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Cresce ou não cresce?

14.04.2005 | Fonte de informações:

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Apesar da atual queda do dólar, fator prejudicial às exportações nacionais, o Ministério do Desenvolvimento prevê para 2005 um crescimento das exportações no Distrito Federal ainda maior que em relação ao ano passado. De acordo com técnicos do MDIC, a previsão de crescimento deve-se ao Programa Estado Exportador, que foi lançado no Distrito Federal em dezembro do ano passado.

O principal objetivo do programa é fazer com que as exportações locais cresçam pelo menos 20% esse ano. Além do Distrito Federal, o Programa Estado Exportador visa o aumento das exportações em sete estados brasileiros (Acre, Amapá, Piauí, Rondônia, Roraima, Sergipe e Tocantins) cujas vendas para o mercado externo seja inferior a US$ 100 milhões anuais.

De acordo com números do MDIC, as exportações do Distrito Federal em 2004 saltaram de US$15 milhões (R$ 41,2 milhões), em 2003, para US$ 29 milhões (R $ 78,8 milhões) em 2004, um crescimento de 95,2 %. Com esses números, o Distrito Federal foi o terceiro estado que mais cresceu o número das exportações no ano passado(95,2%), ficando atrás apenas de Tocantins (152%) e Amapá (139%). Apesar desse aumento nas exportações, o Distrito Federal ocupa a 25a posição entre os 27 estados da federação (Só supera Acre e Roraima), respondendo a apenas 0,03% do total das exportações nacionais em 2004.

Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, a Holanda tem sido o principal destino dos produtos brasilienses (26,73%), seguido da Arábia Saudita (23,03%), Hong Kong (14,55%) e Emirados Árabes Unidos (13,83%). Entre os principais exportadores locais estão a Só Frango (pedaços e miudezas de frango), a Multigrain (soja), e as Indústrias Rossi (equipamentos de automação).

Temores e perspectivas

Em matéria no site da Federação das Indústrias de Brasília (Fibra), exportadores temem a atual desvalorização do dólar. Segundo os exportadores, o grande problema é que a desvalorização não tem tido efeito no preço da matéria-prima importada. “Tem sido uma pista de mão única. Se o preço da matéria-prima estivesse caindo, haveria uma compensação, mas isso não está acontecendo”, reclama a empresária Walquíria Aires, presidente do consórcio de exportação Flor Brasil. O Exportador de biquínis, o empresário Luiz Carlos Monteiro acumula perdas de US$ 11 mil somente em dezembro. “O ideal, seria um dólar a R$ 3”, ressalta.

Principal responsável por alavancar o crescimento econômico nacional, as exportações representaram 2,8 pontos percentuais entre os cinco que o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu em 2004. Porém, esse ano será difícil repetir o desempenho das exportações de 2004. “O mercado externo foi a grande jogada de 2004 e o mercado interno ficou apenas na expectativa para 2005. Este ano estará mais focado no mercado interno, pois é fato que trabalharemos com um dólar na casa dos R$ 2,80”, diz o economista Bruno Bernardes.

Recém adquirida pela Sadia pelo preço de US$ 26,5 milhões, a Só Frango faturou em 2004 US$ 18 milhões com exportações, o que representou 60% das vendas do Distrito Federal ao mercado internacional. A Assessoria de Comunicação da Sadia diz que “antes da aquisição, a Só Frango pretendia faturar US$ 35 milhões em exportações em 2005. Agora, a Só Frango deverá funcionar nos moldes de atuação da Sadia, na qual metade da produção é destinada ao mercado interno e metade ao externo”.

Adson BOAVENTURA

 
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