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Pintoras brasileiras em Moscovo

07.12.2005 | Fonte de informações:

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Os russos confessam que actualmente o Brasil é um dos maiores centros de arte contemporânea. A Bienal de São Paulo é famosa em todo o mundo.

Pela primeira vez os moscovitas podem ver o que é a arte brasileira contemporânea. A 1 de dezembro no Centro da Arte Contemporânea em Moscovo abriu-se a exposição “Ocupação de espaço”. Lá pode-se ver os trabalhos de famosas pintoras brasileiras.

Flávia Maximo que é responsável pela exposição escolheu os trabalhos de seis pintoras brasileiras para espo-los em Moscovo. Todas as instalações ocupam cerca de 20 metros quadrados. São as de Christina Parisi, Luciana Mendonça, Lúcia Py, Sônia Talarico, Lucy Salles, Paula Salusse.

A paulistana Maria Christina Parisi vive e trabalha em São Paulo com pintura, gravura e cerâmica.

Luciana Ribeiro de Mendonça nasceu em São Paulo, trabalha com fotografia e pintura.

Lúcia Maria de Souza Py nasceu no Rio de Janeiro. Mas no último tempo vive e trabalha em São Paulo com técnica mista, objeto e montagem.

Sônia Regina Rodrigues Talarico nasceu em São Paulo onde vive e trabalha com cerâmica, pintura e instalação. Em Moscovo pode-se ver a pintura no papel dela. A ideia da sua instalação é que agora precisa-se deixar de brincar e começar a vida nova. Por isso no chão há 25 cordas de pular, um pedaço de madeira e cordas de néon.

A paulistana Paula Salusse despertou para as artes plásticas na infância quando aos 10 anos já freqüentava cursos de desenho e pintura. Formada em Comunicação Visual pela Fundação Álvares Penteado Paula ingressou na carreira profissional em marketing e propaganda de importantes empresas até formar sua própria agência de propaganda.

Já aos 27 anos sentindo cada vez mais forte seu impulso pela arte transformou seu hobby em profissão, voltando a freqüentar cursos e a estagiar em ateliês de pintura. Influenciada pelo marido, um empresário paulistano apaixonado por vinhos, Paula passou a se interessar e a descobrir os encantos de uma outra arte: a de degustar vinhos.

Viajou pelas principais regiões produtoras do mundo, fez cursos, participou de palestras e degustações, além de freqüentar as inúmeras degustações e cursos da Associação Brasileira de Sommeliers de São Paulo. Sua primeira exposição como pintora ocorreu em 2000. Paula continua viajar pelos vinhedos do mundo tentando aproximar de alguma forma as suas paixões. A cada nova viagem a relação vinho/arte se tornava mais evidente: o ofício de enólogo como o do artista, as uvas como tintas, as garrafas como se fossem telas. E o vinho em si como a obra acabada, pronta para ser degustada. Na exposição de Moscovo na parede há círculos de papel que são traços do fundo duma garrafa. Nestes traços pode-se ver uma paisagem mística. No chão ficam-se garrafas reais de vidro.

Lucy Lopes Salles nasceu em São Paulo onde vive e trabalha com instalação, performance e arte-objeto.Ela atua na técnica mista, com massa e tintas acrílicas, pigmentos e pó de ferro sobrepostos em camadas sucessivas. O branco e o vermelho predominam nos seus trabalhos. As suas obras foram expostas em Bienais de Arte, Galerias, Salões e Praças, no Brasil e em outros países, e obtiveram reconhecimento nacional e internacional. Em Moscovo Lucy Salles encheu o seu espaço com a cor vermelha agressiva. Na parede ficam-se telas com pintas vermelhas o que é muito impressionante para os visitantes da exposição. A própria Lucy Salles fala que gosta muito de ideias do escritor francês Jean Baudrillard.

Depois da exposição os pintores russos vão a São Paulo em 2006 e lá vão apresentar o projecto “Chekhov. Entre a ilha Sakhalin e o Jardim das Cerejeiras.”

Ekaterina SPITSYNA PRAVDA.Ru

 
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