bastante provável que levem adiante a idéia de dividir a Federação. Esta é a essencia da proposta de Reforma Sindical que a CUT está defendendo junto com o governo: ou as entidades se sujeitam ao controle da cúpula sindical, ou a cúpula cria outra entidade naquela base para tentar substituir a entidade "rebelde". Não há limites para estes dirigentes, que estão dispostos a sacrificar o que for preciso para defender o governo e suas políticas. É a contrapartida pelos benefícos e privilégios que esta cúpula sindical está recebendo do governo.

Na verdade este operativos para dividir entidades já estão em curso: Na base do ANDES/SN criaram uma tal Pro-IFES, para apoiar a reforma universitára do governo, nas eleições do sindicato dos metalúrgicos de Juiz de Fora, a diretoria da entidade, dirigida por cutistas/governistas ligados à CSD (corrente interna da CUT) estão tentando a todo custo impedir a inscrição da chapa de oposição; no último congresso da APEOESP, em São Paulo, tentaram aprovar mudanças nos estatutos da entidade transformando-a em entidade incorporada à estrutura organica da CUT (só não conseguiram porque o congresso se rebelou contra este absurdo); há informações de que medidas assim já teriam sido aprovadas no Sindsaúde/SP, e por aí vai...

Na verdade, o que preocupa a CUT é que ela está vendo que está cada vez mais difícil enganar as bases dos seus sindicatos e manter o controle sobre as entidades. O Congresso do SINASEFE, acontecido recentemente, desfiliou o sindicato da CUT, o CONAD do ANDES indicou ao próximo Congresso da categoria esta mesma resolução, o sindicato dos petroleiros de Sergipe/Alagoas tambem acaba de aprovar a desfiliação da CUT, o congresso da FENASPES, na semana passada, tambem indicou para a base da categoria a desfiliação da Federação e dos seus sindicatos filiados da CUT....Isto apenas para citar decisões tomadas nas últimas semanas.

Nesta última segunda feira (13/12) o presidente da CUT, Luis Marinho, sequer conseguiu falar na abertura do Congresso da FASUBRA (uma entidade em que o bloco que dirige a CUT é maioria na direção e tinham, em tese, a maioria dos delegados do Congresso). Foram cinco minutos de vaias, gritos de "traidor", "pelego" e por aí vai.

Isto preocupa a CUT. Por isto ela começa a se mover. Não só para atacar a CONLUTAS, mas tentando tomar medidas na base que, de fato, antecipam a reforma sindical. Colocam as entidades entre o dilema de aceitar o jugo da cúpula, transformando-se em parte da estrutura organica da Central, ou de romper com a CUT.

Não temos dúvidas de que um número cada vez maior de entidades vai romper com a CUT e fortalecer a construção de uma alternativa para as lutas dos trabalhadores através da CONLUTAS.

O desepero da direção cutista pode render notas mentirosas e ataques furibundos à CONLUTAS no site da CUT. Mas não vai parar a rebelião que se iniciou na base da Central. E que vai atropelar a CUT para desbloquear o caminho das lutas para mudarmos este país.

Saudações com lutas, Diretoria da Federação Democrática dos Metalúrgicos de Minas Gerais.

 
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