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Pesquisa Industrial Mensal Produção Física

10.04.2006 | Fonte de informações:

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Base: Fevereiro de 2006

Em fevereiro, produção industrial cresce em 11 dos 14 locais pesquisados

A produção industrial apresentou, em fevereiro, um quadro de resultados positivos em 11 das 14 áreas pesquisadas, na comparação com igual mês de 2005. Acima da taxa registrada em nível nacional (5,4%) ficaram: Amazonas (18,0%), Rio de Janeiro (9,9%), Pará (9,1%), Ceará (8,8%), Bahia (7,5%) e Minas Gerais (7,1%). Com crescimento abaixo da média nacional, São Paulo (5,1%), região Nordeste (3,6%), Goiás (3,0%), Pernambuco (1,2%) e Espírito Santo (1,1%). Três locais apresentaram recuo na produção: Santa Catarina (-0,2%), Rio Grande do Sul (-1,3%) e Paraná (-7,4%).

No indicador acumulado para o primeiro bimestre, 12 das 14 regiões pesquisadas registraram taxas positivas, exceto Rio Grande do Sul (-1,9%) e Paraná (-6,8%). As indústrias do Amazonas, com 11,9%, e as do Pará (10,0%) mostraram ritmo de crescimento a dois dígitos, apoiadas, sobretudo, nos desempenhos favoráveis de material eletrônico e de comunicações (televisores) e da indústria extrativa (minérios de ferro). Ceará (9,3%), Rio de Janeiro (7,8%), Bahia (7,0%) e Minas Gerais (6,1%) completaram o conjunto de locais com taxas superiores à média da indústria (4,2%). Os demais locais tiveram os seguintes resultados: São Paulo (3,4%), Pernambuco (2,9%), região Nordeste (2,7%), Espírito Santo (2,3%), Goiás (2,2%) e Santa Catarina (1,1%). Observou-se que as áreas de maior dinamismo no primeiro bimestre do ano foram diretamente influenciadas por fatores relacionados à ampliação na fabricação de bens de consumo (duráveis e semi e não duráveis), ao desempenho positivo de setores produtores de bens de capital (itens associados à energia elétrica, informática e telefonia celular), e à fabricação de produtos tipicamente de exportação.

Em comparação com o índice do último trimestre de 2005, o acumulado para janeiro-fevereiro de 2006 assinalou aceleração de ritmo em nível nacional (de 1,3% para 4,2%) e em 12 dos 14 locais pesquisados. Esse movimento se deu de forma mais acentuada no Ceará (de -7,9% para 9,3%), Amazonas (de 1,9% para 11,9%) e Pará (de 3,9% para 10,0%).

Amazonas

A produção industrial do Amazonas, em fevereiro, cresceu 18,0% frente a igual mês do ano anterior. No indicador acumulado do primeiro bimestre de 2006 o aumento foi de 11,9% e no indicador acumulado nos últimos doze meses, de 11,8%.

No confronto fevereiro 06/ fevereiro 05, a expansão de 18,0% refletiu o desempenho positivo de nove dos 11 ramos industriais investigados. Este resultado foi influenciado, em grande parte, pelo avanço em material eletrônico e equipamentos de comunicações (21,7%), que prosseguiu como o setor mais dinâmico do parque industrial amazonense. Também cabe mencionar a performance positiva de outros equipamentos de transporte (30,1%) e, em menor medida, de alimentos e bebidas (9,1%). Em sentido contrário, produtos químicos (-21,2%) e indústria extrativa (-13,9%) figuraram como as únicas pressões negativas.

No indicador acumulado do primeiro bimestre deste ano, houve aumento na produção em sete das 11 atividades. A expansão mais importante para a indústria geral foi novamente observada em material eletrônico e equipamentos de comunicações (18,0%). Vale citar também a contribuição positiva, em menor escala, de outros equipamentos de transporte (26,4%). Por outro lado, alimentos e bebidas, com recuo de 8,4%, e produtos químicos (-15,8%) exerceram os principais impactos negativos na formação do índice geral.

Pará

A indústria do Pará, em fevereiro, registrou expansão de 9,1% na comparação com igual mês do ano anterior. Também apresentaram crescimento os indicadores para períodos mais abrangentes: 10,0% no acumulado no ano e 4,5% no acumulado nos últimos doze meses.

O acréscimo de 9,1% no indicador mensal da indústria paraense foi determinado, em grande parte, pela boa performance da indústria extrativa (21,3%). Em seguida, vale destacar o desempenho positivo da metalurgia básica (10,5%). Por outro lado, o maior impacto negativo veio da atividade de madeira (-15,9%).

No indicador acumulado janeiro-fevereiro, contra igual período do ano anterior, a indústria paraense apresentou crescimento (10,0%), com a indústria extrativa (25,3%) sendo o principal determinante na formação da taxa geral. Na indústria de transformação, que recuou 0,8%, o desempenho positivo relevante foi observado em metalurgia básica (3,7%), enquanto as duas únicas contribuições negativas vieram da madeira (-10,2%) e de alimentos e bebidas (-4,2%).

Nordeste

Em fevereiro, a produção industrial do Nordeste registrou aumento de 3,6% na comparação com igual mês do ano anterior. Os indicadores para períodos mais abrangentes também apresentaram crescimento: 2,7% no acumulado no ano e 1,3% no acumulado nos últimos doze meses.

O aumento de 3,6%, no índice mensal, decorreu sobretudo por conta do desempenho positivo observado em seis dos 11 segmentos pesquisados, com os principais destaques vindo de alimentos e bebidas (7,0%), celulose e papel (38,9%) e metalurgia básica (14,1%). Por outro lado, os maiores impactos negativos vieram de vestuário (-23,0%) e de refino de petróleo e produção de álcool (-3,3%).

No indicador acumulado janeiro-fevereiro, contra igual período do ano anterior, o crescimento da indústria nordestina refletiu o aumento na produção em sete das 11 atividades pesquisadas. Os maiores impactos positivos no cômputo geral vieram de celulose e papel (32,0%), metalurgia básica (13,5%) e de minerais não-metálicos (9,3%). A principal pressão negativa veio de vestuário (-23,1%).

Ceará

Em fevereiro, a produção industrial do Ceará registrou expansão de 8,8% na comparação com igual mês do ano anterior. Nos demais indicadores os resultados foram distintos: 9,3% no acumulado no ano e -1,3% no acumulado nos últimos doze meses.

No indicador mensal, a indústria cearense apresentou crescimento de 8,8%, com resultados positivos em oito das 10 atividades industriais pesquisadas, sendo o mais relevante o assinalado por alimentos e bebidas (9,2%). Vale citar ainda o crescimento observado em máquinas, aparelhos e materiais elétricos (112,0%), por conta de uma base baixa de comparação, e a expansão de calçados e artigos de couro (8,5%). Em sentido oposto, as retrações significativas vieram de vestuário (-22,0%) e de minerais não-metálicos (-20,3%).

No indicador acumulado nos dois primeiros meses do ano (9,3%), houve aumento em oito dos 10 segmentos industriais pesquisados. A principal contribuição positiva veio de produtos químicos (43,3%). Outros impactos positivos relevantes vieram de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (62,7%) e refino de petróleo e produção de álcool (31,5%). Por outro lado, as maiores reduções foram verificadas em vestuário (-18,9%) e em minerais não-metálicos (-23,7%).

Pernambuco

A indústria de Pernambuco, em fevereiro, registrou expansão de 1,2% em relação a igual mês do ano passado. Nas comparações para períodos mais amplos, os resultados também foram positivos: 2,9% no indicador acumulado no ano e 2,5% no indicador acumulado nos últimos doze meses.

No índice mensal (1,2%), houve resultados positivos em oito das 11 atividades industriais pesquisadas. Os principais impactos positivos foram observados em metalurgia básica (14,6%), alimentos e bebidas (4,7%) e borracha e plástico (30,1%). Do lado negativo, as maiores pressões vieram de produtos químicos (-24,2%) e de refino de petróleo e produção de álcool (-58,1%).

No confronto do acumulado no primeiro bimestre do ano, contra o mesmo período de 2006, houve expansão de 2,9%, com crescimento em seis dos 11 setores industriais investigados. A maior contribuição positiva veio de alimentos e bebidas (6,9%). Vale citar também o bom desempenho de metalurgia básica (19,7%) e borracha e plástico (26,1%). Entre as atividades que assinalaram taxas negativas, os principais recuos vieram de produtos químicos (-17,5%) e refino de petróleo e produção de álcool (-36,9%).

Bahia

Em fevereiro de 2006, a produção industrial da Bahia cresceu 7,5% em relação a igual mês do ano passado. Nas comparações para períodos mais abrangentes, as taxas continuam positivas: 7,0% no indicador acumulado no ano e 4,3% no indicador acumulado nos últimos doze meses.

Para a formação da taxa de 7,5%, oitavo resultado positivo consecutivo, contribuíram positivamente sete dos nove setores industriais pesquisados, com destaque para celulose e papel (44,1%). Vale mencionar a boa performance de refino de petróleo e produção de álcool (8,3%) e de metalurgia básica (12,4%). Por outro lado, os impactos negativos mais significativos vieram de alimentos e bebidas (-3,5%) e veículos automotores (-9,9%).

No indicador acumulado para o primeiro bimestre do ano, contra igual período do ano anterior, a indústria baiana apresentou expansão de 7,0%, com taxas positivas em sete dos nove segmentos investigados. As principais influências positivas foram assinaladas por refino de petróleo e produção de álcool (12,8%), refletindo a maior produção de óleo diesel e óleos combustíveis, e óleo lubrificante; e celulose e papel (36,0%), em virtude do aumento na fabricação de celulose. Em sentido contrário, as maiores retrações vieram de alimentos e bebidas (-5,4%) e de veículos automotores (-7,9%). Nestes setores sobressaem os recuos nos itens: óleo de soja refinado e farinhas e "pellets" da extração do óleo de soja, e automóveis.

Minas Gerais

A produção industrial de Minas Gerais cresceu 7,1%, em fevereiro, em relação ao mesmo mês do ano passado, atingindo o trigésimo primeiro resultado positivo consecutivo neste tipo de comparação. Observou-se também expansão nos indicadores acumulado no ano (6,1%) e acumulado nos últimos doze meses (6,2%). Todos os índices foram superiores aos verificados na média do país: 5,4%, 4,2% e 3,0%, respectivamente.

Em relação a fevereiro de 2005, a produção industrial mineira se ampliou em 7,1%, com crescimento registrado tanto na indústria de transformação (6,1%) como na indústria extrativa (13,4%). A expansão desta última sobressaiu como um dos maiores impactos na formação do índice geral. Entre as 12 atividades da indústria de transformação pesquisadas, 11 apresentaram aumento, destacando-se veículos automotores (21,7%). Também apareceram com resultados positivos relevantes os ramos: alimentos (3,6%) e minerais não-metálicos (6,9%). A única atividade que exerceu influência negativa foi outros produtos químicos (-2,6%).

Em relação ao indicador acumulado nos dois primeiros meses do ano, o crescimento de 6,1%, deveu-se, sobretudo, à expansão na indústria extrativa (13,8%). A indústria de transformação (4,9%) também apresentou aumento, com resultados positivos em 10 dos 12 setores pesquisados. Os maiores impactos positivos vieram de veículos automotores (13,5%), alimentos (5,8%) e minerais não-metálicos (11,7%). Já a principal contribuição negativa veio de metalurgia básica (-1,7%).

Espírito Santo

Em fevereiro de 2006, os indicadores industriais do Espírito Santo assinalaram taxas positivas em seus principais confrontos: 1,1% na comparação contra igual mês do ano passado; 2,3% no indicador acumulado no primeiro bimestre; e 1,2% no índice acumulado nos últimos doze meses.

O resultado global positivo (1,1%), no confronto com igual mês do ano anterior, deveu-se, principalmente, ao desempenho favorável da indústria de transformação (4,5%), uma vez que a indústria extrativa assinalou recuo de 6,8%. Na indústria de transformação, todos os segmentos pesquisados apresentaram taxas positivas, com a indústria de alimentos (7,6%) exercendo a principal influência. Em seguida, vieram os acréscimos em metalurgia básica (3,9%) e em minerais não-metálicos (6,0%).

A ampliação da produção acumulada no primeiro bimestre do ano, contra igual período do ano anterior, foi fruto do maior dinamismo na indústria de transformação (5,8%). Neste setor, três das quatro atividades pesquisadas assinalaram aumento, com destaque para metalurgia básica, com 8,5%, e alimentos e bebidas (9,4%). Por outro lado, celulose e papel (-0,4%) foi o único ramo da indústria de transformação com recuo. A indústria extrativa, com redução de 6,4%, figurou como o principal impacto negativo na média global da indústria.

Rio de Janeiro

A indústria do Rio de Janeiro mostrou, em fevereiro, avanço de 9,9% frente a igual mês do ano anterior, mantendo a seqüência de sete resultados positivos neste tipo de comparação. Os indicadores acumulado no ano e acumulado nos últimos doze meses também registraram taxas positivas: 7,8% e 3,1%, respectivamente.

Na expansão de 9,9%, observada na comparação fevereiro 06/fevereiro 05, maior resultado desde dezembro de 2002, contribuíram positivamente nove das 13 atividades pesquisadas. O desempenho favorável da indústria extrativa (19,8%), que manteve o crescimento com taxas de dois dígitos, foi o principal determinante na formação da média global positiva. Na indústria de transformação, que também assinalou aumento na produção (7,7%), a farmacêutica, com crescimento atípico de 76,7%, e alimentos (34,4%) responderam pelos maiores impactos positivos. Outras contribuições positivas relevantes vieram de bebidas (27,4%) e de edição e impressão (16,6%). Entre os quatro ramos que apresentaram taxas negativas, a principal pressão veio de metalurgia básica (-23,5%).

A produção acumulada no primeiro bimestre do ano (7,8%) cresceu em ritmo superior ao do último trimestre de 2005 (3,4%), ambas as comparações contra igual período do ano anterior. Este índice positivo foi influenciado, sobretudo, pelo aumento em oito dos 13 segmentos industriais pesquisados cabendo à indústria extrativa (18,9%) a maior contribuição no resultado global. A indústria de transformação também mostrou crescimento na produção (5,3%), com alimentos (22,9%), bebidas (17,6%), farmacêutica (19,9%), edição e impressão (13,2%) e veículos automotores (14,9%) respondendo pelas maiores contribuições positivas. Em contraposição, novamente o desempenho adverso observado em metalurgia básica (-4,4%) foi o que mais impactou negativamente o índice geral.

São Paulo

A indústria de São Paulo mostrou, em fevereiro, resultados positivos nos principais indicadores. No confronto com fevereiro de 2005, a produção avançou 5,1%, a quinta taxa positiva consecutiva. No acumulado no primeiro bimestre do ano, houve crescimento de 3,4% e no acumulado nos últimos doze meses, aumento de 3,2%, sendo que somente este último resultado situou-se acima da média nacional (3,0%).

No índice mensal, o crescimento de 5,1% refletiu, sobretudo, a performance positiva de 15 dos 20 ramos industriais investigados, enquanto que em janeiro, eram 12 os que cresciam nessa comparação. Farmacêutica (36,4%), máquinas e equipamentos (7,8%) e veículos automotores (5,0%) representaram as principais contribuições para a expansão no total da indústria paulista. Entre os cinco setores em queda, os maiores impactos negativos foram observados em produtos de metal (-10,4%), metalurgia básica (-5,8%) e perfumaria, sabões e produtos de limpeza (-5,8%).

A produção acumulada no primeiro bimestre do ano cresceu 3,4%, ritmo superior ao do último trimestre de 2005 (1,5%), ambas as comparações contra igual período do ano anterior. Este resultado foi influenciado, principalmente, pelos avanços observados em 13 dos 20 segmentos, cabendo a material eletrônico e equipamentos de comunicações (24,6%), farmacêutica (15,9%) e veículos automotores (6,4%) as maiores contribuições no índice geral. Do lado contrário, edição e impressão (-4,4%), metalurgia básica (-7,6%) e produtos de metal (-6,7%) foram os ramos que mais impactaram negativamente a taxa global.

Paraná

Em fevereiro, a produção industrial do Paraná recuou 7,4% em relação ao mesmo mês do ano passado, oitava queda consecutiva neste tipo de comparação. Com isso, o indicador acumulado no ano também assinalou resultado negativo (-6,8%) e, o indicador acumulado nos últimos doze meses prosseguiu com trajetória descendente, registrando a primeira taxa negativa (-0,6%) desde abril de 2003.

Em fevereiro, a queda de 7,4% deveu-se, principalmente, aos resultados negativos de oito dos 14 setores pesquisados, sendo que os principais destaques foram: máquinas e equipamentos (-29,5%), veículos automotores (-16,2%) e edição e impressão (-36,0%). Por outro lado, refino de petróleo e álcool (23,4%) sobressaiu como a principal pressão positiva.

No indicador acumulado nos dois primeiros meses do ano, na comparação com o mesmo período do ano anterior, oito dos 14 ramos investigados apresentaram recuo, sobressaindo como principais contribuições para a formação do índice geral: veículos automotores (-24,6%), edição e impressão (-26,9%) e máquinas e equipamentos (-18,4%). Já os maiores impactos positivos foram observados em refino de petróleo e produção de álcool (10,7%) e celulose e papel (9,0%).

Santa Catarina

A indústria de Santa Catarina mostrou, em fevereiro, ligeira retração (-0,2%) frente a igual mês do ano anterior, revertendo o resultado positivo observado em janeiro (2,4%). Nos indicadores para períodos mais abrangentes, apresentou expansão no acumulado no ano (1,1%), enquanto assinalou recuo (-1,2%) no acumulado nos últimos doze meses.

No decréscimo de 0,2%, no índice mensal, observou-se equilíbrio entre os ramos que assinalaram taxas negativas (seis) e os que apresentaram crescimento (cinco). A principal contribuição negativa veio da indústria de alimentos (-6,7%). Em seguida, vale mencionar os recuos em madeira (-20,6%) e em máquinas e equipamentos (-7,2%). Por outro lado, veículos automotores (30,2%) exerceu a maior pressão positiva na formação da taxa global. Também sobressaíram os desempenhos favoráveis de borracha e plástico (13,9%) e máquinas, aparelhos e materiais elétricos (17,0%).

Com a produção acumulada no primeiro bimestre do ano se expandindo 1,1%, ritmo que reverteu a queda observada no último trimestre de 2005 (-3,7%), o setor fabril catarinense apresentou predomínio de resultados positivos, que alcançaram sete das 11 atividades industriais investigadas. As contribuições mais relevantes vieram de veículos automotores (26,9%) e borracha e plástico (20,9%). Também mereceram destaque as indústrias de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (13,3%) e de celulose e papel (4,6%). Entre as atividades que mostraram queda, alimentos (-5,8%) e madeira (-19,3%) figuraram como os maiores impactos negativos.

Rio Grande do Sul

Em fevereiro, a indústria do Rio Grande do Sul registrou recuo de 1,3% na comparação com igual mês do ano anterior. Os indicadores para períodos mais abrangentes também apresentaram queda: -1,9% no acumulado no ano e -3,6% no acumulado nos últimos doze meses.

O recuo de 1,3%, observado no confronto com igual mês do ano passado, foi determinado, em grande parte, pelo desempenho negativo de sete dos 14 segmentos pesquisados. Os impactos negativos mais relevantes vieram de máquinas e equipamentos (-17,0%), calçados e artigos de couro (-8,6%) e produtos de metal (-16,2%). Por outro lado, as maiores influências positivas no cômputo geral vieram de fumo (39,8%) e de bebidas (29,1%).

A queda de 1,9% no indicador acumulado no ano, contra igual período do ano anterior, refletiu em grande parte os decréscimos em oito dos 14 ramos pesquisados. As atividades que assinalaram as principais pressões negativas no cômputo geral foram máquinas e equipamentos (-18,8%), refino de petróleo e produção de álcool (-10,1%) e calçados e artigos de couro (-6,7%). Entre as atividades que mostraram avanço na produção, fumo (30,0%) e alimentos (5,1%) figuraram como as maiores contribuições positivas.

Goiás

Em fevereiro, os principais indicadores da produção industrial de Goiás foram positivos: 3,0% no confronto com igual mês do ano anterior, 2,2% no acumulado do primeiro bimestre do ano e 3,4% no acumulado nos últimos doze meses.

A indústria goiana cresceu 3,0%, em relação ao mesmo mês do ano passado, apoiada sobretudo na performance favorável de três das cinco atividades pesquisadas, com destaque para alimentos e bebidas (4,8%). Em seguida, vale também destacar os avanços observados em metalurgia básica (15,6%) e em minerais não-metálicos (18,1%). Em sentido contrário, o principal ramo com recuo na produção foi o de produtos químicos (-14,2%).

O indicador acumulado no primeiro bimestre do ano, contra igual período do ano anterior, foi positivo (2,2%), com quatro dos cinco ramos apresentando resultados favoráveis. Na indústria de transformação (6,7%), todos os ramos exibiram taxas positivas, cabendo a alimentos (5,2%), minerais não-metálicos (21,7%) e metalurgia básica (13,5%) os principais destaques. Por outro lado, a indústria extrativa, que recuou 38,2%, exerceu a única influência negativa na média geral da indústria.

Ricardo Bergamini

ricoberga@terra.com.br rbfln@terra.com.br http://paginas.terra.com.br/noticias/ricardobergamini

 
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