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Luciana Genro

07.10.2003 | Fonte de informações:

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Corrupção - Essa semana, os jornais noticiaram que o Tribunal de Contas da União (TCU) apontou irregularidades em seis obras federais do RS. Das 381 obras federais fiscalizadas pelo TCU, 274 (71,9%) apresentam indícios de irregularidades. Oitenta e oito delas (23,1%) podem ter repasses de verbas suspensos por conta da gravidade das irregularidades que apontam superfaturamento, editais viciados, malversação do dinheiro público e enriquecimento ilícito. Segundo a imprensa, foram encontrados problemas e nove das 13 obras de metrôs fiscalizados, sendo três delas "gravíssimas", em Salvador, Belo Horizonte e Porto Alegre. O TCU determinou que a licitação fosse anulada.

No RS, das seis obras apontadas pelo TCU como irregulares, cinco são do Ministério dos Transportes. O ex-Ministro dos Transportes e atual deputado federal pelo PMDB, Eliseu Padilha, não diz nada, faz de conta que não é com ele... O governo Lula, idem, continua disposto a colocar o PMDB no Ministério, talvez, até, no dos Transportes. Estamos de olho!!!

OPINIÃO

Balanço da greve dos Correios

Oito dias de luta em meio a muita traição (Jornal Esquerda Socialista, outubro 2003)

Por Alexandre Arruda e Etevaldo Teixeira

Na esteira da greve do funcionalismo federal ocorreu a maior greve nacional dos trabalhadores dos correios, com a participação de 21 estados do país. A categoria via a possibilidade de aumentar seus míseros proventos, que há anos vinha sendo arrochado pelo governo FHC. A intransigência do governo LULA foi posta às claras quando apresentou uma proposta indecente, inaceitável e vista como uma provocação pela categoria: um índice de 4% em contrapartida dos 69% reivindicado pela categoria, e uma correção de apenas R$ 0,50 no tiket's, e a manutenção do piso salarial de apenas R$ 415,00.

Outro aspecto interessante é a falta de trabalhadores, o que leva ao atual quadro do carteiro ter que carregar um peso acima do limite. Por isso, a necessidade de novas contratações.

A categoria participou com muita força na greve em todos os Estados e, ao contrário de anos interiores, a mobilização obteve cerca de 90% de adesão em todo o país. Entretanto, os trabalhadores tiveram de enfrentar o governo decidido a não fazer concessões, com apoio da mídia, e mais Articulação Sindical e o PCdoB, atuando contra a greve.

A burocracia da Articulação e do PCdoB tiveram um papel muito importante no desmonte da greve ao ir tirando a categoria da luta como Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília, estados que concentram a maioria dos serviços de correspondência do país. No comando nacional da categoria eles tinham quatro dos sete membros. Além disso, a CUT não existiu durante a greve e sequer anunciou algum apoio. Por outro lado, a mídia tratou de fazer o jogo do governo, passando informações falsas, jogando na confusão, certamente por estar recebendo muito dinheiro em publicidade do governo, ou até mesmo tem algum acordo com a Rede Globo.

O resultado da greve é frustrante do ponto de vista econômico. Em oito dias, não mudou em nada a proposta da empresa apresentada no segundo dia. Também porque a empresa deixou para discutir o desconto de dois dias da greve em alguns Estados. Mas, o sentimento do conjunto dos trabalhadores, de Norte a Sul do Brasil, é o de que deveriam continuar lutando, mas já era impossível, na medida em que já se encontravam apenas RS e Pernambuco em greve.

A principal experiência ficou por conta do governo LULA, em quem os trabalhadores tinham uma expectativa muito grande e, agora, vêem a necessidade de preparar novos enfrentamentos. Por isso, deixaram o aviso de estado de greve com nova assembléia para 1º e rejeitaram a proposta da empresa. Na mesma carona de LULA, caiu a máscara de "companheiros" do PT do PCdoB, que estão nos cargos de confiança e que agora foram contra os trabalhadores e até ameaçávamos com punições. Os únicos que apoiaram a greve foram os radicais: Babá e Luciana, que participaram de um ato em Brasília.

A conclusão fundamental é que os trabalhadores devem continuar lutando para conquistar melhores salários. Para isso, devem mudar o comando nacional que traiu a categoria. Diante desse fato, os sindicatos que ainda apostam na mobilização e na disposição de luta dos trabalhadores dos correios mais de 14 chamaram uma Plenária, visto que a direção da FENTEC e os membros da comissão se recusaram a convocar, mesmo constando nos estatutos da federação) estarão realizando uma plenária Nacional, em Brasília, entre 25 e 27 de setembro do corrente ano, para deliberar sobre um novo calendário da mobilização e a substituição dos membros do comando, como também a realização de um novo congresso nacional da categoria. Mesmo diante de tamanha traição, a categoria está disposta a ir à luta, ainda esse ano, para garantir a dignidade e o respeito que merece.

Alexandre Arruda é secretario de Política e formação sindical do SITECT/PB e Etevaldo Teixeira é da Coordenação Nacional do MES

Discussão desnecessária (Folha de SP, 30/09/03)

Janio de Freitas

Por caminhos inesperados, o governo Luiz Inácio Lula da Silva dispensa os críticos dos acordos passados com o FMI de entrarem, agora, na discussão sobre a conveniência de um novo acordo e, se houver, que exigências seriam toleráveis.

A discussão perdeu o sentido, sugado por uma realidade que todos os números do desempenho governamental atestam, com o aval comprovador de mais três, todos muito eloquentes, ontem divulgados.

O tempo das bravatas mencionadas por Lula acabou mesmo no dia da eleição e quando o ministro Antonio Palocci comunicou a decisão de economizar mais verbas do que o exigido pelo FMI, nos gastos do governo, prometendo um recorde. O recorde do corte explícito, como os R$ 14 bilhões no início do ano, ou disfarçado sob a forma de retenções das verbas aprovadas pelo Congresso para saúde, educação, transporte público, saneamento, pesquisa, variados modos de assistência social e investimentos para o país voltar a crescer.

O Brasil é um país parado, mas o governo Lula não fez bravata. Antes de perceber que cometera a gafe de soltar um número escandaloso, o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, disse agora que a previsão para o crescimento econômico, neste ano, é de apenas 0,6%. Seis vezes abaixo da previsão inicial do governo, que já se dava por muito satisfeito com insuficientes 3,5%.

O motivo é claro. A economia nacional com as verbas não realizadas encortou, ao entrar setembro, em R$ 50 bilhões, mais do que cumprindo a promessa espontânea ao FMI. E com pagamento de juros (ao qual se destinam também aqueles R$ 50 milhões) foram gastos R$ 102 bilhões. Uma diversão muito educativa é procurar com que ministérios o governo chegou a gastar montante igual.

A discussão sobre novo acordo não faz sentido: a política econômica de Lula/Palocci é mais dura com o país do que as exigências já feitas pelo Fundo ou esperáveis ainda. Posta essa evidência em termos políticos, a política econômica de Lula/Palocci está à direita do FMI.

Se insistirem, por hábito que seja, em discutir o novo acordo, os defensores do crescimento econômico correm o risco de ver-se, de repente, aliados ao FMI com o pedido de que, em vez das metas outrora estrangulantes, exija tetos que o governo não possa ultrapassar, para o bem da sobrevida nacional.

AGENDA

Radicais - Participe dos atos com os radicais durante o mês de outubro. Dia seis, em Belo Horizonte (MG), dia nove, Rio de Janeiro (RJ), dia 13, em Porto Alegre (RS), às 19 horas, no auditório Dante Barone da Assembléia Legislativa e no dia 16, em Belém (PA).

Gabinete Deputada Federal Luciana Genro Câmara dos Deputados Anexo IV Gab. 203 Brasília - DF Cep: 70.160.900

Fone: (61) 318.5203 e 318.3203 Fax: (61)318.2203

Escritório Rio Grande do Sul

Av. Alberto Bins, 308, sala 11, bairro Centro - RS Cep: 90030-040

Fone: (51) 3221.3747 e 3212.3146

e-mail: dep.lucianagenro@camara.gov.br

 
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