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Mantega destaca necessidade de crescimento

07.01.2003 | Fonte de informações:

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O economista Guido Mantega assumiu nesta tarde o Ministério do Planejamento e, em seu discurso, ressaltou a necessidade de crescimento econômico, com o objetivo de promover uma desconcentração de renda, geração de empregos e redução da miséria.

Ele afirmou ainda que se enganam aqueles que imaginam que no governo de Luiz Inácio Lula da Silva será praticada a "velha política econômica" dos anos FHC, que cometeu equívocos, provocando endividamento com a falta de dinamismo que agravou os problemas sociais e econômicos.

"O governo não terá pudores em traçar políticas ativas para a indústria, para a agricultura e serviços e onde houver mais necessidade de estímulo a competitividade e produtividade do produto brasileiro, gerando milhões de empregos que a população necessita. O Estado será posto a serviço dos despossuídos numa cruzada contra a fome a miséria e o desamparo", disse.

Mantega citou como necessários o saneamento das contas públicas e o aumento da competitividade da economia brasileira, destacando ainda a importância das exportações — área na qual terá destaque a ação do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), órgão subordinado ao Ministério do Desenvolvimento, comandado por Luiz Furlan.

Ele disse ainda que o governo Lula vai trabalhar também para a redução do "risco Brasil", hoje próximo a 1.300 pontos e que chegou a 2.400 pontos na campanha eleitoral devido à ação de especuladores. Mantega considera que o ideal seria uma redução em 300 ou 400 pontos, o que colocaria o Brasil em patamar semelhante ao de outros países em desenvolvimento.

O novo ministro disse também que, com a redução do "risco Brasil", o governo Lula terá condições de baixar a taxa básica de juros, hoje em 25% ao ano. A definição da taxa básica é feita pelo Comitê de Política Monetária, do Banco Central.

Entenda o "risco Brasil"

O "risco Brasil" é um índice calculado pelo banco norte-americano JP Morgan, cujo nome oficial é EMBI (em inglês, sigla de índice para bônus de mercados emergentes). Esse indicador oscila diariamente, de acordo com o comportamento dos mercados.

O índice EMBI representa a diferença entre o risco de um investimento em títulos norte-americanos e o risco de um investimento no país avaliado. Em tese, quanto maior a taxa, maior é o risco de o país não honrar seus compromissos com credores.

Um exemplo: se títulos norte-americanos são pagos com 5% de taxa de juros e o Brasil tem um índice EMBI de 1.300 pontos, isso significa que os títulos brasileiros devem ter uma taxa de juros de 5% + 13% (divide-se 1.300 por 100), ou seja, 18%.

Assim, o governo federal ou a empresa brasileira que emitiu o título tem de oferecer pelo menos 18% de juros para que os investidores internacionais tenham interesse em comprar o título apesar do risco envolvido na operação.

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